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quinta-feira

Campanha agnóstica na Inglaterra



Provavelmente deus não existe. Agora pára de te preocupar e goza a vida.


Reacção:
Perhaps I’m simply not aware of the argumentative power of urban transit, but I find bus ads particularly unlikely to be compelling on matters of such importance. Is it really likely that some nice believer taking a walk, to brunch perhaps, or the park, will see the BHA ads lumbering by, with its grimy city smell and its noisy engine racket, and suddenly think: "Oh dear, oh dear. All that fluffy stuff about heaven is probably nonsense, isn’t it?" Whoosh! The bus roars by and the person’s faith disintegrates in a cloud of engine exhaust.

Talvez eu não esteja bem a ver o poder argumentativo do tráfego urbano, mas eu acho os anúncios, e particularmente aqueles em autocarros, desprovidos de apelo em assuntos de tal importância. Qual é a probabilidade de um simpático crente a descer a rua no seu caminho para o café ou para o jardim, ver o anúncio da Associação Humanista Britânica a passar, envolvido no cheiro sujo da cidade e no barulho do trânsito, e subitamente pensar: "Ai a minha vida! Toda aquela história melada sobre o paraíso é provavelmente um disparate!" Vrummm! O autocarro passa num ronco e a fé da pessoa desintegra-se numa nuvem de fumo de escape.


Ha ha ha ha ha
Os anglo-saxónicos são os mais engraçados a dissentir.
Não me parece que o objetivo do anúncio seja a conversão, mas acho piada imaginar o "Oh dear, Oh dear", estilo Miss Marple.

sábado

O segredo da felicidade

Enquanto estive na Inglaterra fui lendo um livro do Bill Bryson sobre a Inglaterra. A maior parte do livro era seca, porque era sobre terriolas onde nunca fui e as piadas do Bill Bryson já não conseguem substituir o interesse. Acontece-me muito, encontrar um autor de cujo estilo gosto, ler meia dúzia de livros e a partir daí ver-me a não conseguir mais ler esse mesmo autor. Ficam como períodos, o período Isabel Allende, o período Paulo Coelho, o período Saramago, o período Camilo Castelo Branco e está oficial que o período Bill Bryson já era.

O que me interessava, como pedacinhos de chocolate numa bolacha, era quando ele escrevia sobre o temperamento dos ingleses. Ele falava da forma espartana com que eles olham para a vida, pontuada de prazeres, que sendo pequenos são vividos como grandes nesse fundo de miniminalismo. Bill Bryson fazia a antítese com a forma de ver americana (ele é americano) onde a abundância e o hedonismo são tidos como adquiridos. Bill Bryson que vive já há um bom tempo na Inglaterra dizia que desde que começou a olhar para a vida como os ingleses, tornou-se mais feliz. Lembra-me agora a lição do porquê das drogas duras serem perigosas, não só em termos de saúde, mas porque destroem no nosso cérebro a capacidade de sentir os pequenos prazeres, ao massacrar os recetores com quantidades enormes dos químicos que os espoletam.

Eu diria que a moral deste poste é que o segredo da felicidade está na temperança e nela preservar a capacidade de sentir os pequenos prazeres.

segunda-feira

Arte...

...que se faz com água e a reacção dos "incultos". Não queria generalizar, mas uma coisa destas não tinha que vir de Inglaterra?

sexta-feira

É a última

Former Spectator editor and Conservative MP Boris Johnson told the BBC the Muslim religion should not be treated with kid gloves.

He said: "If you are a Muslim and your faith is strong and you believe in God and in your prophet then I don't think you should be remotely frightened of what some ludicrous infidel says or does about your religion or any depiction he produces.

"I think we've got to move away from this hysterical and rather patronising idea that we have got to treat the Muslim religion with kid gloves and not subject it to all the same rough and tumble that we subject other faiths to."


BBC