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Desempenho ambiental
Pelo Público soube de um relatório que pretende quantificar os desempenhos ambientais nacionais a nível mundial. Um primeiro trabalho que pretende ser melhorado 'a medida que mais e melhor informaçao surja. O objectivo é criar uma ferramenta que permita avaliar a situaçao e os progressos.
Portugal ficou em décimo primeiro lugar segundo os critérios adoptados. No artigo do jornal (nao disponível em linha) aponta-se que os dados utilizados possam, em alguns parametros, nao ter sido os melhores. Mas um dos exemplos deu-me vontade de rir:
Como se em Portugal o estatuto de protecçao significasse alguma coisa. Por portas travessas os tipos do relatório devem ter chegado 'a cifra certa.
Portugal ficou em décimo primeiro lugar segundo os critérios adoptados. No artigo do jornal (nao disponível em linha) aponta-se que os dados utilizados possam, em alguns parametros, nao ter sido os melhores. Mas um dos exemplos deu-me vontade de rir:
Em relação à protecção da natureza, o país aparece mal classificado. A meta estabelecida pelos autores é que 90 por cento dos espaços naturais do país deveriam estar classificados. Portugal aparece com apenas 10,5 por cento. Sabendo-se que 22 por cento do país tem estatutos de protecção, quer por via das áreas protegidas quer pela Rede Natura 2000, este número apresenta incongruências.
Como se em Portugal o estatuto de protecçao significasse alguma coisa. Por portas travessas os tipos do relatório devem ter chegado 'a cifra certa.
terça-feira
Sou uma democrata dividida
Esta brincadeira anda pela blogosfera. A dar-lhe importância explicam-se as minhas indecisoes e dores de cabeça crónicas em matéria política.


sábado
O vértice do oportunismo
Matilde Sousa Franco acusa Manuel Alegre de oportunismo porque ele pretende ir à lota de Matosinhos. Mários Soares diz que Sousa Franco votaria nele se fosse vivo. Matilde Sousa Franco concorreu a deputada nas listas do PS porque é viúva de Sousa Franco.
segunda-feira
sexta-feira
Justiça?
"Democraticamente" absolvida nas urnas, como era de esperar, a D.ª Fátima Felgueiras está agora em vias de se ver alijada dos seus problemas judiciais, como também era de esperar. A senhora merece que se lhe tire o chapéu: fez uma sábia gestão dos seus trunfos e dos seus timings e, entre a demissão cívica do seu povo e a demissão institucional da justiça, descobriu o caminho para a impunidade. "Dei uma lição ao país!", exclamou ela, triunfante, na noite de 9 de Outubro. E deu mesmo. A lição foi esta: o único crime que não se perdoa é o da falta de esperteza.
O Tribunal da Relação de Guimarães liquidou, de facto, o processo de Fátima Felgueiras, mandando refazer o essencial da instrução e, com isso, remetendo o julgamento para as calendas do ano vindouro. Os desembargadores de Guimarães entenderam que o Ministério Público e o juiz de instrução não fizeram senão asneiras na construção da acusação: as escutas telefónicas são ilegais porque o juiz não as foi validando dentro de "um prazo razoável", e os principais testemunhos acusatórios são nulos porque os depoentes foram ouvidos como testemunhas e não como arguidos, como o deveriam ter sido (e embora, posteriormente, ouvidos como arguidos, tenham confirmado o que haviam dito antes). Pouco importa, todavia, o conteúdo de umas e outras provas: para a justiça portuguesa, a fórmula é tudo, a substância é um estorvo.
Longe de mim - valha-me Deus! - contestar a lógica irrebatível dos argumentos dos senhores desembargadores de Guimarães. Limito-me a observar que uma magistratura passou aqui um atestado de incompetência à outra e que tudo se encaminha, uma vez mais, para que os formalismos processuais conduzam à denegação de justiça.
Miguel Sousa Tavares no Público de hoje.
O negrito é meu.
O Tribunal da Relação de Guimarães liquidou, de facto, o processo de Fátima Felgueiras, mandando refazer o essencial da instrução e, com isso, remetendo o julgamento para as calendas do ano vindouro. Os desembargadores de Guimarães entenderam que o Ministério Público e o juiz de instrução não fizeram senão asneiras na construção da acusação: as escutas telefónicas são ilegais porque o juiz não as foi validando dentro de "um prazo razoável", e os principais testemunhos acusatórios são nulos porque os depoentes foram ouvidos como testemunhas e não como arguidos, como o deveriam ter sido (e embora, posteriormente, ouvidos como arguidos, tenham confirmado o que haviam dito antes). Pouco importa, todavia, o conteúdo de umas e outras provas: para a justiça portuguesa, a fórmula é tudo, a substância é um estorvo.
Longe de mim - valha-me Deus! - contestar a lógica irrebatível dos argumentos dos senhores desembargadores de Guimarães. Limito-me a observar que uma magistratura passou aqui um atestado de incompetência à outra e que tudo se encaminha, uma vez mais, para que os formalismos processuais conduzam à denegação de justiça.
Miguel Sousa Tavares no Público de hoje.
O negrito é meu.
segunda-feira
Questão pós-eleições
Agora que a Fátima Felgueiras retorna à Presidência da Câmara de Felgueiras não se levanta de novo um dos motivos para a prisão preventiva? Há condições para continuar o crime! Ou?
terça-feira
Katrina III
Could something have been done to prevent this?
Yes. The levees could have been higher. The New York Times has reported that the estimated cost of protecting against a category-5 hurricane, the highest on the scale, is $2.5 billion.
The natural marshlands that protect New Orleans from surrounding waters could also have been protected from degradation. A 30-year restoration plan, called Coast 2050, was published in 1998, but it put the bill at a staggering $14 billion. Damages from the current flooding are expected to run to tens of billions of dollars.
Part of the problem is that planners did not take into account the recent upswing in hurricane incidence, says Hugh Willoughby, a meteorologist at the International Hurricane Research Center in Miami, Florida.
"The United States had had a really long run of good luck with hurricanes. Lots of building decisions were made thinking we would continue to have the benign conditions of the 1970s and 1980s," Willoughby told news@nature.com.
"Unfortunately, 'Don't worry, be happy' is not a very good philosophy for dealing with this kind of thing."
Nature, 1 de Setembro de 2005
Yes. The levees could have been higher. The New York Times has reported that the estimated cost of protecting against a category-5 hurricane, the highest on the scale, is $2.5 billion.
The natural marshlands that protect New Orleans from surrounding waters could also have been protected from degradation. A 30-year restoration plan, called Coast 2050, was published in 1998, but it put the bill at a staggering $14 billion. Damages from the current flooding are expected to run to tens of billions of dollars.
Part of the problem is that planners did not take into account the recent upswing in hurricane incidence, says Hugh Willoughby, a meteorologist at the International Hurricane Research Center in Miami, Florida.
"The United States had had a really long run of good luck with hurricanes. Lots of building decisions were made thinking we would continue to have the benign conditions of the 1970s and 1980s," Willoughby told news@nature.com.
"Unfortunately, 'Don't worry, be happy' is not a very good philosophy for dealing with this kind of thing."
Nature, 1 de Setembro de 2005
quinta-feira
Autarquices
Desconfio que a regra n. 1 da ANMP (Associação Nacional de Munícipios Portugueses) é:
Negar qualquer responsabilidade (a culpa é SEMPRE do Governo Central).
É óbvio que seria esperar demais destes senhores (que parecem passar o tempo a organizar espectáculos gratuitos, a plantar palmeiras na praia e a arranjar negociatas para os amigos do clube de futebol) que pensassem nos seus munícipes. Que se sentassem e matutassem nas medidas práticas a tomar. Seria esperar demasiado que estes olhassem para o mataguedo que envolve as suas cidades e lhes surgisse a brilhante ideia: "Talvez fosse melhor limpar isto...", mesmo sem existir lei que o obrigue. Talvez que planos de protecção pudessem começar a ser rascunhados nas autarquias, descrevendo o que se precisa pelos que melhor conhecem o terreno e passar então para as centralidades. Mas isto parece que transborda as suas competências.
Tem piada, mas eu nunca vi uma comunicação da ANMP que não fosse uma resposta a alguma medida que morde os calcanhares dos autarcas. Nunca lhes vi uma declaração conjunta pelas populações. Só aparecem para falar pela corporação dos Alarves Néscios Mutantes de Plutão. Porque é que não voltam para o planeta que vos pariu?
Negar qualquer responsabilidade (a culpa é SEMPRE do Governo Central).
É óbvio que seria esperar demais destes senhores (que parecem passar o tempo a organizar espectáculos gratuitos, a plantar palmeiras na praia e a arranjar negociatas para os amigos do clube de futebol) que pensassem nos seus munícipes. Que se sentassem e matutassem nas medidas práticas a tomar. Seria esperar demasiado que estes olhassem para o mataguedo que envolve as suas cidades e lhes surgisse a brilhante ideia: "Talvez fosse melhor limpar isto...", mesmo sem existir lei que o obrigue. Talvez que planos de protecção pudessem começar a ser rascunhados nas autarquias, descrevendo o que se precisa pelos que melhor conhecem o terreno e passar então para as centralidades. Mas isto parece que transborda as suas competências.
Tem piada, mas eu nunca vi uma comunicação da ANMP que não fosse uma resposta a alguma medida que morde os calcanhares dos autarcas. Nunca lhes vi uma declaração conjunta pelas populações. Só aparecem para falar pela corporação dos Alarves Néscios Mutantes de Plutão. Porque é que não voltam para o planeta que vos pariu?
quarta-feira
A Alta de Lisboa recapitulada
Fotografia da Alta de Lisboa encontrada noViver bem na Alta de Lisboa
Eu escrevi esta entrada na segunda-feira, mas ao reabri-la para actualizá-la, apaguei-a. Este programa não é do mais amigável e agora com a minha nova versão do mozilla, em vez de melhorar, piorou.
Recapitulando: no Domingo li no Público uma notícia relativamente à Alta de Lisboa, segundo a qual os níveis de criminalidade são preocupantes. Estilo Farowest..
Eu conheci este projecto através da blogosfera [vivendo no estrangeiro este tornou-se um dos meus meios para me manter em contacto com o espírito do país]. Achei o conceito interessantíssimo e de vez em quando espreitava os vários blogues de futuros e actuais habitantes desta urbanização modelo. Gostava da alegria e do optimismo das pessoas ao encontrar um lugar onde acreditavam teriam qualidade de vida. Para mim a atitude significava que os portugueses estão mesmo a ultrapassar a fase em que só importa ter casa, umas paredes com um tecto a finalizar e se for preciso é um mausuléu desconfortável. Não critico, pois sinto que é o resultado de pobreza. Para estas pessoas a casa mais que um local para viver é um símbolo e nunca tendo experimentado conforto caseiro, também não sentem falta. Adicionalmente existe uma cultura de urbanização que espero ansiosamente que se acabe, mas que só acaba se as pessoas começarem a ter outras exigências.
Bem, este último parágrafo não existia na 1a versão, mas começa-se e já não se segue o mesmo trilho.
Outro aspecto foi a minha atracção pelo projecto de realojamento de pessoas que viviam em casas ilegais e/ou degradadas lado a lado com o pessoal que tem dinheiro para as comprar. Perspectivava para mim um passo na reintegração e no convívio entre pessoas que se estranham. O que é mau para uma cidade que se deveria querer solidária. Eu, que sou de meio pequeno, assusta-me o que me contam de Lisboa, a de hoje e a de antes, a que foi ignorada e produziu a situação que se vive hoje em Lisboa e, neste caso, na Alta. Pergunto-me da competência com que foi feito o realojamento. Os critérios da selecção. Parece-me óbvio que deveriam ter o cuidado de diluir as ovelhas negras entre as brancas [nenhuma conotação epidérmica, mas somente de atitudes sociais]. Já ouvi contar de realojamentos sociais e o descuido completo que existe, juntando a ovelha com o lobo. É quase ingenuidade irresponsável. Entristece-me que este projecto seja um fracasso por desleixo ou ignorância ou...
O que me surpreende é o silêncio na blogosfera. Pensava que a maior parte dos blogueiros são de Lisboa, mas ninguém pareceu prestar atenção à notícia. Perto das autárquicas e não se discute as propostas dos candidatos. Além disso, mesmo quando se fala do que se quer para Lisboa as iniciativas ao nível social raramente surgem. É o trânsito, os parques de estacionamento, as obras no Marquês... É como se os lisboetas fossem autopessoas. O carro é a extensão que lhes importa. Não é que não seja importante, mas não será pouco? Um artigo que me deixou inquieta a mim, que nem sou de Lisboa, e pareceu só incomodar quem vive na Alta. Parece-me tão louco.
quinta-feira
A encarnação do autarca
O presidente da Câmara de Coimbra mostra claramente os sintomas de alguém a coleccionar razões para explicar que dos seus serviços não houve qualquer culpa. São tantas as razões que se percebe que ele só pensou no assunto nos últimos dias.
A lei ainda não foi regulamentada. [pergunto-me quem é que tem que regulamentar a lei.]. Não chega? O Sr. presidente passa à segunda fase, o escárnio: A lei é estúpida. Então meus senhores querem que eu ande a cortar os jardins das pessoas? . Chiça! Ainda não chega?! Eu estive a ler aquilo à pressa, mas do pouco que percebi chegou pra saber que há um organismo qualquer que deve fazer algo no caso dos serviços da Câmara nada fazerem! E ELES NÃO FIZERAM! . Já no plano de fuga: Não fomos só nós! Nenhuma Câmara do país se portou melhor!
Não é adorável a mentalidade autárquica?
A lei ainda não foi regulamentada. [pergunto-me quem é que tem que regulamentar a lei.]. Não chega? O Sr. presidente passa à segunda fase, o escárnio: A lei é estúpida. Então meus senhores querem que eu ande a cortar os jardins das pessoas? . Chiça! Ainda não chega?! Eu estive a ler aquilo à pressa, mas do pouco que percebi chegou pra saber que há um organismo qualquer que deve fazer algo no caso dos serviços da Câmara nada fazerem! E ELES NÃO FIZERAM! . Já no plano de fuga: Não fomos só nós! Nenhuma Câmara do país se portou melhor!
Não é adorável a mentalidade autárquica?
domingo
As quotas na rádio
Hoje no Público encontra-se uma secção de artigos sobre a Rádio em Portugal. Descreve-se um pouco do que se ouve, de como se escolhem as músicas nas rádios mais importantes e da questão das quotas de música portuguesa.
Na minha compreensão não concordo com as quotas de música portuguesa nas rádios não públicas. Se as pessoas não estão interessadas acho que é um atentado à sua liberdade obrigá-las a ouvir. O estado deveria aprender a não se intrometer na iniciativa privada de que natureza for.
Mas também não digo que não se apoie a música portuguesa. É de interesse público que se mantenha a escolha e aí o Estado deverá cumprir o seu papel. Existem rádios estatais e estas deverão fornecer a alternativa e poderão ser a base de apoio para o desenvolvimento de projectos musicais portugueses. Acredito que os mais populares acabarão por encontrar um espaço nas rádios privadas e que os outros mesmo que sem apoio maciço terão o seu nicho. Desde que tenham qualidade.
Haverão outras plataformas de apoio como espectáculos ao vivo, a televisão pública, apoiar a gravação de novos artistas. As pessoas do meio [de escrúpulos] saberão melhor que eu como pôr iniciativas em prática com a maior das justiças.
Mas nem só a música portuguesa. Também se poderia divulgar música menos conhecida e de qualidade. Música latino-americana, música árabe, música europeia, etc., de certeza que há conhecedores que poderiam fazer programas de qualidade e alargar os nossos horizontes. E deixem os privados em paz. Pode até ser que muitos dos portugueses não se liguem, mas haverão os que procurarão a alternativa, talvez futuros músicos que poderão educar o ouvido...
Vi há pouco um filme documentário sobre a música criada em Istambul. Ouvi uma melodia curda, que fez-me o coração chorar. Era muito bela. Seria fantástico que se tivesse acesso a este tipo de música na rádio. E repito-me pela última vez: se o Estado quer ter um papel no panorama músical radiofónico e de alguma forma educar os portugueses será a divulgar outras músicas nas suas próprias estações.
Penso eu de que...
P.S.: e se é educar pessoas que se pretende, dever-se-á começar na escola a mostrar o que há para lá da cultura popular. E tal não significa ler o regulamento do "Big Brother" nas aulas de português.
Na minha compreensão não concordo com as quotas de música portuguesa nas rádios não públicas. Se as pessoas não estão interessadas acho que é um atentado à sua liberdade obrigá-las a ouvir. O estado deveria aprender a não se intrometer na iniciativa privada de que natureza for.
Mas também não digo que não se apoie a música portuguesa. É de interesse público que se mantenha a escolha e aí o Estado deverá cumprir o seu papel. Existem rádios estatais e estas deverão fornecer a alternativa e poderão ser a base de apoio para o desenvolvimento de projectos musicais portugueses. Acredito que os mais populares acabarão por encontrar um espaço nas rádios privadas e que os outros mesmo que sem apoio maciço terão o seu nicho. Desde que tenham qualidade.
Haverão outras plataformas de apoio como espectáculos ao vivo, a televisão pública, apoiar a gravação de novos artistas. As pessoas do meio [de escrúpulos] saberão melhor que eu como pôr iniciativas em prática com a maior das justiças.
Mas nem só a música portuguesa. Também se poderia divulgar música menos conhecida e de qualidade. Música latino-americana, música árabe, música europeia, etc., de certeza que há conhecedores que poderiam fazer programas de qualidade e alargar os nossos horizontes. E deixem os privados em paz. Pode até ser que muitos dos portugueses não se liguem, mas haverão os que procurarão a alternativa, talvez futuros músicos que poderão educar o ouvido...
Vi há pouco um filme documentário sobre a música criada em Istambul. Ouvi uma melodia curda, que fez-me o coração chorar. Era muito bela. Seria fantástico que se tivesse acesso a este tipo de música na rádio. E repito-me pela última vez: se o Estado quer ter um papel no panorama músical radiofónico e de alguma forma educar os portugueses será a divulgar outras músicas nas suas próprias estações.
Penso eu de que...
P.S.: e se é educar pessoas que se pretende, dever-se-á começar na escola a mostrar o que há para lá da cultura popular. E tal não significa ler o regulamento do "Big Brother" nas aulas de português.
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