
de deligne
One cat I got from an abandoned building site. His eye was glued shut, an ear
partly severed and in his fur you could still see the teeth marks of the dogs. He
lived under a cupboard for a week and didn’t sleep, each time I got on my knees
to look for him I’d find him crouching, with a glazed look, I could only tell he
was still alive from the sucking motion of his flanks, a frightened oxygen pump.
Later he would sometimes let you stroke him, if you were very careful he
wouldn’t bite. But one night he jumped onto the bed, a claw slashed into my
eyebrow, blood ran down my nose into my mouth, I dived under a pillow to
dodge the tiger in my house.
Another cat I found in the street, in a porch in the cold rain. She was so small
that she was still full of trust. The first night she already slept in my bed, fell into
such a deep sleep that all the life slid out of her young muscles, I played with her
paws, tail, she became a toy cat filled with sand. At night she didn’t hear
the neighbours’ dogs. That sleep is called: safety.
A friend who is deaf says: he’s got the sweetest tom cat in the world. One night
it jumps onto his head, his stomach, it viciously bites his toes. When he looks up,
bewildered, he sees how, in the dim light, the door handle of the bedroom moves
down, moves down without making any sound.
This is how cats talk to us: about the depths of sleep, the wild flesh of ancient fears.
We live in a time of transition, which our grandchildren
May designate an epoch. We know nothing about ourselves but they
Will classify us as butterflies in History’s specimen cases.
We will be gazing through the glass with our lifeless
Eyes, and our children’s children, the conquerors
Of stars, will be thumbing through family albums. This
Old fashioned elderly gentleman is me, the photograph
Already faded. I’m standing motionless, eyes fixed
On the setting sun. In the top left corner
You can see a shining dot. And that’s precisely why
This old photograph has such significance. That was
The first sign. Then came the others.
The good gardener prizes the shadow of the apple tree.
É difícil seguir uma campanha quando as pessoas que campanham não falam muito da Europa. Na nossa estação, o porta-voz do partido socialista [na França] Benoît Hamon disse "Vamos fazer destas eleições um voto de protesto às políticas de Sarkozy". Ele tem todo o direito de dizer isto, de dar esta direção. O problema é que os assuntos europeus ficam fora da campanha. Como podemos então interessar os franceses se os candidatos não se interessam? As pessoas que mais falam dos assuntos europeus são os eurocépticos, na verdade, os eurocépticos com as ideias mais extremas.Diz Sophie Larmoyer, Chefe da secção de notícias externas da Europe 1.

"De acordo com dados oficiais, mais de 160 mil agricultores suicidaram-se desde 1997 na India. Estes suicídios são mais fequentes nas áreas de cultura de algodão e parecem diretamente ligados à existência de monopólios sobre as sementes. O fornecimento de sementes de algodão na India tem progressivamente passado das mãos de agricultores para as mãos de produtores globais de sementes como a Monsanto. Estas corporações gigantescas começaram a controlar as companhias locais de sementes através de aquisições, criação de consórcios e através de sistemas de licenciamento que conduzem ao monopólio no mercado de sementes.
Quando isto acontece, as sementes passam de um produto comum a serem "propriedade intelectual" das companhias como a Monsanto, e desta forma a corporação pode reclamar proveitos ilimitados através do pagamento de royalties. Para os agricultores isto significa o aprofundamento das suas dívidas.
Para além disso, as sementes passam de um recurso regenerativo e renovável para um recurso não-renovável e uma mercadoria. A escassez de sementes deriva diretamente do monopólio de sementes, que aplicam como arma limite a semente "exterminador" que é criada para ser estéril. Isto significa que os agricultores não podem independentemente renovar o seu stock, mas necessitam de retornar ao monopolista a cada estação de plantio. Para os agricultores isto significa mais custos, para as companhias mais lucro."
Há muitos anos atrás, arranjei num Outubro, um trabalho a ganhar o salário minimo nacional da altura. Seis meses depois arranjei outro trabalho a ganhar para aí o dobro e uns meses depois fui já nao me lembro onde candidatar-me ao arrendamento jovem. Havia uma base minima de apoio que era calculada pegando na declaração de IRS e dividindo por 12, o que no meu caso era: tres salarios minimos nacionais dividindo por 12 = mesada de papa e mama. A senhora informou-me que eu assim nao podia candidatar-me. Eu expliquei-lhe que aquilo nao tinha nada a ver com a minha situação e que podia trazer um comprovativo do meu rendimento atual. A senhora disse que nao, que a equaçao era aquela e acabou-se. Já nao me lembro quanto tempo fiquei a gaguejar "mas", mas a senhora lá passou ao ponto dois: como fazer gincana ao sistema. Os olhos sairam-me das órbitas e eu removi-me do antro. Nao quero que pensem que eu sou um anjo, porque nos finalmentes eu fiz a gincana ao sistema. Mas cá está o meu ponto: há a regra que é estúpida e portanto a solução é ser chico-esperto e isto é ensinado pelas pessoas que aplicam as regras. Agora, digam-me onde está a mula. Eu proporia quem fez a regra...
Eric Hanushek, um economista em Staford, estima que os alunos de um mau professor aprendem, em média, num ano escolar, o que valeria metade do programa. Os alunos nas classes de um professor excelente aprendem o valor de um programa e meio. A diferença corresponde ao que seria suposto aprender num ano inteiro. Os efeitos dos professores sobre a aprendizagem dos alunos são enormes quando comparados com os efeitos da escola: a sua criança está melhor numa escola "má" com um professor excelente do que numa escola excelente com um mau professor. A qualidade do professor é também mais importante do que o tamanho das turmas. Seria necessário diminuir o tamanho de uma turma média quase em metade para obter os mesmos efeitos de mudar de um professor com um desempenho médio para um professor no percentil 85. Lembrem-se que um bom professor custa o mesmo que um professor médio, mas cortar o tamanho das turmas para metade implica construir o dobro das salas de aula e contratar o dobro dos professores.
(...)
Thomas J. Kane, um economista na Escola de Educação de Harvard, Douglas Staiger, um economista em Dartmouth e Robert Gordon, analista de políticas sociais no Centro para o Progresso Americano [Center for American Progress] investigaram se ajuda ao desempenho de um professor obter a certificação profissional ou um mestrado. Ambos são processos demorados e caros que quase todos os empregadores esperam que os professores obtenham. Nenhum tem qualquer impacto dentro da sala de aula. Elementos que parecem relacionados com a aptidão de ensinar, como o valor das notas, pós-licenciaturas, certificados, parecem tão úteis em avaliar a qualidade de um professor como avaliar o valor de alguém como futebolista observando-o a pontapear uma bola no ar [no texto faz-se uma comparação com o futebol americano, o que não é episódico. Todo o texto é baseado numa comparação entre as dificuldades de contratar os melhores professores com o contratar os melhores "quarterback".]
By halfway through 2009, Cooper thinks he will have enough material to mount the first exhibition. 'Unreality is interesting,' he says. 'As a photojournalist, you're meant to look at moments of extreme emotion. It seemed to me, after a while of doing that… that is unreal as well. As Baudrillard said, the proliferation of images means we live in an increasingly unreal, mediated world. It's a challenge to try and capture that because you have to start dealing with the medium itself.'