All animals, humans included, have evolved the capacity to create a distinction between members of the in-group and those in the out-group. But the features that are selected are not set in the genome. Rather, it is open to experience.
For example, we know from studies of child development that within the first year of life, babies prefer to look at faces from their own race to faces of a different race, prefer to listen to speakers of their native language over foreigners, and even within their native language prefer to listen to their own dialect. But if babies watch someone of another race speaking their native language, they are much more willing to engage with this person than someone of the same race speaking a different language.
These social categories are created by experience, and some features are more important than others because they are harder to fake and more indicative of a shared cultural background. But, importantly, they are plastic. Racial discrimination is greatly reduced among children of mixed-racial parents. And adults who have dated individuals of another race are also much less prejudiced. On this note, moral education can play a more nurturing role by introducing all children, early in life, to the varieties of religions, political systems, languages, social organisations and races. Exposure to diversity is perhaps our best option for reducing, if not eradicating, strong out-group biases.
Marc D. Hauser
quarta-feira
segunda-feira
sexta-feira
quarta-feira
A minha memória preferida
Um dia, era eu criança, num impulso peguei no meu gato e atirei-o da varanda. Fiquei suspensa em incredulidade, encostando-me na parede na esperança de desaparecer por ela adentro durante tempo que agora não sei se muito ou pouco. Porque fiz aquilo? Lembro-me e não sei se é verdade, que me custava a respirar ou lembro-me agora do meu respirar, no pânico de me perceber. A certo momento, muito ou pouco depois de ter atirado o gato, movi-me para o beiral e olhei para baixo. Quando não vi o gato, corri para dentro da casa, lembro-me que corria muito depressa e criava ondas de ar pela casa, que me empurravam pelas escadas, pela rua, mas pode até nem ser verdade que corri depressa. Procurei o gato onde o gato devia estar, procurei debaixo das roseiras, perto da camélia, por entre os caules secos dos lírios e não percebia para onde ele se teria arrastado. Ele tinha de estar por ali e depois de muito tempo a procurar, desisti, mas remoendo por dentro tudo aquilo que eu não conseguia perceber. Que eu tivesse morto o gato e que o gato tivesse desaparecido. Como devem estar a prever, o gato apareceu-me mais tarde, completamente saudável, parecendo não albergar qualquer ressentimento. Inacreditável. A minha conclusão, na altura, foi que deus tinha-me dado uma segunda oportunidade. :)
Borrifamento total
Em Dezembro, em Copenhaga, talvez já tenham ouvido falar, há uma daquelas reuniões para os políticos se entenderem sobre o futuro do clima. Para acharem que vale a pena vir ler o meu blogue, já dou o resultado: nada. Nada em termos políticos, que as roldanas do destino dão as suas voltas inexoráveis. A minha dúvida é quanto é que eu irei assistir na minha vida. Quantas vezes, velhinha e sem dentes, direi "No meu tempo havia aqui uma praia ou não havia aqui uma praia ou havia 6 milhares de milhões de pessoas, imaginem, tantas, aquilo naquele tempo era como os coelhos." Que velhinha interessante vou ser...
Naqueles relatórios que os cientistas do clima engendram uma vez cada cinco anos, aqueles relatórios do IPCC, maquinaram-se uns cenários do que a humanidade ia mandar para a atmosfera. Havia o cenário "Pessoal em borrifamento total", "Pessoal importa-se um bocadinho", "Pessoal transforma-se noutra espécie". Já se passaram uns quase trinta anos e agora até dá para pegar nesses prognósticos e compará-los com o que aconteceu. Portanto, estamos a seguir o cenário borrifamento total. Se calhar, é para ficarmos contentes que sejamos capazes de prever com tal exactidão o nosso nível de borrifamento total.
Naqueles relatórios que os cientistas do clima engendram uma vez cada cinco anos, aqueles relatórios do IPCC, maquinaram-se uns cenários do que a humanidade ia mandar para a atmosfera. Havia o cenário "Pessoal em borrifamento total", "Pessoal importa-se um bocadinho", "Pessoal transforma-se noutra espécie". Já se passaram uns quase trinta anos e agora até dá para pegar nesses prognósticos e compará-los com o que aconteceu. Portanto, estamos a seguir o cenário borrifamento total. Se calhar, é para ficarmos contentes que sejamos capazes de prever com tal exactidão o nosso nível de borrifamento total.
domingo
Não me lixem
Há pessoas que se viram para os fumadores e perguntam em total desconchavo de lógica, como é possível fazer algo tão sem lógica? Estamos a matar-nos tão lentamente que não é suicídio, o prazer que se tira daquilo é incompreensível para um não-fumador e por vezes mesmo para fumadores, que são uns meros viciados, que se meteram porque acharam que era fixe, que arranjavam mais garinas e isto para mim é que é total desconchavo de lógica, porque beijar alguém que fumou, ou é muito amor ou muito álcool. Eu não sei se sou viciada. Posso parar meses, posso parar porque estou de férias, posso parar porque me apetece, muito poucas vezes na vida me passei por um cigarro, mas fumo e fumo com prazer. É ilógico? Será lógico apanhar um avião para ir para umas meras férias, numa mera praia, cheia de turistas com cor de lagosta cozida, sabendo que isso anda a mudar o clima? Será lógico ter filhos quando estes só dão chatices e que a possibilidade que tomem conta de ti na velhice sejam do tamanho de uma ténia? Será lógico oferecer a existência a um deus? Mas alguém faz coisas a pensar em lógica? Porque é que um fumador tem de ser lógico?
As perguntas que as pessoas fazem aos fumadores é a perfeita ilustração de como as pessoas pensam relativamente aos outros e às suas preferências, perguntas que as pessoas sentem que podem fazer aos fumadores porque é agora socialmente aceitável menosprezar os fumadores nos atributos que pertencem a todos. Um viciado em açucar acha que é mais que um viciado em nicotina, por razões que me ultrapassam. A única coisa que aceito ser apontado a um fumador é que ele incomode outros. A partir do momento em que ele precavê o conforto dos outros, passa-se ao que realmente se passa: fumar é agora uma escolha moral. Eu quero que os moralistas do mundo se vejam ao espelho.
As perguntas que as pessoas fazem aos fumadores é a perfeita ilustração de como as pessoas pensam relativamente aos outros e às suas preferências, perguntas que as pessoas sentem que podem fazer aos fumadores porque é agora socialmente aceitável menosprezar os fumadores nos atributos que pertencem a todos. Um viciado em açucar acha que é mais que um viciado em nicotina, por razões que me ultrapassam. A única coisa que aceito ser apontado a um fumador é que ele incomode outros. A partir do momento em que ele precavê o conforto dos outros, passa-se ao que realmente se passa: fumar é agora uma escolha moral. Eu quero que os moralistas do mundo se vejam ao espelho.
sábado
Antecipação
Em dias especialmente cheios de burocracias várias, já começo a sentir que o fim da vida é este infinito procurar de moradas de repartições, de leitura de condições, de assinatura de contratos, o eterno sentir de me estar a casar por, pelo menos, 12 meses. Após tanta assinatura depois da cruzinha, tenho medo que quando entrar na rotina do dia-a-dia, me sinta em falta de uma cara que olho em antecipação do que poderá dali sair, uma megera ou megero, a simpatia, sorrisos falsos ou verdadeiros. Posta, então sem distrações, perante a minha vida em Zurique, tenho medo do que já conheço desta cidade, de a ir detestar como se detesta uma sogra.
quinta-feira
Os turcos da Suíça
Os turcos da Suíça são os alemães. Um dia destes hei-de ler mais um daqueles títulos "Há alemães a mais?" e rir-me como a cobra do Pinóquio até ficar sufocada em schadenfreude. Queixam-se uns de que os outros não se sabem comportar, mal-educados, com a mania que o mundo é deles. Queixam-se os outros de serem tratados com rudeza. Li no jornal, que se apanha grátis na estação, que vai começar um novo jornal para os alemães na diáspora (diáspora a uma hora de distância!!!): para os ajudar a integrar!! Eu vou morrer a rir-me neste país.
quarta-feira
Divertindo-me com Graça
Acontece que o entendimento geral em Portugal é o de não se poder confiar em José Sócrates e no PS. É um tópico que, por absolutamente evidente e notório, não carece de qualquer desenvolvimento, nem de demonstração e prova.
16 Setembro
O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou. Levará o País aceleradamente na pior das sendas.
Hoje
16 Setembro
O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou. Levará o País aceleradamente na pior das sendas.
Hoje
terça-feira
domingo
A estrela
O Roman Polanski foi talhado para a tragédia. Até a tragédia de estar entre dois mundos que teimam em ver o mundo da mesma forma, mas com óculos diferentes. Por ele ser artista supremo, puseram-no noutro nível de julgamento, de um lado como desculpabilizante, do outro como motivo de assédio. Se Roman não fosse Polanski, o caso ter-se-ia resolvido há 32 anos e não tendo sido resolvido teria sido esquecido por agora. Se Roman não fosse Polanski teria sido recambiado sem baixo-assinados e sem ministros. Mas quando se nasce com uma estrela, ela persegue até à morte. Se ele morrer atropelado por uma estrela cadente, não se surpreendam.
sábado
badalam levemente como quem acorda por mim
Há uns tempos, talvez já contados em ano, li que, num promontório qualquer da Suíça, queriam proibir por lei a construção de mesquitas. A razão mais proeminente dada, era o barulho. Depois disso, na India, estive perto de uma mesquita pela altura em que estão a rezar ou a chamar para a reza ou a cantar no duche, e aquilo é mesmo um chinfrim. Na altura pensei, nos neurónios que ainda não tinham migrado para um côncavo escuro do meu corpo, "os suíços é que têm razão". Agora estou na Suíça e é uma chinfrineira de sinos. Têm imensas igrejas, todas com badalos, a badalar a qualquer hora, desde a madrugada à noitada. Disseram-me que um, obviamente hereje, requisitou que só badalassem depois das 9h. Não, responderam, que isto já se fazia assim há centenas de anos.
Como estão a ver, os suíços são muito mauzinhos a inventar desculpas.
Adenda: Onde vivo agora, a igreja católica só toca para a missa: para ir e na saída.
Como estão a ver, os suíços são muito mauzinhos a inventar desculpas.
Adenda: Onde vivo agora, a igreja católica só toca para a missa: para ir e na saída.
sexta-feira
E andam-me a dar nóbeis a moleiras importadas da roménia
Meu Deus! Ele vai tornar-se alcoólico!, ouço gemer as duas velhinhas simpáticas que lêem este blogue e prefeririam que eu rezasse a algum santinho até que a irritação passasse e a dor se transformasse em prazer mórbido, como tantas vezes lhes acontece a elas quando tratam do buço. Mas não é em bebedeiras que eu estou a pensar, afinal sempre preciso de trabalhar daqui a pouco.
Parece que a vampira alemã escreve weltliteratur, que é traduzido em miúdos, todas aquelas histórias que emociona pseudo-intelectuais do mundo inteiro. Eu só gosto de cómicorealismo, que é traduzido em miúdos, pegar na vida e transformá-la num riso, se não no bom gosto de um sorriso. De resto, quero que vão todos para o caraças, incluindo o Roman Polanski, que vive numa cadeia perto de mim.
P.S.: Já agora, relativamente ao prémio nobel da paz, congratulo-me que o deêm a um gajo que não fez a guerra antes de tentar a paz. Este pelo menos não fez ainda nada, para lá de ser uma paixonite para adultos. Mas ó pra mim, eu tenho o potencial para ganhar um nóbel. Ó PRA MIM! Eu faço umas merdas na ciência! Alô ALÔ!
Parece que a vampira alemã escreve weltliteratur, que é traduzido em miúdos, todas aquelas histórias que emociona pseudo-intelectuais do mundo inteiro. Eu só gosto de cómicorealismo, que é traduzido em miúdos, pegar na vida e transformá-la num riso, se não no bom gosto de um sorriso. De resto, quero que vão todos para o caraças, incluindo o Roman Polanski, que vive numa cadeia perto de mim.
P.S.: Já agora, relativamente ao prémio nobel da paz, congratulo-me que o deêm a um gajo que não fez a guerra antes de tentar a paz. Este pelo menos não fez ainda nada, para lá de ser uma paixonite para adultos. Mas ó pra mim, eu tenho o potencial para ganhar um nóbel. Ó PRA MIM! Eu faço umas merdas na ciência! Alô ALÔ!
quinta-feira
Pide em Zurique
E perguntam: onde andas. E eu digo: cá estou, Zurique. Há gente a falar português debaixo de cada pedra: brasileiros, portugueses e angolanos já foram detectados pelo radar lusolândia, tantos que me saturam o detector. Por exemplo, no outro dia um grupo de turistas brasileiro em excursão relâmpago (aquelas em que tens 1 hora para ver Zurique, 2h para Munique e 4h para Paris) entupiu uma daquelas ruas estreitíssimas da zona antiga e ali fiquei num engarrafamento pedestre. Por exemplo, no outro dia estive a ouvir a conversa de um mocinho brasileiro a explicar a uma alemã que os portugueses falam muito depressa, mas é a mesma língua e que só gosta de espanhol por causa da música. Gostei tanto dele, que quase fui à mesa dele e me apresentei devagar. Mas talvez percebesse que eu tinha passado a última meia-hora a espiar e coibi-me. Por exemplo, no outro dia três angolanos divertiam-se com piadolas à custa dos locais e eu fiz um esforço desmesurado para perceber-lhes o português. Conclusão: tenho passado os últimos dias a viver a vida de um pide.
sábado
Fotos ilustrativas do meu poste abaixo (penso eu de que)
Exposição do Bauhaus: na secção das artes plásticas e representativas (sou eu a dar-lhe o nome). Esta geringonça movia-se e supostamente criava um espectáculo de luzes. Baixinho para que ninguém nos ouça: seca... Mas para tirar fotos era realmente interessante. Havia outras cenas mais interessantes, como as pinturas (o Mondrian estava lá, e eu que não sabia que ele tinha sido influenciado por alemães) e representações teatrais (havia uma que era dançarinos assim como a estátua ali debaixo, no palco a formarem formas... perceberam? têm que ir ver).
Bauhaus em Hamburgo? Será Mondrian 3D?
Esta é uma pequena parte (eu tenho a mania de fotografar partes de coisas) de uma escultura à frente do Reichstag em Berlim, que relembra os políticos que foram perseguidos pelos nazis. Cada placa contém o nome, datas de nascimento e morte, e local da morte (geralmente um campo de concentração).
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quarta-feira
Macedónia a partir da Bauhaus
Este fim-de-semana descobri que a modernidade é velha. Ando a reestruturar a minha ideia do mundo. Fui à exposição sobre o movimento Bauhaus na Alemanha. Seguidamente, vou escrever a minha superficialidade e escrevo esta declaração de pessoalidade, este óbvio de um blogue ser opinião, porque a Helena anda por aí e ela é uma especialista em Bauhaus e não quero que ela se me atire às canelas. Eu não estou a ensinar ninguém sobre o Bauhaus. Provavelmente estou só a ser moderna.
Portanto, a minha primeira declaração, talvez herética, é: o Bauhaus é o pai da IKEA. Só que o Bauhaus deu-se de 1919 a 1933 e foi um movimento extremamente rico de ideias. Os conceitos desenvolvidos estavam cimentados numa visão do futuro com várias dimensões: políticas, sociais, artisticas, etc. A IKEA é uma superficialidade, uma degenerescência. A IKEA é a actualidade: um mundo vazio de ideias e cheio de marcas. Portanto, a modernidade hoje é a superfície da modernidade de ontem.
A segunda impressão que me ficou da exposição é uma reposição do deslumbramento que eu sinto com essa Alemanha entre guerras, berço de tanta ideia revolucionária, que em 1933 começaram a ser mortas uma a uma, por uma ideia que se mostrou um horror: o nazismo. A pergunta tem que surgir: porquê esta e não outras? O que me têm ensinado é que as pessoas viviam uma situação económica que os fazia sentir de tal forma inseguros, que acolheram quem lhes desse um sentido forte.
Eu tenho um certo medo do futuro. O 11 de Setembro de 2001 aconteceu nos EUA, quando assassinaram à volta de 3000 pessoas e daqui os americanos deixaram que a administração Bush ratasse as suas apregoadas liberdades e pusesse em questão fundamentos de direito internacional. Aqui, metade do pessoal mete o rabinho entre as pernas cada vez que um gajo de toalha na cabeça grita e a outra metade chateia-se com meros lenços na cabeça das mulheres, enquanto o verdadeiro problema está submergido na confusão. Agora estamos em crise económica e finalmente demo-nos conta que é impossível o crescimento infinito que nos era propagado pelos economistas. Não sei que pensar, mas num mundo sem ideia, estaremos preparados para não deixar uma má ideia tomar conta de nós?
Portanto, a minha primeira declaração, talvez herética, é: o Bauhaus é o pai da IKEA. Só que o Bauhaus deu-se de 1919 a 1933 e foi um movimento extremamente rico de ideias. Os conceitos desenvolvidos estavam cimentados numa visão do futuro com várias dimensões: políticas, sociais, artisticas, etc. A IKEA é uma superficialidade, uma degenerescência. A IKEA é a actualidade: um mundo vazio de ideias e cheio de marcas. Portanto, a modernidade hoje é a superfície da modernidade de ontem.
A segunda impressão que me ficou da exposição é uma reposição do deslumbramento que eu sinto com essa Alemanha entre guerras, berço de tanta ideia revolucionária, que em 1933 começaram a ser mortas uma a uma, por uma ideia que se mostrou um horror: o nazismo. A pergunta tem que surgir: porquê esta e não outras? O que me têm ensinado é que as pessoas viviam uma situação económica que os fazia sentir de tal forma inseguros, que acolheram quem lhes desse um sentido forte.
Eu tenho um certo medo do futuro. O 11 de Setembro de 2001 aconteceu nos EUA, quando assassinaram à volta de 3000 pessoas e daqui os americanos deixaram que a administração Bush ratasse as suas apregoadas liberdades e pusesse em questão fundamentos de direito internacional. Aqui, metade do pessoal mete o rabinho entre as pernas cada vez que um gajo de toalha na cabeça grita e a outra metade chateia-se com meros lenços na cabeça das mulheres, enquanto o verdadeiro problema está submergido na confusão. Agora estamos em crise económica e finalmente demo-nos conta que é impossível o crescimento infinito que nos era propagado pelos economistas. Não sei que pensar, mas num mundo sem ideia, estaremos preparados para não deixar uma má ideia tomar conta de nós?
sábado
Amo o Outono
Adoro o Outono. É um daqueles temas que me fazem desejar ter talento para escrever como um escritor, para por em palavras o que parece inexprimivel e no entanto... Sem talento, tenho de me apoiar em palavras como magia. Quanta magia existe num bem-estar feito de nenhuma causa para lá de estar vivo e ser capaz de sentir, bem, bem? É, portanto, a magia de estar vivo; um imponderável, portanto. Mas o Outono é um imponderável inexprimível de uma classe superior. Será que gosto especialmente de dourados? Porque o Outono é ouro. E qual o prazer do primeiro frio? No Outono caminho muito, vagueio pelas ruas, pisando a terra molhada, o crispar das folhas secas, na urgencia de completar um sonho perecível. Deixo de fumar, para ter espaco para o cheiro do Outono nos meus pulmoes, metendo-o também nas bochechas, reservando-o para o longo ano, até ao próximo Outono. As folhas chovem sobre mim e eu sorrio como se caíssem por mim: é o Outono a dialogar.
É tao difícil exprimir o Outono, que só posso concluir, que amo o Outono. Este é o momento mais luminoso e aguardado do meu mundo. Está a comecar e a mim só me apetece saltar, saltar como um boneco animado, saltar sobre o sofá e a cama. Sinto-me como quando era crianca, dentro do carro, a caminho das férias anuais na praia. A expectativa do que está a comecar, todos os dias de Outono que estao para comecar, nao sei onde meter o meu entusiasmo e rebento de alegria! É Outono!
É tao difícil exprimir o Outono, que só posso concluir, que amo o Outono. Este é o momento mais luminoso e aguardado do meu mundo. Está a comecar e a mim só me apetece saltar, saltar como um boneco animado, saltar sobre o sofá e a cama. Sinto-me como quando era crianca, dentro do carro, a caminho das férias anuais na praia. A expectativa do que está a comecar, todos os dias de Outono que estao para comecar, nao sei onde meter o meu entusiasmo e rebento de alegria! É Outono!
segunda-feira
Dois bons artigos
Minority Death Match: Jews, Blacks, And The “Post-Racial” Presidency, de Naomi Klein
Twice Branded: Western Women in Muslim Lands, de Judy Bachrach
Sobre o segundo, ainda hei de fazer uns considerandos. Para lá de dizer, que se aquilo não é uma mentalidade que merece ser combatida e desprezada, então não sei que vos diga. E nem falo das ideologias que dali saem. Se eu fosse holandesa, votava Geert Wilders. É simplista? Que se lixe.
P.S.: antigamente estas coisas só me punham em estado de feminismo.
Twice Branded: Western Women in Muslim Lands, de Judy Bachrach
Sobre o segundo, ainda hei de fazer uns considerandos. Para lá de dizer, que se aquilo não é uma mentalidade que merece ser combatida e desprezada, então não sei que vos diga. E nem falo das ideologias que dali saem. Se eu fosse holandesa, votava Geert Wilders. É simplista? Que se lixe.
P.S.: antigamente estas coisas só me punham em estado de feminismo.
É tão fácil falar
Eminent Afghan and international figures had encouraged citizens to defy the Taliban and vote in the elections. Yet, as a casualty in the process, Mr Mohammed and his friends say he has received no official support (On his way to the polling station he was held by Taliban fighters, beaten brutally, and then had his nose and ears slashed off.).
Mr Mohammed said his family had borrowed 20,000 Afghanis (around £250) from a local money lender to tide them over and buy medicine for him in the capital, Kabul.
"We have to pay back 40,000 Afghanis in three months," he said. "I do not know how we are going to do that, I think we will have to sell things. I do not know when I'll work again.
"Poor people suffer in this country, I do not know whether the elections will change that. I do not think I will try to vote again, I am now very frightened."
Tirado daqui.
Mr Mohammed said his family had borrowed 20,000 Afghanis (around £250) from a local money lender to tide them over and buy medicine for him in the capital, Kabul.
"We have to pay back 40,000 Afghanis in three months," he said. "I do not know how we are going to do that, I think we will have to sell things. I do not know when I'll work again.
"Poor people suffer in this country, I do not know whether the elections will change that. I do not think I will try to vote again, I am now very frightened."
Tirado daqui.
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