É interessante que uma revista como a vossa apoie a constituição iraquiana quando, há alguns meses, se opuseram à versão europeia. Talvez que a vossa oposição a este último documento abrande se se der um papel oficial à religião e se introduzir a exigência de que os juízes do Tribunal Europeu sejam educados na lei do Levítico?
KYRRE HOLM de Oslo, Noruega ao The Economist no The Economist desta semana, secção Cartas.
Tradução minha.
segunda-feira
Tremei!
sábado
Um pulinho da mesa para desabafar:
Detesto, odeio, desprezo gnocci!!!!
Porra para o multiculturalismo...
Porra para o multiculturalismo...
Software & Nirvana
Anda toda a gente a falar com deus e eu não consigo! Buá, buá, buá! It's not fair!
Olá, agradecimento, parabéns
Tenho blogue há três meses. Começou por acidente e acabei por usá-lo para agarrar, com palavras, pensamentos, interrogações, indignações, sensações, brincar comigo como mirando-me num espelho. Apreender o que se passa, que por vezes me ultrapassa a não ser que eu pare e olhe. Zanzando pela blogosfera acabei por fazer "contactos". Dou-me conta que sou visitada. Pensei que tinha chegado o momento de...
Para todos os que aqui param sem blogue um olá. Para os blogistas que me visitam um vibrante "Oi, galera!", para os que eu visito, um agradecimento por sorrisos que me tenham despontado, por algo que me tenham ensinado, por despertarem-me curiosidades, me fazerem pensar ou até por me exasperarem.
Finalmente, parabéns à Rua da Judiaria pelo seu segundo aniversário. Desculpa o atraso, mas no início achei que não era importante, que a Abrunho é fruta miúda debaixo da árvore. Mas fiquei com medo de parecer rude e para não arriscar e como gosto de delícias assim, porque a rua da judiaria é blogue que eu visito há imenso tempo, que me desnortearia se acabasse, aqui vai o meu abraço. Que eu possa continuar a lê-lo por muitos e bons. Não é preciso agradecer de volta.
{Esta é a última que me apanham nestas lamechices, snif, snif...}
Para todos os que aqui param sem blogue um olá. Para os blogistas que me visitam um vibrante "Oi, galera!", para os que eu visito, um agradecimento por sorrisos que me tenham despontado, por algo que me tenham ensinado, por despertarem-me curiosidades, me fazerem pensar ou até por me exasperarem.
Finalmente, parabéns à Rua da Judiaria pelo seu segundo aniversário. Desculpa o atraso, mas no início achei que não era importante, que a Abrunho é fruta miúda debaixo da árvore. Mas fiquei com medo de parecer rude e para não arriscar e como gosto de delícias assim, porque a rua da judiaria é blogue que eu visito há imenso tempo, que me desnortearia se acabasse, aqui vai o meu abraço. Que eu possa continuar a lê-lo por muitos e bons. Não é preciso agradecer de volta.
{Esta é a última que me apanham nestas lamechices, snif, snif...}
Para os blasfemos que passem por cá
sexta-feira
Justiça?
"Democraticamente" absolvida nas urnas, como era de esperar, a D.ª Fátima Felgueiras está agora em vias de se ver alijada dos seus problemas judiciais, como também era de esperar. A senhora merece que se lhe tire o chapéu: fez uma sábia gestão dos seus trunfos e dos seus timings e, entre a demissão cívica do seu povo e a demissão institucional da justiça, descobriu o caminho para a impunidade. "Dei uma lição ao país!", exclamou ela, triunfante, na noite de 9 de Outubro. E deu mesmo. A lição foi esta: o único crime que não se perdoa é o da falta de esperteza.
O Tribunal da Relação de Guimarães liquidou, de facto, o processo de Fátima Felgueiras, mandando refazer o essencial da instrução e, com isso, remetendo o julgamento para as calendas do ano vindouro. Os desembargadores de Guimarães entenderam que o Ministério Público e o juiz de instrução não fizeram senão asneiras na construção da acusação: as escutas telefónicas são ilegais porque o juiz não as foi validando dentro de "um prazo razoável", e os principais testemunhos acusatórios são nulos porque os depoentes foram ouvidos como testemunhas e não como arguidos, como o deveriam ter sido (e embora, posteriormente, ouvidos como arguidos, tenham confirmado o que haviam dito antes). Pouco importa, todavia, o conteúdo de umas e outras provas: para a justiça portuguesa, a fórmula é tudo, a substância é um estorvo.
Longe de mim - valha-me Deus! - contestar a lógica irrebatível dos argumentos dos senhores desembargadores de Guimarães. Limito-me a observar que uma magistratura passou aqui um atestado de incompetência à outra e que tudo se encaminha, uma vez mais, para que os formalismos processuais conduzam à denegação de justiça.
Miguel Sousa Tavares no Público de hoje.
O negrito é meu.
O Tribunal da Relação de Guimarães liquidou, de facto, o processo de Fátima Felgueiras, mandando refazer o essencial da instrução e, com isso, remetendo o julgamento para as calendas do ano vindouro. Os desembargadores de Guimarães entenderam que o Ministério Público e o juiz de instrução não fizeram senão asneiras na construção da acusação: as escutas telefónicas são ilegais porque o juiz não as foi validando dentro de "um prazo razoável", e os principais testemunhos acusatórios são nulos porque os depoentes foram ouvidos como testemunhas e não como arguidos, como o deveriam ter sido (e embora, posteriormente, ouvidos como arguidos, tenham confirmado o que haviam dito antes). Pouco importa, todavia, o conteúdo de umas e outras provas: para a justiça portuguesa, a fórmula é tudo, a substância é um estorvo.
Longe de mim - valha-me Deus! - contestar a lógica irrebatível dos argumentos dos senhores desembargadores de Guimarães. Limito-me a observar que uma magistratura passou aqui um atestado de incompetência à outra e que tudo se encaminha, uma vez mais, para que os formalismos processuais conduzam à denegação de justiça.
Miguel Sousa Tavares no Público de hoje.
O negrito é meu.
quinta-feira
Saga

Acabou-se! Terminou a preocupação com o mundo! Chorar os empobrecidos, os calcados, os que carregam os pecados do mundo, porque assim lhes coube em sorte, que a miséria é questão de fado e eu estar aqui ou ali dá no mesmo. Tenho só que viver satisfeito de ter-me calhado a parte boa do hemisfério. Acabou o ser verde, que eu sou só eu, enquanto eu limpo o terreiro andam os outros a cuspi-lo e quem vier depois que se amanhe. Tenho só de ficar contente de me ter calhado viver no tempo certo. Acabou-se! Há que fazer isto simples. Acordar cedo e fazer o que se me presta, para ter os tostões ao fim do mês e anestesiar-me no que me dão para me entreter. Nada muito intelectual e absorvente, que isto é sempre a andar no mesmo sítio. Está decidido!
Coitado do João... Quando se pressente, a ignorância não traz a felicidade. Morreu ontem a ruminar.
Aquecimento Global
Interessantérrimo este artigo no
The Seattle Times.
A seguir um excerto da peça anexa em que especialistas da matéria são questionados:
What is the major argument used by the "debunkers" of global warming? What can be done by the average citizen to help stop global warming?
— Kate Yamamoto, Bellingham
Snover: It's interesting to look at how the major argument used by the skeptics has shifted over time. From "the greenhouse effect is a myth" to "there's no evidence of warming" to "there's no way humans can influence climate" to "the climate will probably warm, but it will be a good thing," the argument has shifted over the years.
In an earlier post [below] I described some things that an "ordinary" person (is there any such thing?) can do about global warming. These could be broken down as follows:
• Individual action (reduce actions that rely on fossil fuels, e.g., in transportation, home heating and lighting, consumption.)
• Collective action (encourage friends and neighbors to do the same, elect politicians who will make the needed policy changes, work for broad institutional change.)
Shifting the world's economy away from its dependence on fossil fuels is a huge challenge that won't be accomplished by any one change. It will require actions big and small by individuals, corporations and governments around the world. Sometimes people feel like nothing they do matters, but I like to say that the only thing that matters is what people do.
The Seattle Times.
A seguir um excerto da peça anexa em que especialistas da matéria são questionados:
What is the major argument used by the "debunkers" of global warming? What can be done by the average citizen to help stop global warming?
— Kate Yamamoto, Bellingham
Snover: It's interesting to look at how the major argument used by the skeptics has shifted over time. From "the greenhouse effect is a myth" to "there's no evidence of warming" to "there's no way humans can influence climate" to "the climate will probably warm, but it will be a good thing," the argument has shifted over the years.
In an earlier post [below] I described some things that an "ordinary" person (is there any such thing?) can do about global warming. These could be broken down as follows:
• Individual action (reduce actions that rely on fossil fuels, e.g., in transportation, home heating and lighting, consumption.)
• Collective action (encourage friends and neighbors to do the same, elect politicians who will make the needed policy changes, work for broad institutional change.)
Shifting the world's economy away from its dependence on fossil fuels is a huge challenge that won't be accomplished by any one change. It will require actions big and small by individuals, corporations and governments around the world. Sometimes people feel like nothing they do matters, but I like to say that the only thing that matters is what people do.
quarta-feira
Imparcialidade (## Actualização estilo Casmurro)
O que é isto?
Um palavrão desconhecido dos bloguistas políticos.
Uma mesma entrevista e Soares é, para uns, múmia de sarcófago e, para outros, sábio geniquento.
Estou a ser má. Porque não poderia uma sábia múmia de sarcófago não ser geniquenta? Olha aquele filme. A múmia, pois. Que eu me lembre, a múmia era super-geniquenta.
##
- Abrunho, como podes esperar imparcialidade na política? Política são pessoas, líderes e acólitos.
- As ideias?
- É secundário.
- Tudo vale, até a pretensão da cegueira?
- É um jogo Abrunho. Já tens idade para não seres parva.
- Eu percebo, mas faço-me de cega com medo de me tornar cínica.
Um palavrão desconhecido dos bloguistas políticos.
Uma mesma entrevista e Soares é, para uns, múmia de sarcófago e, para outros, sábio geniquento.
Estou a ser má. Porque não poderia uma sábia múmia de sarcófago não ser geniquenta? Olha aquele filme. A múmia, pois. Que eu me lembre, a múmia era super-geniquenta.
##
- Abrunho, como podes esperar imparcialidade na política? Política são pessoas, líderes e acólitos.
- As ideias?
- É secundário.
- Tudo vale, até a pretensão da cegueira?
- É um jogo Abrunho. Já tens idade para não seres parva.
- Eu percebo, mas faço-me de cega com medo de me tornar cínica.
Diagnóstico

Dentes de tubarão a necessitarem de um pouco de fio dental... Ufa...
Pela segunda vez, em dois meses, dois médic@s dizem-me que eu tenho demasiada tensão na minha vida. Isto, vindo de uma dentista, deixou-me confundida. Mostrou-me a parte de dentro das bochechas. Isto à noite deve ser um "Fight Club"!
terça-feira
Alho
O que se faz quando por distracção e falta de comunicação se acumula muito alho em casa?
Juntam-se os amigos a cozinhar vários pratos com alho, destrói-se a leveza do hálito e veêm-se filmes de vampiros.
Por coincidência escolheu-se um filme europeu e um filme americano. Num os caçadores de vampiros são cientistas meigos e distraídos. No outro são brutamontes assassinos. Num não se mata um único vampiro. No outro é uma matança. Num os vampiros são poeirentos, cultos e aristocráticos. No outro são cruéis e super-cool. Num goza-se com todos os clichés possíveis. No outro até o cliché é chacinado. Num o par romântico é no final transformado em vampiros e partem com o próprio chefe-matador para popular o mundo. No outro, o par romântico é transformado em vampiros e, depois de um abraço irmão, são avisados pelo chefe-matador que têm dois dias de avanço. Depois serão perseguidos como bestas.
Divertimo-nos com ambos.
Juntam-se os amigos a cozinhar vários pratos com alho, destrói-se a leveza do hálito e veêm-se filmes de vampiros.
Por coincidência escolheu-se um filme europeu e um filme americano. Num os caçadores de vampiros são cientistas meigos e distraídos. No outro são brutamontes assassinos. Num não se mata um único vampiro. No outro é uma matança. Num os vampiros são poeirentos, cultos e aristocráticos. No outro são cruéis e super-cool. Num goza-se com todos os clichés possíveis. No outro até o cliché é chacinado. Num o par romântico é no final transformado em vampiros e partem com o próprio chefe-matador para popular o mundo. No outro, o par romântico é transformado em vampiros e, depois de um abraço irmão, são avisados pelo chefe-matador que têm dois dias de avanço. Depois serão perseguidos como bestas.
Divertimo-nos com ambos.
segunda-feira
sábado
Broken

Deram-me o disco com a banda sonora do filme Broken Flowers. A música é muito boa (jazz e talvez mais algo... Eu sou uma incompetência a rotular música) e não se consegue imaginar o filme sem ela, como sem o Bill Murray. Este filme não seria Broken Flowers sem estes dois ingredientes. Bill Murray é um espanto a fazer o papel do homem de certa idade a ter que fazer face à sua vida. Bill Murray é para a depressão, o que Charlot é para a pobreza. Lembra o Don't Come Knocking, mas a abordagem é totalmente diferente. Se o objectivo é fazer-nos sentir pessoalmente esta busca, Bill Murray é o actor errado. Ou Jim Jarmusch é o realizador errado. Ou eu sou insensível.
Com isto tudo esqueci-me de escrever que o filme vale a pena. Pela música, pelo Bill Murray, pela realização, pelos secundários, pelos pormenores (rosa e não rosa), pelas flores, pelos silêncios, a alegria e a tristeza... É lindo.
P.S.: Se estivessem atentos ao nr de actualizações que eu já fiz a este poste ficaria óbvio que este é um filme difícil de explicar... Ufa...
sexta-feira
De onde veio a lua?

Comecei a semana com a lua (Visita) e termino com ela. A contar a teoria actual para a sua origem. Pois, foi Deus. Lá pelo segundo dia de trabalhos, ele chateou-se com um dos anjos e, como Ele é bom, em vez de mandar com o dito para os quintos do Universo, deu um pontapé num calhau e formou a lua...
Estou a brincar ao criacionismo... Hehehehe!
O que se pensa é que numa altura em que a Terra era esta bola de materiais incandescentes, um outro planeta (a que se chamou Orfeu), mais ou menos do tamanho de Marte e no mesmo nível de desenvolvimento (os planetas também têm o seu percurso de vida) esbarrou com a Terra. O que se pensa é que o núcleo do Orfeu integrou-se na Terra, enquanto que o manto, com um pouco do manto da própria Terra, espalhou-se pelo espaço. Mais tarde este material coalesceu na LUA!!! É menina!
quinta-feira
Coisas que se contam
Soares escreveu a Saramago:
Não gosto muito de si. Mas fiquei deslumbrado com os seus livros.
Saramago escreveu de volta:
Eu ainda gosto menos de si. Mas a sua carta deu-me muita alegria.
Que resposta sensaborona do Saramago!... Seja como for, está aqui.
Não gosto muito de si. Mas fiquei deslumbrado com os seus livros.
Saramago escreveu de volta:
Eu ainda gosto menos de si. Mas a sua carta deu-me muita alegria.
Que resposta sensaborona do Saramago!... Seja como for, está aqui.
quarta-feira
Portantos...
1) apoio a descriminalização;
2) urgente que se faça funcionar a lei;
3) aparte dos casos contemplados pela lei eu sou contra a liberalização da prática do aborto.
Dói-me algo. Pode ser que seja o coração.
2) urgente que se faça funcionar a lei;
3) aparte dos casos contemplados pela lei eu sou contra a liberalização da prática do aborto.
Dói-me algo. Pode ser que seja o coração.
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