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segunda-feira

Que bonito: Israel a aprender com os vizinhos

Os escandinavos estao sempre a meter-se nestes assados. Será a auto-censura, no resto desta Europa tao bem comportadinha? Ou serao os israelitas anti-louro-platinado?

Adenda a 28.08.09: E depois do governo israelita confundir o jornalismo feito num país com o governo político desse país (como os seus vizinhos retrógados fazem), o jornalismo de Israel mostra que a esperanca de Israel está longe do seu governo político, mas perto do seu jornalismo (ou que, pelo menos, há liberdade de imprensa e gente com juízo):

Swedish article on organ harvesting was cheap and harmful journalism

Excerto: "Serious journalism's task is to document, investigate and prove - not to call on others to investigate, as the Swedish tabloid did. One may, for example, accuse the Swedish reporter of a crime, writing that he rapes little boys or girls, all based on suspicions and rumors, and call on the Swedish police to investigate. That's what the reporter did with his claims of trafficking in Palestinian organs."

sexta-feira

Sim, a sério?

É difícil seguir uma campanha quando as pessoas que campanham não falam muito da Europa. Na nossa estação, o porta-voz do partido socialista [na França] Benoît Hamon disse "Vamos fazer destas eleições um voto de protesto às políticas de Sarkozy". Ele tem todo o direito de dizer isto, de dar esta direção. O problema é que os assuntos europeus ficam fora da campanha. Como podemos então interessar os franceses se os candidatos não se interessam? As pessoas que mais falam dos assuntos europeus são os eurocépticos, na verdade, os eurocépticos com as ideias mais extremas.
Diz Sophie Larmoyer, Chefe da secção de notícias externas da Europe 1.

Devo dizer-vos que cada vez gosto menos de jornalistas. Se eu pudesse votar em jornalistas, abstinha-me. Se algum dia um jornalista me tentar entrevistar, obrigo-o a engolir o gravador. A próxima vez que passar por uma câmara de filmar, dou-lhe um empurrão.

A sério, os jornalistas coitadinhos só podem seguir a manada. Dizem eles, enquanto vão à frente.

Não, a sério. Fui à net ver o programa especial eleições parlamento europeu com a Fátima Ferreira em que ela entrevistou os treze candidatos. Um feito heróico, como ela bem demonstrou no seu ar cansado-ponderoso, pois como é que os treze podem ter tempo para dizer algo de jeito? Não há tempo! Especialmente quando se fazem perguntas como "Devem aumentar os impostos agora?", porque todos sabemos que os deputados europeus irão decidir o aumento dos impostos agora. Também vi um programa de debate DEDICADO ao parlamento europeu moderado por uma jornalista chamada Fernanda Gabriel em que ela pergunta TRÊS vezes a deputados sobre a apresentação de candidatos à presidência da Comissão Europeia pelos partidos (não grupos, partidos, sim, mesmo isso que leram) depois de ter sido informada no programa por dois diferentes deputados, em duas intervenções, que isso não é da responsabilidade dos grupos políticos no parlamento europeu!

Não, agora a sério. Podem os que estão atrás na manada simplesmente passar a ferro os que estão à frente da manada? Obrigada.

Acabando em tom de seriedade: a Helena e outros estão muito preocupados, atemorizados, trespassados porque 4 deputados eurocépticos e anti-imigração dos Países Baixos foram eleitos para o parlamento europeu. Temos de olhar para o lado positivo que está ali nas últimas palavras de Sophie Larmoyer: finalmente vamos ouvir falar da União Europeia.

quarta-feira

Os media e o parlamento europeu: uma relacao difícil
ficheiros pdf em ingles, frances e alemao em cima
O título original é um pouco diferente, mas depois de ler as entrevistas penso que este é mais apropriado.

quinta-feira

Que país?

A única coisa que é possível e certo concluir do caso Freeport é que os investigadores públicos nao sao independentes. Respondam-me: porque é que o caso hibernou de 2005 até hoje?

Uma pessoa é inocente até prova em contrário. Eu nao digo isto porque quero defender o Sócrates. Eu digo isto por um país que nao pode ser governado por suspeitas. Por um país em que nao pode ser possível atirar merda para o ar e ganha quem atirar mais merda. Isto nao pode funcionar assim por amor de nós todos, por amor da justica.

Que sistema é este, em que um inocente nunca poderá provar a sua inocencia e um culpado nunca verá a sua culpabilidade provada?

quarta-feira

Os media que parece que merecemos

No Diário de Notícias "Massacre no Liceu Columbine comemora 10 anos". Prémio para a frase mais absurda dos últimos tempos.

No Público, hoje é o dia da Terra, pelo que confirmou-se o que eu suspeitava: o Público mudou-se (deve ser o "outsourcing" em reverso) para os EUA.

A Manuela Moura Guedes nao tem só uma cara com piada, também gosta de dizer piadas. A próxima vez que for à cirurgia plástica deve ser para mudar de nariz: daqueles vermelhos e redondos.

P.S.: Isto foi há uns dez anos, lembro-me que era uma Terça-feira, pois o comentador de serviço no telejornal de um canal privado era o Miguel Sousa Tavares (o meu grande ídolo da juventude). A grande notícia da altura, que foi escalpelizada com grave esmero pela Manuela Moura Guedes e a sua equipe foi o rejunevescimento da cara de uma socialite muito famosa, que agora nao me vem o nome à cabeça, mas há-de vir, que ela foi a primeira socialite de que soube o nome e estou aqui a pensar e só sei de mais uma, aquela que tem como primeiro nome o diminutivo de ancinho e o último é Jardim, pelo que a senhora combina roupas e nomes, uma vilha! O Miguelito começou a torcer-se todo enquanto a notícia passava nas suas diversas facetas e quando a Manela lhe pediu um comentário à desrugaçao da tal socialite ele quase teve um AVC! Foi das melhores cenas que eu alguma vez vi na televisao e imaginem, soube tao bem que me lembro hoje como se tivesse sido ontem. Ele recusou-se a fazer o comentário e disse algo que espremido era "tenha vergonha na cara". A Manela chateou-se e respondeu que eles mostravam o que o povo queria. Isto foi há cerca de dez anos. Agora, dos excertos que vejo dos telejornais nas minhas férias, conseguiu-se descer da retrete para o esgoto. E a Manela continua a nao ter espelhos em casa, nem vergonha na cara.

sexta-feira

Será que estes jornalistas algum dia param a pensar: "que faço no mundo?"

Uma pessoa abre o jornal e extasia no quanto se pode fazer com nada.

O esbanjamento de fontes

A Sabine enviou-me uma ligaçao para uma noticia, que eu ainda agora estou a gargalhar.

Sao 4 parágrafos, QUATRO! É uma notícia minuscula, mas consegue nomear seis instituiçoes:
1) o banco de portugal
2) a Imprensa Nacional da Casa da Moeda
3) a Direccao geral do tesouro
4) o Ministério das Financas
5) a Federaçao Portuguesa de Futebol
6) o Banco Portugues de negocios.

Portanto, a notícia diz que:
o 2 fez moedas, que o 4 comprou/recebeu/herdou(?) e deu ao 5, que fez lucro. Além disso, o 6 comprou moedas ao 2 (penso). Agora, o 6 tem moedas a mais que quer devolver. O 2 e o 3 nao aceitam devoluçoes, mas parece que o 1 vai recebe-las do 6 e pagar de acordo.

Parece que isto é um escandalo. Mas é demasiado para a minha cabeça. É como um filme do Poirot: um morto e 12 suspeitos.

quinta-feira

Armados

Chateia-me imenso a campanha presidencial nos EUA. Sem entrar na campanha em si, mas, para lá de que me quero manter minimamente informada, o nível de artigos nos media e blogues sobre isto está de tal forma, que eu comecei a fazer gincana. Nos artigos, as grandes QUESTOES sao:

Obama é preto demais?
Obama é magro demais?
McCain é velho demais?
McCain é rico demais?
Obama é elitista demais?
Obama é popular demais?
Obama é esperto demais?
McCain é matreiro demais?
Palin e o filho e a filha e o rebento?
Biden é palavroso demais?
Os americanos sao parvos demais?
Quanto é que eu (o tipo a escrever, nao eu!) amo Obama?

Sabem o que isto me lembra? Aqueles armados em intelectuais que se deleitam sobre filmes de qualidade duvidosa, mas que tem imenso sexo. Uma forma de ver pornografia e fazer de conta que é arte.

Aqui, nao se comentam as novelas, mas comenta-se a novela além-mar e faz-se de conta que se comenta política. Enfim...

segunda-feira

Palhaços

O jornalismo está ridículo. Com a seleção de futebol isto é tão claro que bate na cara. Quando a seleção estava em Viseu, os jornalistas visitaram uma aldeiazinha lá perto e perguntavam às pessoas se apoiavam a seleção, se tinham posto a bandeira e as pessoas lá juravam a pés juntos que sim e os que não tinham posto a bandeira pediam desculpa. Mostraram uma imagem que provavelmente os jornalistas pensaram castiça, das pessoas a sairem da igreja e preparem-se se não viram, perguntaram se era pedido na missa pela seleção! Caiu-se-me as mamas ao chão com o tamanho da estupidez e a pessoa a quem perguntaram esta enormidade também.

Hoje no Público há uma notícia em que se diz que os emigrantes em Neuchatel, onde a seleção está sedeada, comemoraram o feriado de 10 de Junho a 8 de Junho em honra da seleção. O título é que pela seleção até se muda o feriado. É óbvio que ninguém pode acreditar nisto, portanto, com base neste tipo de jornalismo só resta uma conclusão: os jornalistas um dia foram diabolicamente raptados numa ilha de um cientista maluco que lhes tirou os cérebros, colocou-os nuns frascos, mantem-los sobre uma dose racionada de choques eléctricos, libertou os corpos que agora andam por aí a fazer jornalismo e que acreditam que todas as pessoas que não têm o cérebro resgatado na ilha são imbecis.

Se a minha teoria cientista maluco não for verdade, continuo com a mesma dúvida: de onde veio esta gente? De que escola, que idade têm, eu imagino-os com vinte anos e acne, saídos de uma escola privada onde pensaram que estavam a aprender jornalismo, mas na verdade estavam a aprender artes circenses. Agora estão a fazer estágios de palhaço nos media.

terça-feira

Agora falta-lhe a responsabilidade de imprensa

Repórteres sem fronteiras: Portugal é um dos países com maior liberdade de imprensa numa lista de 169 países.

Já há muito que não fazia um bom descobrimento

Pelo bl-g-x-st cheguei a este blogue que, geralmente, passa a pente fino os conhecimentos de matemática e economia dos media ou simplesmente a capacidade crítica dos jornalistas. Divertido e instrutivo. Fica anotado.

quarta-feira

Ser eremita

Vivemos numa ditadura da maioria. É a chamada democracia, que é a melhor de todas as ditaduras. Nenhum político pode ser boa pessoa, simplesmente porque a maioria nao vota em boas pessoas. Na maioria funcionam os instintos básicos, nos quais vale mais uma mentira carismática (muitíssimo mais), que uma verdade monocromática (simples e sensaborona). O melhor mesmo é um político atingir a maioria sem palavras. Bem aventurado aquele que se difunde só por imagens. Para isto há os media que tornam tudo tragável. A soluçao? Acima. Mas essa soluçao é para uma minoria surda, muda e cega. A soluçao? Nao há.

Gota de água

Está visto que depois de ter desistido de informaçao na televisao, quando ainda estava em Portugal, vou ter de desistir de informaçao nos jornais portugueses. A partir de agora, Portugal restringir-se-á á minha família, aos blogues (podem rir) e a notícias sobre pastéis de nata na imprensa internacional. Tenho a impressao que irei sobreviver.

segunda-feira

Uma mensagem ao DN:

Como muitas das notícias sao traduçoes, seria possível contratarem nao jornalistas (se os tem, que é uma dúvida que me inunda), mas tradutores? Eu sou cerebralmente limitada e fico extremamente lenta a ler palavras em portugues dispostas em ingles. Há dias em que empanco e preciso de ser reiniciada. Um dia destes empanco de vez e nao queria que isto lhes ficasse na consciencia. Obrigado.

Big-Blog (uma grande opiniao, que vos deve dar prá hora do almoço)

Vejo de vez em quando afirmaçoes de hiper-importancia da blogosfera na antítese aos media escritos. Como se fossem substitui-los. Isto seria possível se os media forem tao estupidos (e digamos que é isso que andam a demonstrar) que deixem de oferecer algo que a blogosfera oferece pouco: qualidade. A blogosfera é cacarejo. É divertido, mas corococo.

Além disso, num momento em que uma pessoa é famosa, aplaudida e na escala de sucesso da actualidade, é um expoente público com base em absolutamente nada, veem-se pessoas que realmente sabem e/ou fazem serem desprezadas nessa sua qualidade, como se o que estivesse a dar nos dias de hoje é ser somente imagem ou como se a opiniao de todos em tudo tivesse o mesmo valor. Nao tem. Há um desprezo pelo especialista num ramo do saber, como se quem sabe fosse uma elite e as elites sao um perigo para a democracia. Só que há democracia e meritocracia e esta última precisa de existir para nao entrarmos numa sociedade da parvalheira. Além disso, a própria democacracia melhora se houver alguém que realmente sabe alguma coisa, porque senao é o reino das galinhas: cacarejam e nao dizem nada. Mas anotemos uma ironia imbecil: a contrataçao pelos media de galinhas. Pessoas que tem opinioes em tudo. Isto é impossivel, a nao ser para as galinhas. E é aqui que os media resvalam para a blogosfera e poderao ser ultrapassadas por ela. Porque sao tao maus que mais vale ler a blogosfera! Quer dizer, muito pessoal escreve na blogosfera e escreve nos jornais e fala nas televisoes. Este pessoal nao tem tempo para mais nada senao cagar opinioes!

Contudo, ainda é pior! Para além dos jornais serem mais de metade opiniao, os artigos já nao respeitam aquilo que aprendemos na escola do quem, onde, como, quando. Lá aparece sorrateiramente o penso eu de que. Vamos por as coisas no seu lugar: EU NAO QUERO SABER O QUE OS JORNALISTAS PENSAM. SE ELES QUEREM DIZER O QUE PENSAM QUE FAÇAM UM BLOGUE.

E esta praga do opinianismo alastra-se! Os juízes do Supremo arrogam-se a capacidade de opinar sobre a psicologia do sofrimento, a psicologia educativa, a psicologia da mini-saia no predador-macho, definirem relativismos nisto e nisto basearem sentenças! (Para além que pelas suas opinioes (e isto obviamente é a minha opiniao) já cá andavam quando moisés dividiu o mar vermelho!).

Vejo um fenómeno interessante na blogosfera, que é o lamento de haver blogues da primeira liga (como dizem), como se muitos deles o fossem nao só porque os seus autores sao famosos para lá da blogosfera, mas alguns deles, sao-no porque fazem e escrevem coisas com qualidade (nem que seja qualidade blogosférica). É preciso pensar nesses filtros. Contudo, conceda-se que há pessoal instalado, bastante capaz numa área, a mandar bitaites professorais (e é esta pretensao-pavao que eu acho desonesta) onde nao sabem nada, simplesmente empoleirados na sua fama. Mas nós temos de avaliar de onde saiem as palavras, o que vale quem diz no que fala. E relativizar muito.

Na blogosfera, todos tem opiniao sobre tudo e acham-se no direito de exigir que os outros deem valor ao que escrevem porque está escrito, ainda que como opiniao, o seu valor depende da sua base. Mas, dizem eles, praga das pragas, que quem nao lhes dá atençao é porque é parvo, vendido, nao vemos os inconformistas, os reformadores, os cristos, os profetas, a luz! (Isto lembrou-me "A vida de Brian" dos Monthy Phyton...). Desculpem amigos, o messias já cá esteve e andou. Um pouco de humildade, s'il vous plait. A vossa opiniao, sem mais, tem a importancia que eu lhe dou e eu, e isto é a minha opiniao, nao sou parva.

Uma opiniao é livre, mas para acedermos a algo mais que um monte de palavras que se enfiam em regras gramaticais, com umas ideiazitas por baixo (até o padre da Banheira-de-Cima tem ideiazitas), é preciso mais que somente a capacidade de juntar palavras. Deveriamos poder vislumbrar saber e é esse saber que dá valor a uma opiniao para lá do momentaneo, do conversacional, do social de todos os dias, que antes ficava perdido no ar e que agora fica escrito nos computadores que dao forma 'a internet. Mas ainda que escrito, provavelmente vale menos que nada. Alguém com saber na base da sua opiniao, constrói nao só uma opiniao, mas uma estrutura racional que desagua num horizonte largo em que quem leu progrediu em saber. Saimos do universo das sensibilidades e superficialidades. Os nossos postes sao conversa, a nao ser que haja substancia por baixo. Para sermos verdadeiros á natureza do que é a blogosfera, todos nós deveriamos 99.9999999% fazer exactamente o que o maradona faz: apagar e sermos honestos relativamente 'a efemeridade e banalidade do que escrevemos. Isto é tudo um imenso e divertido cocorococo. Os media deveriam compreender isto, deixar a blogosfera de lado e darem-nos a qualidade de que necessitamos. Senao que anotem que a sua desvalorizaçao nao se deve 'a blogosfera, mas ao facto de serem blogosfera num formato que nao se adequa 'a blogosfera. A tristeza é que acabaremos esmilhafrados num Big-Blog.

Concluindo: isto é conversa de café e muito, muito raramente chega alguém com algo que valesse a pena ficar registado. Lixo, lixo, que se impregna nos átomos. Por isso, párem de narcisismos bacocos, jornais párem de nos importar (ó lástima, ó mundo, o joao miranda a opinar em papel, o maior googlador depois do próprio john google!), que eu sou condessa e me poem tensa.

quinta-feira

Informaçao?

Eu vou lendo sobre a má qualidade dos telejornais, mas ainda assim, pouco habituada a ver televisao, fiquei boquiaberta que as vezes em que calhou ve-los em Portugal nao ter sabido nada de nada sobre tudo. Eu só me apercebi que eram telejornais porque havia alguem a introduzir os segmentos de qualquer coisa indefinida, entre fofoca e apontamento sociológico. Neste momento que estou a tentar lembrar-me de algo desse nada, só me lembro de uma senhora do jet-set (tinha um daqueles nomes de Pipi) a mostrar-nos que tem um Natal como todos os outros, esses outros com nomes totalmente banais e sem ponta de humor.

terça-feira

ESTA É DA CENSURA QUE MATA

Politkovskaya, a 48-year-old mother of two, was murdered on Saturday, Mr Putin's 54th birthday. Perhaps the assassin had a grim sense of occasion. (...)

Politkovskaya's relationship with the government was never easy as she openly called for Mr Putin to be replaced and begged him to remove Ramzan Kadyrov, the Moscow-backed Chechen prime minister she accused of kidnapping, torturing, and murdering civilians. (...)

Her murder will reinforce fears about the dangers that Russian journalists face. It is the most high-profile killing of a journalist since the US-born editor of Forbes Russia, Paul Klebnikov, was gunned down in Moscow in 2004. That murder, like that of almost every journalist killed to order since 2000 when Mr Putin came to power, remains unsolved. (...)

Silenced opponents of the Kremlin

Dmitry Kholodov

Following an anonymous phone call to his office in October 1994, the journalist travelled to a Moscow train station to collect what he thought was a briefcase of documents that would help him in his exposés of corruption within Russia's military. The briefcase exploded, killing him and wounding a colleague. Six military officers were acquitted of his murder in 2004.

Larissa Yudina

Her battered body was found in June 1998, a day after she failed to return from a meeting with an anonymous caller. She had been stabbed and had a fractured skull. As editor of the only non-government newspaper in Russia's autonomous Kalmykia region, she had made powerful enemies. Members of the Kalmykia president's inner circle were later implicated in her death.

Galina Starovoitova

A human rights campaigner and leading liberal politician, she was gunned down by hired killers in November 1998 as she left her apartment in St Petersburg. Supporters claimed the killing could only have been political because she had few business interests. Although two hitmen were eventually jailed for her murder, no one has been prosecuted for ordering the killing.

Sergei Yushenkov

As co-chairman of Russia's leading opposition party, Liberal Russia, Yushenkov was a fierce critic of the Kremlin. He had lambasted what he saw as increasingly anti-democratic legislation and was extremely critical of the Russian government's wars in Chechnya. He was killed in April 2003 by a shot to the chest outside his Moscow apartment. Four men were convicted of his murder.

Paul Klebnikov

The US-born editor of Russia's Forbes magazine was shot outside his office in July 2004, just three months after taking up the position. No one has been convicted of his murder and, even as he lay dying, he was unable to think of anyone who might order such an attack. He had written extensively on crime and corruption following the collapse of the Soviet Union.

Andrei Kozlov

The deputy chairman of Russia's Central Bank had made it his mission to clear up the corrupt banking system and was murdered last month for doing so. Two gunmen opened fire on his car as he left a football stadium. One week earlier he had called for a lifetime ban on bankers found guilty of tax crimes and fraud. He had also taken away licences from Russian banks he thought to be corrupt.