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terça-feira

segunda-feira

sexta-feira

De molho



No meu caso é só mesmo vírus. O ser pobre tem a vantagem de olhar para esta crise nos bancos como de longe. Eu sempre achei a economia e a finança incompreensíveis e agora só me parece que eu não era a única ignorante. Eu sempre me apoiei no meu único saber nesta matéria: gastas só o que tens. Sinto-me muito sábia com esta crise.

quinta-feira

O último a rir



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fonte

terça-feira

My research was flawed

Um cientista espera algo e este expectável tem que ser muito cuidadosamente gerido. Se o que se espera dá certas linhas por onde orientar a investigação, o expectável tem de estar constantemente a ser interrogado, para que o expectável não contamine o que se encontra. O que se espera diz onde cavar, mas quando se cava, a terra deve ser só interrogações.



A página do artista

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quarta-feira

Continuo mal-humorada



De erlich no el pais

terça-feira

versus



de Bandeira.

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segunda-feira

Os pobres fumadores passivos

Agora sabemos qual era a estratégia do José Bandeira para continuar a fumar depois de deixar de fumar:


quarta-feira

Fartura



de Kodenko.

Tenho um amigo polaco e conversar com ele é partilhar experiencias em duas esferas: a religiosa e a do choque materialista. Ele é um ateu polaco nascido de ateus, o que imagino seja raro evento. Portanto, ele ve o forte fervor religioso do país dele do lado de fora e eu por vezes pareço estar a traduzir-lhe significados, como alguém que cresceu dentro do fenómeno. Por outro lado, ele conta-me do choque de fartura que foi quando chegou á Alemanha. Ele continua a comer gelado como se os cavaleiros do apocalipse viessem em cavalgada suprasónica em nosso encontro. Eu conto-lhe da emocao dos chocolates enviados pelos parentes emigrados. Ambos crescemos pobres e eu vi a fartura a instalar-se na minha familia atraves dos meus irmaos, ele ve a abundancia conseguida na sua vinda para a Alemanha e ve agora as mudanças no país dele. Ambos vivenciamos o choque da fartura. Sempre vi no triste novo-riquismo portugues, uma contra-reaccao ao passado miseravel, que demorará algumas décadas a desanuviar. Quando vim para a Alemanha, parentes meus perguntaram-me se os alemaes continuavam a por a mobilia na rua. Pelo que entendi, todos os anos, em dias firmados as pessoas punham tudo na rua, como se para eles a grande limpeza, aquela que nos poe a limpar as teias de aranha nos reconditos, encima de cadeiras a tentar chegar aos excrementos sedimentados dos insectos e dos insectivoros, a esfregar de quatro com oleos cancerigenos o chao encardido e riscado, a por cremes protectores nos moveis, a esfregar superficies reluzentes para que nos reflictam devidamente a cara destorcida, significasse para eles mudar o recheio da casa. Para os imigrantes era uma espécie de Natal, em que podiam mobilar a casa de graça com peças praticamente novas. A forma como me descreviam a fartura dos mercados poderá ter sido hiperbolizada, mas parecia-me tudo mais como Portugal de hoje, do que como a Alemanha de hoje. Na verdade, quando cheguei 'a Alemanha e entrei num supermercado, pensei que estava na zona leste. Hoje os alemaes ja' nao poem os moveis na rua. Revendem-nos. O desporto é comprar, comprar muito, mas bagatelas. As feiras de velharias multiplicam-se e a ebay é uma mania. Comparar preços e trocar informacoes sobre formas de obter o mais possível do menos possível pode encher várias horas de conversaçao. Parece uma especie de contra-cultura, com as suas caras excepcoes: neste momento, normalmente a comecar com um i. A nao ser que se seja velhote, em que deve ainda comecar com um vrrrmmmmmm. Por falar em carros: no outro dia estavam tres homens junto a um carro, tinham posto uma toalha sobre o capot e faziam um piquenique. Foi o choque. Parece que por aqui usar um carro como mesa e' crime lesa-majestade.

quinta-feira