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terça-feira

Declaracao de detesto

Eu detesto o Durao Barroso. Detesto-o desde aquela mentira desnecessária de dizer que nunca nos deixaria porque Portugal estava mal e precisava de estabilidade e pouco depois lá vai o Barroso para a Comissao. E eu pergunto porque? Eu consigo perceber que alguém queira mudar de emprego, mas para que mentir, para que ser mentiroso sem precisao? Mais uma tonelada de detestar porque deixou de presente o Santana Lopes, uma doenca crónica, ainda sem cura à vista. Depois detesto-o porque andou, como primeiro ministro de Portugal, a beijar as galochas do Blair, do Bush e do Aznar. Que ele fosse lá servir de carpete como Durao Barroso, o cidadao, se tal fosse possível sendo primeiro-ministro, ainda vá, mas nao, foi lá representando-nos e eu por proxi estava lá a beijar cus, coisa que ainda hoje me poe capaz de requebros de vómito. Detesto-o platonicamente, que nunca o conheci, mas detesto-o vivamente. Detesto-o com paixao, era capaz de lhe mandar com sapatos, tomates e ovos. Assobiar-lhe, dar-lhe estaladas e faze-lo ouvir a Manuela Moura Guedes cantar até ao fim dos dias. É um parasita, um oportunista, um lambe-botas. Detesto-o.

Fico enjoada quando após eu me indignar com a declaracao vinda do Sócrates, de que o PS apoiará o Durao Barroso a continuar na Comissao, me dizem que concordam, porque afinal o Durao Barroso é portugues. Ser portugues é um limpa-nódoas! Permitam-me muito vivamente discordar. Apaixonadamente discordar. Eu até poria a coisa ao contrário: um portugues para sair de Portugal para uma posicao de relevancia, devia ter um ónus maior em provar que é muito bom, para, no minimo, nao envergonhar os restantes de nós. Eu, ao Durao Barroso, escondia-o na cave.