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segunda-feira

Dois bons artigos

Minority Death Match: Jews, Blacks, And The “Post-Racial” Presidency, de Naomi Klein

Twice Branded: Western Women in Muslim Lands, de Judy Bachrach

Sobre o segundo, ainda hei de fazer uns considerandos. Para lá de dizer, que se aquilo não é uma mentalidade que merece ser combatida e desprezada, então não sei que vos diga. E nem falo das ideologias que dali saem. Se eu fosse holandesa, votava Geert Wilders. É simplista? Que se lixe.

P.S.: antigamente estas coisas só me punham em estado de feminismo.

quarta-feira

A cruz política

Porque é que as pessoas nao se interessam por política? Eu acho que ninguém com sentido de retidao pode-se querer envolver em tal coisa. Sinceramente, quando eu ouço que o Durao Barroso quer ser presidente da Uniao europeia ou o Santana Lopes presidente da Camara de Lisboa e que o resto os apoia, eu só consigo sentir a política como um herpes. Uma coisa que aparece de vez em quando e a gente só queria um dia poder livrar-se disto, mas nao, sabemos que vai ser até ao fim das nossas vidas.

quinta-feira

Cá está:



Obrigada amiguita que não vai ser nomeada.

quarta-feira

Como lidar com os problemas

Um amigo meu enviou-me um daqueles emails de comparaçao entre culturas, neste caso a chinesa (vermelho) e a alema (azul). Os políticos portugueses sao mais parecidos com quem?

terça-feira

Os deserdados

Li que agora isto de ser emigrante para o Estado português poderá vir a ser ainda mais parlapuê. Isto de limitar as possibilidades de voto, só consigo pensar nos EUA, para as pessoas que cometeram crimes. Para os portugueses vai bastar sair do país!

Eu sempre pensei no ato de votar como a expressão da minha cidadania. Juro, eu sou mesmo assim com ideias esquisitóides. Em adolescente, quando era ainda mais esquisitóide, ao completar dezoito anos, fiz duas coisas: registei-me como eleitor e fui dar sangue. Foram as duas ações que para mim assinalavam a minha maioridade. E como era esquisitóide, senti-me orgulhosa. Como agora sou esquisitóide, mas também cínica, o que o PS fez tem no meu caso a praticalidade de que agora quando me perguntarem a minha nacionalidade não direi portuguesa. Digo, cresci como portuguesa, tal como digo pra religião, cresci católica (tal como cresci PS). Ou entao digo que sou cidadã do mundo (passo a ser esquisitóide armada) e quando tiver que escrever em qualquer lado, escreverei "portadora de passaporte português". Assim, pra não me chatear muito na burocracia. De resto, retribuo ao PS o sentimento: estou-me positivamente a cagar pra suas excelências.

domingo

Democracia e mexeriquice

Há uns meses, eu li um rascunho para um livro que descarreguei da página pessoal de Simon Hix. O rascunho desapareceu porque o livro foi publicado com o nome "What's Wrong With the European Union and How to Fix It". Isto é mau para mim, porque perdi o rascunho e de vez em quando apetece-me reler certas partes. É bom para o Hix e para a justeza dos seus direitos, que me vai fazer comprar o livro.

Ele defende que uma das necessidades para democratizar a Uniao Europeia é haver eleiçoes no espaço europeu. Para isto, é preciso que os eleitores se interessem por candidatos que nao sao da sua nacionalidade. Agora eu adoraria poder citar o excerto, mas uma das formas que ele apontava para isto seria os media reportarem as tricas políticas além-fronteiras. O que é que ele quereria dizer por tricas políticas? Alguns deputados alemaes viajarem até S. Francisco onde se comportaram mais como turistas de que como representantes dos interesses alemaes, ainda por cima usando os funcionários da embaixada como lacaios (caso real)? O Sarkozy a pavonear-se para as objetivas dos media com a sua nova esposa (caso real)? Na altura, indignei-me com este excerto, porque o interpretei na segunda linha. Pareceu-me irresponsável, que se defenda mais democracia, com mais mexeriquice. Como é que se pode aliar o ideal da democracia com os menores instintos do ser humano?

Mas vejam bem o que roda pela imprensa europeia e pelos blogues portugueses com a novela da atual campanha política nos EUA. É mais mexeriquice e maus instintos que uma discussao válida de temas. Mas vejam o interesse generalizado por esta campanha em que quase nenhum europeu pode votar. Por muito que me custe, o Simon Hix tem razao.

quarta-feira

Deve ser isso

Ainda não entendi porque a Manuela Ferreira Leite tem que dizer como vota. Porque anda na política? Pensei que mais do que esconder algo, o voto é algo privado, que é decisão nossa e só nossa descerrar. É preciso saber em quem ela votou, para compreender a que ela vem? Se o voto já não é secreto, proponho que passemos a votar por multibanco, que facilitava muito. Já agora, se me perguntarem sobre a minha vida sexual e eu me recusar a responder, é sinal de que sou puta? Ou isto só se aplica a putas profissionais? Ah, deve ser isso.