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sexta-feira

A lógica da batata - o ataque dos clones

Cá está porque não gosto de me meter nestas tricas. Pessoas que não se informam porque é que as alterações climáticas podem significar mais quente e mais frio e mais seco e mais molhado (como se diz na citação). O AAA não quer saber o porquê, nem mesmo pelo ensejo de fazer uma argumentação fundamentada. Cita uma menina da liga dele e está o caso arrumado na mais perfeita lambonice. O mais interessante é que até podia sentar-se no sofá e usar, mais ou menos, a sua lógica da batata. Pensava assim, agora há Inverno (frio e molhado) e também Verão (quente e seco). Com a mudança de fase no clima espera-se maior variabilidade. [Aqui o cérebro do AAA é capaz de aquecer um pouco e precisaremos de aplicar toalhas molhadas.] Isto significa mais eventos extremos de frio, de molhado, de quente e de seco. Sim? Não? Desenhos? Eu ponho um desenho:


O AAA sabe ler inglês, tal como o seu amigo tradutor e vai aqui onde se explica o conceito. E se fosse ler podia fazer uma argumentação interessante. Eu até podia fazê-la por si, mas não me apetece dialogar comigo mesma sobre o que já sei, nem educá-lo. Cada um educa-se a si mesmo quando chegamos à idade que temos.

Sendo que o AAA escolheu as alterações climáticas para correr atrás dos denominados "esquerda", eu aconselho-o e ao seu amigo a fazerem um esforço para entenderem um pouco do que estão a falar. A lógica que demonstram nos vossos postes é simplista e a cortar a direito. Eu nem digo que por vezes os media, os políticos (o Al Gore é na verdade um tipo que leu e domina bem o assunto, dizendo poucas asneiras) e outros não se esbarrem, não levem longe demais as suas conclusões. Por isso, o AAA e o seu amigo tradutor têm hipóteses de fazer um vistão a amandar abaixo pela lógica alguns "esquerdistas", mas é essencial que façam os trabalhos de casa.

Eu gostava de saber a vossa explicação para o facto do gelo boiar na água. Queria mesmo ver a vossa lógica brilhante a funcionar aqui. Sim, acho que a Ann Coulter não escreveu um livro contra a existência da água, essa molécula rebelde, esse paradoxo físico-químico. Penso mesmo que a H2O devia ser presa pela sua rebelião à lógica simples. Esta molécula é um perigo à lógica, é obviamente uma força subversiva, deve ser presa e obrigada a restabelecer-se ao senso-comum. Se a H2O se conformasse, o mundo acabava-se logo ali, mas pelo menos lavava-se a honra da lógica da batata.

quinta-feira

O espreita

Estive a ler o texto completo do Pacheco Pereira e penso que o sr. passou-se. Desculpem não arranjar palavrear mais erudito, mas é que há palavras que dizem tudo. O Pacheco Pereira passou-se. O texto é nojento. Há bloguistas citados que são pessoas inteligentes, com boa argumentação e com quem se pode aprender. Ele pinta-os como seres tristes, pervertidos, doentes mentais a precisar de tratamento urgente. Mas onde pára esse ambiente tenebroso? Perversão para mim é ele andar a espreitar as caixas dos comentários dos outros com más intençoes. Isso sim. Cá pra mim, uma dessas alcunhas tenebrosas usa gabardine e chama-se JPP.

quarta-feira

Os Srs. padres das Oficinas de S. José

Relativamente à tragédia da tortura e assassinato da Gisberta, os srs padres ligados ao caso dizem que:

A Oficina de S. José, Porto, assume apenas «responsabilidade moral» no homicídio de um sem-abrigo em que alegadamente estiveram envolvidos 11 dos seus 68 internos

«não era de todo previsível que uma situação destas pudesse ocorrer».

Lino Maia disse que foi «a falta de projectos de vida».
«Se nas famílias há problemas, numa instituição com 68 jovens essa probabilidade aumenta», acrescentou.

instituições como a Oficina de S. José «não estão vocacionadas para jovens com antecedentes criminais»


O que os qualifica como parvos e incompetentes.

Os Srs. padres estão tão preocupados em desculpar-se que são incapazes de fazer o mea culpa. As consciências dos padres não me preocupam, mas preocupa-me que não analisem cuidadosamente o que está mal e como evitar que nova tragédia ocorra. Para os Srs. padres a culpa é da vítima, por ser quem é, e dos agressores que são uns criminosos e os padres coitados, não estão aptos a lidar com pecadores. Benza Deus.

Os Srs. padres são uns simples e só estão aptos a encarregar-se de anjinhos. Como anjinhos só no Além, penso que se deverão guardar para depois da morte, para andarem a brincar aos educadores.

Vamos lá a pensar: se tivéssemos que arranjar alguém para tomar conta de filhos adolescentes para serem equilibrados elementos da sociedade iriamos incubir a sua educação a senhores que se dedicam ao recalcamento? Que acham que formar uma família diminui a sua capacidade de entrega a Deus? Poderia dar muitos mais exemplos de que eles, por princípio, não têm os parafusos todos no lugar, mas fiquemos por aqui. Estou a pensar em jovens sem traumas. Agora imaginem com a carga que aqueles miúdos têm. Famílias disfuncionais, maus-tratos, negligências, falta de amor, etc.... Não é com fé e rezas.

Pessoalmente sou de opinião que tendo em conta as reacções dos devotos membros da igreja após a tragédia, se pode concluir que não são confiáveis para tomar conta de crianças e adolescentes. Realço .

terça-feira

Adultos precisam-se

Uma amiga minha diz que os adolescentes deviam ser todos enviados para uma ilha e deixados lá até serem adultos.

Com uma data de preservativos, galhofei eu.

Claro.

E aqueles que não conseguem alcançar o patamar de ser adulto?

Ela não soube responder, mas eu acho que o plano já é posto em prática algures e os adolescentes perenes são enviados para a Sérvia e Montenegro.

quinta-feira

O insulto

Isto provavelmente nao e' nada novo para outros bloguistas, mas isto de ser objecto de insultos na caixa de comentarios e' novo para mim. No principio fiquei chocada. Depois fiquei insultada pela magreza do insulto. So isto? Que raio de insulto e' este? Sera a minha sobrinha de 11 anos? Mas nao pode ser. Os insultos dela sao pequenas maravilhas que anteveem uma inteligencia sagaz e um futuro glorioso de pouquissimos, mas fieis amigos. Nem sao insultos. Sao criticas. Destrutivas, mas ainda assim, contruidas na observacao caustica dos defeitos dos outros. Que orgulho... Alem de que essa minha sobrinha, fruto de uma mistura estranha de genes piratas e pastores, contrabandistas, gentes de foice e garrafao na mao, contestatarios e nunca cobardes, critica pela frente, a carimbar com cuspe a assinatura na testa. Para minha eterna infelicidade, eu herdei a espuma arrogante, formei-me sem o espirito fervente do alcool decantado pelas geracoes.

Onde e' que eu ia?

Ah, ainda que este insulto seja tao misero, geralmente gosto de responder a quem se da ao trabalho de colocar comentarios, assim eu riposto: SEU ABOMINAVEL HOMEM DE FELGUEIRAS!

Prontos. Espumoso, mas foi o que consegui.

domingo

Inteligência ou bom senso?

O que é que falta nesta história?

segunda-feira

Extremos

Como pode o Inverno e o Verao caberem num mesmo ano?

quarta-feira

Para que é que se embrulham as prendas?

Diremos: pelo elemento surpresa. O divertimento de quem dá no desembrulho questionativo de quem recebe.

Vou ter que reembrulhar todas as prendas que comprei hoje. As lojas pespegam as marcas onde podem no que eu senti uma ofensa a mim. Mas o mais anormal foi na perfumaria. O papel vermelho brilhante. Só. Eu extasiada em algo tão simples e bonito e aí aplicam um laçarote farfalhudo a dizer "perfume". Para que raio eu embrulho um perfume e escrevo no embrulho perfume? Não percebo.

Amor e Sangue

Apresentava perda de peso acentuado, lesões graves no corpo. A situação foi então encaminhada, pela entidade hospitalar, para a CPCJ. A comissão de menores, que começou a acompanhar a família, terá entendido que a menina não corria risco de vida. Determinou então que a menor ficasse aos cuidados da avó materna, mantendo-a debaixo do mesmo tecto dos presumíveis agressores.

Isto no mesmo país em que existe tanta precaução nos casais para adopção. Esses têm de ser perfeitos, a brilhar, senhor e senhora, exemplos de virtude cristã, com dois carros na garagem. Os biológicos, esses é preciso matar para que sejam inadequados. O sangue limpa tudo.

sexta-feira

Não há falta de médicos

Segundo um levantamento sobre recursos e produção no Serviço Nacional de Saúde realizado em 2003 pela Direcção-Geral da Saúde.

Excerto da notícia do Público...
"O administrador hospitalar salienta que "em Portugal o número de médicos por habitante é superior ao da média europeia": "O problema é que esses médicos acumulam o trabalho no público com a clínica privada de forma descontrolada e há uma má distribuição de clínicos, quer geográfica quer de especialidade." Ou seja, é uma questão estrutural de funcionamento do sistema e de ausência de planeamento, diz."

Saúde, justiça, educação, há uma tendência de recursos suficientes, má gestão, pessoal a fazer pela sua vidinha... Claro que há excepções. Há mesmo locais com más condições. Mas quando se vêem as excepções positivas não é que as pessoas tenham mais e melhores recursos, é porque as pessoas têm brio no que fazem e/ou sentido de responsabilidade. As PESSOAS é que fazem a diferença.

O estudo é de 2003. O que fizeram até hoje? eH? Se o governo tentar fazer algo o que vai acontecer? eH? Ah, pois...

Hoje é a greve dos professores: desejo-lhes um bom fim-de-semana prolongado.

quarta-feira

Uma das coisas que me chateia em Portugal

CP acaba com comboio Intercidades para a Régua
Carlos Cipriano no Público de hoje

""Mais transbordos e comboios mais lentos no Minho e no Douro a partir de 11 de Dezembro. Autarcas contestam perda de qualidade do serviço

O serviço Intercidades vai desaparecer da Linha do Douro depois de, há quatro meses, a CP ter previsto reforçá-lo com mais duas circulações diárias. O comboio com mais qualidade que liga o Porto à Régua deverá realizar-se pela última vez no dia 10 de Dezembro porque no dia seguinte entra em vigor o horário de Inverno que reforça o serviço regional em detrimento de marchas mais rápidas.

Os tempos de percurso vão aumentar, ficando a Régua a mais de duas horas do Porto, quando hoje é possível percorrer aquela distância em 1 hora e 46 minutos. Segundo o PÚBLICO apurou, a Régua poderia ficar apenas a uma hora e meia do Porto se a CP utilizasse locomotivas mais potentes na Linha do Douro. O novo horário prevê também que alguns comboios desta linha terminem a sua marcha em Caíde de Rei (concelho de Lousada), devendo os passageiros fazer transbordo para os suburbanos. Tratando-se de unidades de negócios diferentes, esta é uma forma da empresa reforçar o seu tráfego da CP-Porto à custa da CP-Regional.

Do Marco de Canaveses para a Invicta, a lógica é a mesma - a CP-Regional assegura o transporte dos passageiros até Caíde e a CP-Porto leva-os até Campanhã. A razão deste transbordo não é comercial, mas sim técnica, pois é em Caíde de Rei que termina a linha electrificada. A Refer chegou a ter previsto no seu plano de investimentos para 2005 a continuação da modernização da Linha do Douro até ao Marco, mas a mudança de governo fez congelar o projecto.

Transbordos também na Linha do Minho

A CP vai também cortar ao meio a Linha do Minho, fazendo uma ruptura de carga em Nine. Cerca de 20 comboios diários de e para Viana do Castelo e Valença terão origem e destino naquela estação e não em Campanhã, quebrando-se uma prática com mais de cem anos em que os comboios para o Minho eram directos.

A ligação a Vigo mantém-se, mas a CP deu uma ajuda para a sua extinção a curto prazo depois de o não ter conseguido fazer em Junho passado devido aos protestos dos autarcas da região e da Junta da Galiza. Agora, em vez de duas circulações diárias em cada sentido, passa a haver apenas uma e o comboio passou a ser um simples Inter-regional, que multiplica o número de paragens. Resultado: entre Porto e Valença, em vez das duas horas actuais, passa a demorar entre duas horas e meia e duas horas e 48 minutos.

Na zona suburbana da Invicta haverá, contudo, uma melhoria qualitativa e quantitativa nas ligações entre Aveiro/Ovar e o Porto.

A Região Norte fica agora mais perto do Algarve com dois comboios pendulares directos em cada sentido entre Campanhã e Faro, que farão o percurso em 2 horas e 55 minutos. E Lisboa fica agora dez minutos mais próxima, pois entre o Douro e o Tejo a viagem no Alfa Pendular demorará duas horas e 49 minutos, em vez das três horas actuais.

O PÚBLICO tentou saber junto da CP as razões das alterações dos horários nas Linhas do Minho e do Douro, mas a empresa disse apenas que está a analisar a nova oferta.""


Quando é que os abéculas da CP compreendem que não funciona só procura -> oferta, mas que se houver oferta de geito também poderá aumentar a procura? Mas será que eles alguma vez se lembraram de perguntar? E a gente que está condenada ao carro! Não sei se ainda tenho paciência para um país motorizado.

terça-feira

Katrina III

Could something have been done to prevent this?

Yes. The levees could have been higher. The New York Times has reported that the estimated cost of protecting against a category-5 hurricane, the highest on the scale, is $2.5 billion.

The natural marshlands that protect New Orleans from surrounding waters could also have been protected from degradation. A 30-year restoration plan, called Coast 2050, was published in 1998, but it put the bill at a staggering $14 billion. Damages from the current flooding are expected to run to tens of billions of dollars.

Part of the problem is that planners did not take into account the recent upswing in hurricane incidence, says Hugh Willoughby, a meteorologist at the International Hurricane Research Center in Miami, Florida.

"The United States had had a really long run of good luck with hurricanes. Lots of building decisions were made thinking we would continue to have the benign conditions of the 1970s and 1980s," Willoughby told news@nature.com.

"Unfortunately, 'Don't worry, be happy' is not a very good philosophy for dealing with this kind of thing."


Nature, 1 de Setembro de 2005

quinta-feira

Autarquices

Desconfio que a regra n. 1 da ANMP (Associação Nacional de Munícipios Portugueses) é:

Negar qualquer responsabilidade (a culpa é SEMPRE do Governo Central).

É óbvio que seria esperar demais destes senhores (que parecem passar o tempo a organizar espectáculos gratuitos, a plantar palmeiras na praia e a arranjar negociatas para os amigos do clube de futebol) que pensassem nos seus munícipes. Que se sentassem e matutassem nas medidas práticas a tomar. Seria esperar demasiado que estes olhassem para o mataguedo que envolve as suas cidades e lhes surgisse a brilhante ideia: "Talvez fosse melhor limpar isto...", mesmo sem existir lei que o obrigue. Talvez que planos de protecção pudessem começar a ser rascunhados nas autarquias, descrevendo o que se precisa pelos que melhor conhecem o terreno e passar então para as centralidades. Mas isto parece que transborda as suas competências.

Tem piada, mas eu nunca vi uma comunicação da ANMP que não fosse uma resposta a alguma medida que morde os calcanhares dos autarcas. Nunca lhes vi uma declaração conjunta pelas populações. Só aparecem para falar pela corporação dos Alarves Néscios Mutantes de Plutão. Porque é que não voltam para o planeta que vos pariu?

A encarnação do autarca

O presidente da Câmara de Coimbra mostra claramente os sintomas de alguém a coleccionar razões para explicar que dos seus serviços não houve qualquer culpa. São tantas as razões que se percebe que ele só pensou no assunto nos últimos dias.

A lei ainda não foi regulamentada. [pergunto-me quem é que tem que regulamentar a lei.]. Não chega? O Sr. presidente passa à segunda fase, o escárnio: A lei é estúpida. Então meus senhores querem que eu ande a cortar os jardins das pessoas? . Chiça! Ainda não chega?! Eu estive a ler aquilo à pressa, mas do pouco que percebi chegou pra saber que há um organismo qualquer que deve fazer algo no caso dos serviços da Câmara nada fazerem! E ELES NÃO FIZERAM! . Já no plano de fuga: Não fomos só nós! Nenhuma Câmara do país se portou melhor!

Não é adorável a mentalidade autárquica?

quarta-feira

Dúvidas

Há dias em que matuto nesta coisas. Ontem no Público vinha o resultado de um inquérito para definir a percepção de felicidade em vários países europeus. Para lá de confirmar que os portugueses são uns queixinhas, os escandinavos são mentirosos ou estavam bêbados na altura do inquérito e que os latinos são uma cambada de invejosos, pensa-se "mas isto serve para alguma coisa?". Haverá algum programa europeu para animar os pessimistas? Algum subsídio de demoção da inveja? Será para ajudar os publicitários a planear as campanhas? E afinal se estão tão felizes porque é que os escandinavos se matam?

terça-feira

O povo

Diz-se que o povo tem o governo que merece. Portugal de certeza não merece este povo. É que nem o governo merece isto. Sócrates deve estar a pensar: quem me dera a bicharada do Quénia!

Foguetes animam festas enquanto fogos alastram

sábado

Trauma pós-guerra, presume-se

Há 60 anos, os EUA lançaram uma bomba atómica sobre Hiroxima.

Na altura o Le Monde escreve como cabeçalho: Uma revolução científica: Os americanos lançam a sua primeira bomba atómica sobre o Japão.

quarta-feira

Lepra

A lepra ainda existe. Eu pelo menos tinha a ideia errada que era doença passada a semear de um temor primário a literatura e a filmografia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer tornar a minha ideia certa, mas há dificuldades e os técnicos avisam que provavelmente a lepra não será passado pelo menos nos próximos 100 anos. Vem na "New Scientist" desta semana.

Nem é só fenómeno de país em vias de desenvolvimento, se bem que sendo a lepra uma doença de difícil propagação e fácil de curar, os países com estruturas médicas decentes controlam facilmente a doença.

O problema é na África, América do Sul e partes da Ásia. Países?
-> Angola, Moçambique,Tanzânia,República Central Africana, República Democrática do Congo, Camarões, Madagascar;
-> Brasil, St Lucia, Guiana;
-> India, Nepal, Timor Leste, Ilhas Marshall, Ilhas Norte Mariana, Micronésia, Nauru, Samoa Americana.

Nestes são identificados (oficialmente) entre 1 a 6 casos de doença em cada 10 000 pessoas.

Observando quais os países mais afectados conclui-se facilmente quais são as dificuldades no terreno.

Outro aspecto é que a OMS definiu um objectivo (< 1 caso por 10 000 pessoas) e persegue-o com alguma cegueira, fazendo orelhas moucas aos técnicos que avisam de fraudes estatísticas (quem disse que a matemática só tem uma solução?). P.ex.: actualmente o nr. de casos é definido como o nr. de pessoas identificadas com uma das formas da doença e que estão a receber tratamento. Este é longo, podendo ir de 6 meses a 5 anos. Ora, há países em que os técnicos para diminuir os números diminuem o tempo de tratamento.

Além disso, a lepra continua a ser vista como opróbrio e há doentes que dão nomes falsos e desaparecem, desaparecendo também dos registos e, pior, não sendo tratados.

Assim, há imensas pessoas não monitorizadas e não contadas.

O que se defende é que hajam mudanças estratégicas e em vez de definir simplesmente um número, que a preocupação se centre em fornecer terapias e tratamento adequados.

Para mais informações é na "New Scientist" de 16 de Julho.

Para mim foi interessante verificar novamente outra situação em que se define um número para simplificar. Contudo, mais tarde esse número torna-se a estratégia e perde-se de vista o real problema.