Durante muito tempo nao se falou. Durante muito tempo acreditou-se que os estrangeiros iriam embora e poderiamos nunca falar, com regras nao faladas, mas compreendidas por todos. Um verniz agradavel de tolerancia colou-se-nos à pele, o que interessava mesmo era que nao falassemos. A tolerancia existia desde que o toleravel permanecesse à distancia. E um dia o toleravel esbofeteou-nos na cara e enquanto estavamos perplexos sem percebermos muito bem o que tinha acontecido, foi-nos dito que o melhor era nao falarmos. O toleravel só é intoleravel porque o nao toleramos como deve ser.
A minha pergunta é só esta: nao é esta a altura de falarmos? Porque neste momento, há os Geert Wilders que falam por nós e um sistema que se vende por uma ideia de tolerancia que nao é a mais justa. Para além da nossa tolerancia ser apenas o nao me chateies, essa tolerancia institucional serve os ideologos fanáticos e nao os comuns cidadaos que querem mais que o privilegio de existir sem chatear.
Seria bom falarmos, a sério. Sem clichés e ilusoes.
P.S.: contava-me um norueguês como a mäe arengava sobre os norte-americanos e o que eles tinham feito aos pobres pretos, mas os sama, esses eram todos uns malandros e ladrões a morar no fundo do fiorde.
p.s.: o teclado norueguês tem acentos! :)
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sexta-feira
segunda-feira
simpatias e confissões II
Nestes vários dias, andei a pensar naquilo que escrevi antes de ir. Na minha provocação, que foi obviamente consciente, o que eu queria era que vocês me dissessem que eu estava errada. Porque eu estava com simpatias e compreensões que queria atacadas e desterradas. De entre aquilo que mais me ajudou a reformar a minha ideia do problema foi esta entrevista a Jocelyne Cesari.
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sábado
simpatias e confissões
Vou andar fora até ao fim do mês, amiguitas. Mas deixo um biscoito à Helena, que anda mesmo passada pelo fato dos partidos de direita terem elegido tanto deputado para o Parlamento Europeu.
E agora, como isto é um blogue, deixo a minha opinião: o que se vê é uma contra-reação a uma cultura de compreensão por comportamentos anti-liberdade, anti-direitos humanos, porque vêm de imigrantes de países que existem como símbolos de vitimas, vitimas da nossa colonização, do nosso imperialismo, sei lá que mais. Temos de os respeitar e compreender. E nos Países Baixos, mata-se e obriga-se pessoas a andar de guarda-costas e pressiona-se para eliminar direitos conquistados a muito custo. Eu confesso que tenho mais compreensão e simpatia por quem votou no partido de Geert Wilders e questiono-me sobre este homem, que precisa de ser corajoso ou insano para levar a vida que ele leva.
E agora desapareço antes que leve com um ovo eletrónico.
E agora, como isto é um blogue, deixo a minha opinião: o que se vê é uma contra-reação a uma cultura de compreensão por comportamentos anti-liberdade, anti-direitos humanos, porque vêm de imigrantes de países que existem como símbolos de vitimas, vitimas da nossa colonização, do nosso imperialismo, sei lá que mais. Temos de os respeitar e compreender. E nos Países Baixos, mata-se e obriga-se pessoas a andar de guarda-costas e pressiona-se para eliminar direitos conquistados a muito custo. Eu confesso que tenho mais compreensão e simpatia por quem votou no partido de Geert Wilders e questiono-me sobre este homem, que precisa de ser corajoso ou insano para levar a vida que ele leva.
E agora desapareço antes que leve com um ovo eletrónico.
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