terça-feira
A estúpida procura da felicidade
Vídeo imperdível de uma palestra do psicólogo Dan Gilbert, de Harvard.
Tanto mundo lá fora

No Chade, novembro de 2006, pessoas fugidas de ataques de milícias árabes. Foto de Kadir van Lohuizen
Selecçao da Human Rights Watch para o seu relatório de 2007.

Janeiro de 2006, Mikhail Baryshnikov, fotografado por Annie Leibovitz.
Selecçao Vanity Fair para o ano de 2006.O melhor de Elliott Erwitt, na Magnum.
sexta-feira
quinta-feira
Anedotas do Leste
Num comboio viajavam Stalin, Khrushchov, Brejnev e Gorbatchov. A certa altura o comboio pára e assim fica. Após algum tempo Stalin impacienta-se e estrebucha: "Deviamos fuzilar o maquinista!". "Niet, basta reabilitá-lo." - diz Khrushchov. "Fechemos as cortinas e façamos de conta que ainda estamos a andar" - interpoe Brejnev. "Olhem. E se saíssemos e empurrássemos?" - propoe Gorbatchov.
Na Roménia dois homens estao numa bicha para comprar pao. Após horas um deles impacienta-se: "Estou farto disto, deste sistema! Vou matar Ceausescu!". E vai-se embora. Duas horas depois retorna. "Entao? ". "A bicha lá ainda é mais comprida que esta."
- Alembradas de um documentário sobre o humor no leste europeu.
Na Roménia dois homens estao numa bicha para comprar pao. Após horas um deles impacienta-se: "Estou farto disto, deste sistema! Vou matar Ceausescu!". E vai-se embora. Duas horas depois retorna. "Entao? ". "A bicha lá ainda é mais comprida que esta."
- Alembradas de um documentário sobre o humor no leste europeu.
quarta-feira
Assino por baixo
«o estado garante» (argumentário liberal contra o direito fundamental ao aborto 1)
p.s.1: Como o CAA do mesmo blogue afirma, esta é uma questao a jusante do actual referendo. Eu votaria "sim" (nao posso votar que sou emigra); contudo, sou contra a tomada de responsabilidades colectivas, com excepçao no caso de perigo para a saúde da mulher, quer física quer psíquica. Por alguma razao se há-de chamar Sistema Nacional de Saúde. Que o SNS hoje se responsabilize pelas consequencias do aborto clandestino é exactamente na defesa da saúde de quem a tem em perigo. O "sim" neste referendo serve exactamente para eliminar esta situaçao.
p.s.2: argumentário liberal contra o direito fundamental ao aborto - 2
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Na pergunta nao se define a participaçao do SNS, pelo que posteriormente, em caso de "sim", este nao poderá ser visto como apoio ao aborto no SNS.
Que o governo, na pessoa do ministro da saúde, esteja a realizar a política da asneira concordo, mas a oposiçao a essa asneira nao pode ser feita 'as custas do "sim" a uma pergunta que nao inclui a asneira.
p.s.1: Como o CAA do mesmo blogue afirma, esta é uma questao a jusante do actual referendo. Eu votaria "sim" (nao posso votar que sou emigra); contudo, sou contra a tomada de responsabilidades colectivas, com excepçao no caso de perigo para a saúde da mulher, quer física quer psíquica. Por alguma razao se há-de chamar Sistema Nacional de Saúde. Que o SNS hoje se responsabilize pelas consequencias do aborto clandestino é exactamente na defesa da saúde de quem a tem em perigo. O "sim" neste referendo serve exactamente para eliminar esta situaçao.
p.s.2: argumentário liberal contra o direito fundamental ao aborto - 2
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Na pergunta nao se define a participaçao do SNS, pelo que posteriormente, em caso de "sim", este nao poderá ser visto como apoio ao aborto no SNS.
Que o governo, na pessoa do ministro da saúde, esteja a realizar a política da asneira concordo, mas a oposiçao a essa asneira nao pode ser feita 'as custas do "sim" a uma pergunta que nao inclui a asneira.
terça-feira
Babel

Babel, o filme, é como entrar numa loja de bric-brac: muita coisa, muita pantomineirice, muita parra... mas lá pelo meio há descobertas, por entre movimentos pode ser que se aviste algo que valha mesmo a pena. E sim, há coisas no filme que valem a pena, nem que seja a sensaçao com que se fica quando se sai da loja, de uma procura que deu gosto, ainda que o dono da loja tenha andado atrás de nós a manipular-nos claramente. Estas coisas prefiro-as subtis.
O filme nao é exactamente descomunicaçoes linguísticas. É nao existir comunicaçao. Mesmo quando se fala a mesma língua. Cada partícula aninha-se em si mesmo e nao fala e nao ouve. Os turistas americanos olham pelas janelas do autocarro um mundo estranho. O casal discute e anseia. Os marroquinos seguem com os olhos e os pés os estranhos americanos. Os americanos temem os mexicanos e estes os americanos. A rapariga japonesa vive isolada na sua língua. O pai nao fala com o filhos. O polícia e o condutor provocam-se. O filme nao é Babel, nao é a cidade das muitas linguas num sítio. O filme sao tres histórias e cada um fala para dentro. Na Babel a compreensao nao vem pela boca.
No fundo, no fundo, Babel que dá a ideia de um vasto cenário, é um filme limitado a um universo muito mais pequeno: ao de cada indivíduo, 'a sua noite e 'as luzes que a iluminam. E isso, para cada um de nós, nao é 'a distancia de continentes. E' na distancia de um abraço, de um beijo, de maos a tocar-se, de lágrimas vertidas sobre quem se quer mais que 'a vida.
P.S.: vi a apresentaçao do filme de que falas. Pareceu engraçado. Ficamos a saber a razao do bigode do Hitler. O uso do humor nao é em princípio contrário a tema algum. Bem pelo contrário. É nos assuntos mais difíceis que o humor pode abrir portas de discurso que nao se consegue de outra forma. Contudo, ainda nao vi o filme e nao sei ainda o seu valor. Hitler nao deve ser tema tabu, muito menos na Alemanha. Eu penso que os alemaes precisam destes filmes e nao se ponham com teorias de que estao a tentar limpar a imagem do facínora. Vejam isto como catarse e tentem fazer o mesmo relativamente aos vossos fantasmas.
segunda-feira
Interrupçao da Gravidez: a lei actual
A LEI ACTUAL DIZ:
CAPÍTULO II
Dos crimes contra a vida intra-uterina
Artigo 140.º
Aborto
1 - Quem, por qualquer meio e sem consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.
2 - Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão até 3 anos.
3 - A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.
Artigo 141.º
Aborto agravado
1 - Quando do aborto ou dos meios empregados resultar a morte ou uma ofensa à integridade física grave da mulher grávida, os limites da pena aplicável àquele que a fizer abortar são aumentados de um terço.
2 - A agravação é igualmente aplicável ao agente que se dedicar habitualmente à prática de aborto punível nos termos dos n.os 1 ou 2 do artigo anterior ou o realizar com intenção lucrativa.
Artigo 142.º
Interrupção da gravidez não punível
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:
a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de doença grave ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
2 - A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.
3 - O consentimento é prestado:
a) Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou
b) No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.
4 - Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efectivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outro ou outros médicos.
Contém as alterações introduzidas pelos seguintes diplomas:
- Lei n.º 90/97, de 30 de Julho
Consultar versões anteriores deste artigo:
- 1ª versão: DL n.º 48/95, de 15 de Março
foi-me mandado pel'o timoneiro perdido.
CAPÍTULO II
Dos crimes contra a vida intra-uterina
Artigo 140.º
Aborto
1 - Quem, por qualquer meio e sem consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.
2 - Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão até 3 anos.
3 - A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.
Artigo 141.º
Aborto agravado
1 - Quando do aborto ou dos meios empregados resultar a morte ou uma ofensa à integridade física grave da mulher grávida, os limites da pena aplicável àquele que a fizer abortar são aumentados de um terço.
2 - A agravação é igualmente aplicável ao agente que se dedicar habitualmente à prática de aborto punível nos termos dos n.os 1 ou 2 do artigo anterior ou o realizar com intenção lucrativa.
Artigo 142.º
Interrupção da gravidez não punível
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:
a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de doença grave ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
2 - A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.
3 - O consentimento é prestado:
a) Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou
b) No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.
4 - Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efectivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outro ou outros médicos.
Contém as alterações introduzidas pelos seguintes diplomas:
- Lei n.º 90/97, de 30 de Julho
Consultar versões anteriores deste artigo:
- 1ª versão: DL n.º 48/95, de 15 de Março
foi-me mandado pel'o timoneiro perdido.
o Ausente
Tu, Ausente que é preciso amar…
final que nos escapa e perseguimos
como sombra de um pássaro pela vereda:
não mais quero buscar-te.
Vibrarei sem quase olhar a minha flecha,
se a corda do coração não estiver tensa:
o mestre d’arco zen assim me ensina
ele que há três mil anos Te observa.
Cristina Campo (1923-1977) -> X
final que nos escapa e perseguimos
como sombra de um pássaro pela vereda:
não mais quero buscar-te.
Vibrarei sem quase olhar a minha flecha,
se a corda do coração não estiver tensa:
o mestre d’arco zen assim me ensina
ele que há três mil anos Te observa.
Cristina Campo (1923-1977) -> X
domingo
Mal empregado

de José Bandeira
Um homem que se interessa pelos lagos de metano num satélite de saturno? Isso é que era bom!
sábado
sexta-feira
No fio da navalha
Quando fui a Portugal ouvi várias pessoas a dizerem que a lei actual já basta, que é só preciso faze-la funcionar. Eu concordo. Os casos que me parecem justificar moralmente a prática do aborto parecem-me incluídos nas tais excepçoes da lei. Só que nao funciona e há sempre histórias novas, nomeadamente no que concerne a violaçoes, que entre papelinhos para trás e para a frente, o prazo ultrapassa-se e nao se faz o aborto. Eu nao sei se as pessoas que andam no pingue-pongue burocrático o fazem de propósito. Nao sei, mas se calhar encostam-se. E atirem-me uma pedra se faz favor, mas tenho a impressao que os médicos ainda estao no mundo da quantidade e nao da qualidade. A vida é conseguir respirar, o resto nao lhes interessa nada. Estou a generalizar uma cultura do ser-se médico, que acho bem que mude. Uma vez soube de uma história de uma toxicodependente que também era extremamente fértil. As assistentes sociais a receber todos os anos um rebento resolveram pedir a esterilizaçao da senhora. Os médicos responderam que nao podiam pois ela era demasiadamente nova. Que ela nao conseguisse controlar a sua capacidade produtiva, que ela nao conseguisse criar os filhos, que ela nao se dispusesse a dá-los para adopçao ou que o próprio sistema jurídico de protecçao aos menores nao funcione pelos menores ou que os menores estivessem a ser empilhados em instituiçoes sociais nao lhes interessou mesmo nada. É por estas e por outras que eu sou pró-escolha. O meu pró-escolha é pragmático. A dependencia de um sistema destes (médico, jurídico, social) para tomar decisoes nao se justifica quando o bónus do erro é principalmente, nomeadamente, praticamente privado. Prefiro que seja dado o poder de escolha aos indivíduos que a uma estrutura destas. Penso que as injustiças serao menores. O máximo possível das vidas de cada um deve ser posto sobre a sua alçada e até, neste caso 10 semanas, para mim, justifica-se dar prioridade aos indivíduos que 'a potencialidade de indivíduo. Isto é o fio da navalha. Todo o pensar da IVG, para mim, é no fio da navalha.
Os cheios de vida
de todos os argumentos esdrúxulos do não (desculpem lá a falta de, como dizer?, amabilidade dialogante ou mais propriamente hipocrisia diplomática, mas a mim soam-me todos do mais esdrúxulo que se possa imaginar), o que mais me deixa boquiaberta é o daqueles que frisam a semelhança entre a lei espanhola e a portuguesa e defendem que não é preciso mudar a lei portuguesa porque esta poderia e deveria ser aplicada 'como em espanha'.
como em espanha, portanto, permitindo-se às mulheres que abortem 'a pedido' até às 12 semanas alegando razões de saúde psíquica? é mesmo isso que estas pessoas querem? é isto que querem dizer?
teremos pois de concluir que para estes defensores do não, a proposta referendária peca por dois motivos: prazo demasiado curto e excesso de honestidade. nenhum problema, então, em que as mulheres abortem até às 10 semanas (estes queridos até acrescentam duas de bónus) desde que pareça que não é por decisão delas.
a não ser, claro, que quem assim argumenta esteja a apostar no que é óbvio -- uma lei em vigor há 23 anos e há 23 anos aplicada de uma determinada forma nunca será aplicada de outra maneira.
que tal serem mulherzinhas e homenzinhos e assumirem, de uma vez por todas, o que realmente querem e o que realmente os apavora?
Este pessoal do "nao" enterra-se a um ritmo que os do "nim" ainda os hao-de ter de salvar e fazer-lhes boca-a-boca. Eu por mim, que geralmente ando pelo "nim" e vou ouvindo os dois lados, ainda nao li nada de geito do lado deles e nao me apetece nada salvá-los (sendo o salvamento aqui, o limpar um pouco da vergonha das suas racionalizaçoes).
Ontem li no Público sobre um agrupamento de humanos pós-parto que sendo pelo "nao", se declarava de pró-vida. Seguramente eu partilho algumas ideias deles e seguramente nao partilho doutras. Um dia destes escrevo aqui a minha posiçao sobre o assunto, que eu sendo pró-escolha e pró-vida (sendo esta última redundante já que praticamente todos nós somos pró-vida, seja qual for a nossa resposta no referendo), também tenho os meus pontos em comum com os defensores do "nao" e também eu prioritarizei sensibilidades.
O que a mim me chateia nesta gente é a hipocrisia e a desonestidade. Nesta discussao dizer-se pró-vida, colocando-se isso em contra-ponto com os que nao concordam com eles, é ofensivo. Eu pelo menos sinto-me ofendidíssima. No mesmo nível de repulsa com que me sinto quando vejo as senhoras com as barrigas expostas e dizeres "esta barriga é minha", como se estivessemos a discutir fisiologias, numa reduçao do ser-humano e, por arrastamento, do que é viver numa sociedade. Eu nao me bato pelo direito absoluto. Nao há direitos absolutos. Quem os quiser deve mudar-se para uma ilha e morar sozinho.
Dizer-se pró-vida neste ambito é tao significativo como ser-se pró-atmosfera ou pró-entropia. Isso só tem significado como insulto. Considero-me insultada e cada vez menor é o meu respeito por esta trupe cheia de vida, mas falha de juízo.
como em espanha, portanto, permitindo-se às mulheres que abortem 'a pedido' até às 12 semanas alegando razões de saúde psíquica? é mesmo isso que estas pessoas querem? é isto que querem dizer?
teremos pois de concluir que para estes defensores do não, a proposta referendária peca por dois motivos: prazo demasiado curto e excesso de honestidade. nenhum problema, então, em que as mulheres abortem até às 10 semanas (estes queridos até acrescentam duas de bónus) desde que pareça que não é por decisão delas.
a não ser, claro, que quem assim argumenta esteja a apostar no que é óbvio -- uma lei em vigor há 23 anos e há 23 anos aplicada de uma determinada forma nunca será aplicada de outra maneira.
que tal serem mulherzinhas e homenzinhos e assumirem, de uma vez por todas, o que realmente querem e o que realmente os apavora?
Este pessoal do "nao" enterra-se a um ritmo que os do "nim" ainda os hao-de ter de salvar e fazer-lhes boca-a-boca. Eu por mim, que geralmente ando pelo "nim" e vou ouvindo os dois lados, ainda nao li nada de geito do lado deles e nao me apetece nada salvá-los (sendo o salvamento aqui, o limpar um pouco da vergonha das suas racionalizaçoes).
Ontem li no Público sobre um agrupamento de humanos pós-parto que sendo pelo "nao", se declarava de pró-vida. Seguramente eu partilho algumas ideias deles e seguramente nao partilho doutras. Um dia destes escrevo aqui a minha posiçao sobre o assunto, que eu sendo pró-escolha e pró-vida (sendo esta última redundante já que praticamente todos nós somos pró-vida, seja qual for a nossa resposta no referendo), também tenho os meus pontos em comum com os defensores do "nao" e também eu prioritarizei sensibilidades.
O que a mim me chateia nesta gente é a hipocrisia e a desonestidade. Nesta discussao dizer-se pró-vida, colocando-se isso em contra-ponto com os que nao concordam com eles, é ofensivo. Eu pelo menos sinto-me ofendidíssima. No mesmo nível de repulsa com que me sinto quando vejo as senhoras com as barrigas expostas e dizeres "esta barriga é minha", como se estivessemos a discutir fisiologias, numa reduçao do ser-humano e, por arrastamento, do que é viver numa sociedade. Eu nao me bato pelo direito absoluto. Nao há direitos absolutos. Quem os quiser deve mudar-se para uma ilha e morar sozinho.
Dizer-se pró-vida neste ambito é tao significativo como ser-se pró-atmosfera ou pró-entropia. Isso só tem significado como insulto. Considero-me insultada e cada vez menor é o meu respeito por esta trupe cheia de vida, mas falha de juízo.
quinta-feira
sou egoísta na dor
ou sou delicada na dor
ou sou respeitosa na dor
ou sou ciosa na dor
há a perda e a ausencia
partilhar a ausencia e a dor
é contaminá-la
no momento do adeus
o adeus é de mim para ti
que já aqui nao estás
é entre mim e eu
que vou viver sem ti
mas nunca entre a minha dor
e os outros
a minha dor e a tua ausencia
serao fieis no adeus
nao há convençao
nao há expectativa
nao há imposiçao
nao há nada de fora que me vá retirar do nosso adeus
porque, e já dizia alguém antes de mim,
a morte nao existe
só existe eu que morro e tu que morreste.
ou sou delicada na dor
ou sou respeitosa na dor
ou sou ciosa na dor
há a perda e a ausencia
partilhar a ausencia e a dor
é contaminá-la
no momento do adeus
o adeus é de mim para ti
que já aqui nao estás
é entre mim e eu
que vou viver sem ti
mas nunca entre a minha dor
e os outros
a minha dor e a tua ausencia
serao fieis no adeus
nao há convençao
nao há expectativa
nao há imposiçao
nao há nada de fora que me vá retirar do nosso adeus
porque, e já dizia alguém antes de mim,
a morte nao existe
só existe eu que morro e tu que morreste.
quarta-feira
O lar
Nós dependemos obliquamente do que nos rodeia para, por um lado, dar consistencia aos nossos estados de alma e 'as ideias que respeitamos e, por outro lado, para nos lembrar dessas mesmas ideias e estados de alma. Nós procuramos que os edifícios que habitamos nos retribuam como um molde psicológico, uma visao pessoal que nos apoie. Nós dispomos 'a nossa volta formas materiais que nos comunicam o que necessitamos interiormente (mas estamos sempre em risco de esquecer). Nós viramo-nos para o papel de parede, os bancos, as pinturas, as ruas, para evitar o desaparecimento do nosso verdadeiro eu.
Aqueles lugares que reflectem e legitimizam a nossa visao interior servem-nos de lar. Esse lar nao é necessariamente o local que nos serve de casa ou onde depositamos as nossas roupas. Falar de lar em relaçao a um edifício é simplesmente reconhecer a sua harmonia com a nossa própria cançao interior. O lar pode ser um aeroporto ou uma biblioteca, um jardim ou um restaurante 'a beira da auto-estrada. O nosso amor por um lar é um reconhecimento de até que ponto a nossa identidade nao é auto-determinada. Precisamos de um lar no sentido psicológico tanto quanto precisamos de uma casa no sentido físico: para compensar uma vulnerabilidade. Precisamos de um refúgio onde colocar os nossos estados de alma, porque tanto do mundo é oposto 'as nossas causas. Precisamos do "nosso cantinho" para que nos alinhemos com as versoes desejáveis de nós e para manter viva a nossa parte importante e evanescente.
Provavelmente foram as grandes religioes mundiais que mais pensaram o papel do que nos rodeia na determinaçao da identidade e assim - ainda que raramente construindo locais onde facilmente pudessemos adormecer - mostrando a maior das simpatias pela nossa necessidade de um lar. O princípio fundamental da arquitectura religiosa tem as suas origens na noçao que onde estamos determina de forma crítica o que somos capazes de acreditar. Para os defensores da arquitectura religiosa nós, ainda que muito convencidos intelectualmente do nosso compromisso com os ditames do credo, só permaneceremos fieis a essa devoçao se esta for continuamente afirmada pelos nossos edifícios.
The Architecture of Happiness, Alain de Botton, Pantheon Books, NY, 2006, págs 107-108.
Traduçao minha.
Aqueles lugares que reflectem e legitimizam a nossa visao interior servem-nos de lar. Esse lar nao é necessariamente o local que nos serve de casa ou onde depositamos as nossas roupas. Falar de lar em relaçao a um edifício é simplesmente reconhecer a sua harmonia com a nossa própria cançao interior. O lar pode ser um aeroporto ou uma biblioteca, um jardim ou um restaurante 'a beira da auto-estrada. O nosso amor por um lar é um reconhecimento de até que ponto a nossa identidade nao é auto-determinada. Precisamos de um lar no sentido psicológico tanto quanto precisamos de uma casa no sentido físico: para compensar uma vulnerabilidade. Precisamos de um refúgio onde colocar os nossos estados de alma, porque tanto do mundo é oposto 'as nossas causas. Precisamos do "nosso cantinho" para que nos alinhemos com as versoes desejáveis de nós e para manter viva a nossa parte importante e evanescente.
Provavelmente foram as grandes religioes mundiais que mais pensaram o papel do que nos rodeia na determinaçao da identidade e assim - ainda que raramente construindo locais onde facilmente pudessemos adormecer - mostrando a maior das simpatias pela nossa necessidade de um lar. O princípio fundamental da arquitectura religiosa tem as suas origens na noçao que onde estamos determina de forma crítica o que somos capazes de acreditar. Para os defensores da arquitectura religiosa nós, ainda que muito convencidos intelectualmente do nosso compromisso com os ditames do credo, só permaneceremos fieis a essa devoçao se esta for continuamente afirmada pelos nossos edifícios.
The Architecture of Happiness, Alain de Botton, Pantheon Books, NY, 2006, págs 107-108.
Traduçao minha.
O caminho da vergonha
Andei arredada das notícias da execuçao de Saddam Hussein. Há um cansaço meu, neste caminho longo desde o anúncio da administraçao americana da guerra contra o terrorismo. O descrédito de quem governa os americanos e de uma Europa que pilreia, que chilreia, que anda em pontas. Estes EUA que se tornaram a caricatura do idiota da aldeia a quem deram uma bazuca. Nesta colisao, o que fica é a facilidade com que se convence os cidadaos de Estados de direito, que os princípios base que os definem ou deveriam definir nao interessam nada. A tomada de pessoas e submissao a práticas bárbaras, a tortura, a prisao sem julgamento sao admissiveis, basta que se deslocalize a prática. Os meios nao interessam, os fins é que interessam e esses nao se sabem muito bem, em histórias conspirativas, em histórias da carochinha apaziguadoras de consciencias. Depende da sensibilidade. Em caso de eczema atópico pode-se acreditar na democracia, o maná.
A execuçao do Saddam Hussein é mais um passo no caminho da vergonha. E ainda relativamente ao Saddam Hussein, o seu julgamento já tinha sido um passo, o processo de apelo mais um passo apressado e as suspeitas que ficam mais uns tantos. Os americanos continuam a afundar-se em erros de julgamento, pensando que a morte do ex-ditador iria acalmar o conflito sectário.
Entre tanta morte e miséria, será que alguém vai aprender algo neste caminho de lodo? Ou vai esta civilizaçao ocidental ignorar as nódoas no que é hoje a fantochada dos seus ideais? A execuçao do Saddam Hussein nao prenuncia respostas positivas.
P.S.: temos novo secretário geral das naçoes unidas. Pensei que a quota de idiotas estava preenchida, mas infelizmente há sempre lugarzinho para mais um.
A execuçao do Saddam Hussein é mais um passo no caminho da vergonha. E ainda relativamente ao Saddam Hussein, o seu julgamento já tinha sido um passo, o processo de apelo mais um passo apressado e as suspeitas que ficam mais uns tantos. Os americanos continuam a afundar-se em erros de julgamento, pensando que a morte do ex-ditador iria acalmar o conflito sectário.
Entre tanta morte e miséria, será que alguém vai aprender algo neste caminho de lodo? Ou vai esta civilizaçao ocidental ignorar as nódoas no que é hoje a fantochada dos seus ideais? A execuçao do Saddam Hussein nao prenuncia respostas positivas.
P.S.: temos novo secretário geral das naçoes unidas. Pensei que a quota de idiotas estava preenchida, mas infelizmente há sempre lugarzinho para mais um.
terça-feira
domingo
Entao um bom 2007 pró pessoal
honey, moby {not the whale}
p.s.: agora pergunta um: o que é que este vídeo tem a ver com passagens de ano? Este vídeo é o meu 2006 e boom! venha o novo. Eu hoje tou tao fixe que explico estas coisas.
sexta-feira
O direito de, em Portugal, só ter de saber portugues
Se passarem pelo aeroporto de Faro e virem umas máquinas de pagamento do parqueamento vandalizadas fui eu. Nessas máquinas, as instruçoes vinham somente em duas línguas estrangeiras. Eu adicionei o portugues. Isto nao é o único exemplo nos Algarves. Eu considero que, em Portugal, um portugues tem o direito de nao ter de saber mais do que portugues nas lides diárias. Aviso já a Província do Algarve: para a próxima levo um marcador melhor e mais difícil de lavar. E se me lixam muito começo a riscar por cima das instruçoes em ingles.
quinta-feira
Informaçao?
Eu vou lendo sobre a má qualidade dos telejornais, mas ainda assim, pouco habituada a ver televisao, fiquei boquiaberta que as vezes em que calhou ve-los em Portugal nao ter sabido nada de nada sobre tudo. Eu só me apercebi que eram telejornais porque havia alguem a introduzir os segmentos de qualquer coisa indefinida, entre fofoca e apontamento sociológico. Neste momento que estou a tentar lembrar-me de algo desse nada, só me lembro de uma senhora do jet-set (tinha um daqueles nomes de Pipi) a mostrar-nos que tem um Natal como todos os outros, esses outros com nomes totalmente banais e sem ponta de humor.
Fazer é comprar
Discordo. Passei uns breves dias na mae-nave e parece-me que em Portugal fazer é comprar. Ler é simplesmente esquisito. Uma sociopatia manienta. A nao ser que seja algo do Rodrigues dos Santos.
P.S.: dos que leem no wc pareceu-me coerente que lessem o expresso. Contudo, a minha amostra nao é de forma alguma exaustiva e inclui-me, o que limita enormemente conclusoes definitivas.
P.S.: dos que leem no wc pareceu-me coerente que lessem o expresso. Contudo, a minha amostra nao é de forma alguma exaustiva e inclui-me, o que limita enormemente conclusoes definitivas.
domingo
sábado
Sim, eu sou o homem dum só poema
dum só amor
duma só vida.
E no entanto cada dia de poesia
cada noite de amor
cada ano de vida
conduzem o homem fiel
a um homem novo.
Os degraus se assemelham
mas a cada um deles
eu estou um pouco mais alto.
Subo sem parar
no coração duma torre
subo para o fogo
para a idade do sol.
À hora do cimo
eu mereço o mar
e o céu num grito
me veste de luz.
Poeta: Pierre Boujut (1913-1992) -> X
Dedicado ao bloguista das quatro personalidades, que me vai ouvindo as fragilidades do ser.
sexta-feira
E como um blogue é para desabafar:
estao a ver os burros com as palas? É a maneira de ser alema, em que só veem prá frente. Porque é verboten, ou nao está escrito nas regras (tremam um pouco quando dizem a palavra regras). E mesmo que se prove 2+ 2=4 que a regra (de joelhos) é uma estupidez, ou que a regra (ai maezinha) nao diz que nao se possa fazer x, eles hao-de lutar pela pureza da regra (tremamos irmaos), ainda que possam dizer entre dentes que concordam connosco, mas a regra (brrrr) é um valor mais alto, que os guiará, nem que seja para serem todos fodidos em fila.
Pessoas de consciência
É óbvio que um feto e mesmo um embrião são "vida". É óbvio inclusive que são vida da espécie humana. É por isto ser tão óbvio que tanto os apoiantes do "sim" como os apoiantes do "não" concordam que a decisão quanto a abortar é um problema moral e ético que se coloca a quem tem que decidir. E é por isto ser tão óbvio que há qualquer coisa de ridículo nas discussões sobre o "começo" da vida - feitas por qualquer dos lados da "barricada".
(...)
Mas será o referendo sobre os direitos das Pessoas, neste caso especificamente das mulheres? Em rigor, não. O referendo é sobre a despenalização, o que não invalida a punição do aborto depois das 10 semanas (tem que haver sempre uma fronteira, por arbitrária que possa parecer nos casos limite -10 semanas e 1 dia -, exactamente como na idade do consentimento, por exemplo - x anos e um dia). Não invalida tão-pouco que continue a existir o problema moral e ético referido acima. Problema ético e moral que deve ser resolvido pela consciência de cada uma das Pessoas autónomas que se vejam confrontadas com o problema. Incluindo as mulheres que, ganhando o sim, nunca serão obrigadas a interromper a gravidez (mas é mesmo preciso explicar isto?) se forem radicalmente contra o aborto. (...)
Miguel Vale de Almeida n'Os Tempos Que Correm
(...)
Mas será o referendo sobre os direitos das Pessoas, neste caso especificamente das mulheres? Em rigor, não. O referendo é sobre a despenalização, o que não invalida a punição do aborto depois das 10 semanas (tem que haver sempre uma fronteira, por arbitrária que possa parecer nos casos limite -10 semanas e 1 dia -, exactamente como na idade do consentimento, por exemplo - x anos e um dia). Não invalida tão-pouco que continue a existir o problema moral e ético referido acima. Problema ético e moral que deve ser resolvido pela consciência de cada uma das Pessoas autónomas que se vejam confrontadas com o problema. Incluindo as mulheres que, ganhando o sim, nunca serão obrigadas a interromper a gravidez (mas é mesmo preciso explicar isto?) se forem radicalmente contra o aborto. (...)
Miguel Vale de Almeida n'Os Tempos Que Correm
quinta-feira
Serviço Público
Pró caso de eu nao ser a última pessoa a saber, fiquem os outros a saber que existe a wikipedia do disparate.
Exemplo:
Portuguese was the first language that use the "u" vocal. Thanks to this, several vocabulary innovations were possible. Here are some examples:
Islam (pronounced "I slam," as in "I slam planes into buildings") is a fellowship of Islamism. The term Islam is derived from the ancient Urdu word "Ishamada" which means "nitroglycerin."
Ainda outro exemplo:
O brasao da Roménia.
Exemplo:
Portuguese was the first language that use the "u" vocal. Thanks to this, several vocabulary innovations were possible. Here are some examples:
- Cows could say mooo for the first time;
- Mad cows could say wohooo for the very first time;
- Foo Fighters could have their name;
- Powder exploded for the first actually sounding like boom;
- You would never exist.
Islam (pronounced "I slam," as in "I slam planes into buildings") is a fellowship of Islamism. The term Islam is derived from the ancient Urdu word "Ishamada" which means "nitroglycerin."
Ainda outro exemplo:
O brasao da Roménia.
quarta-feira
A piada batida
Andei a saltitar de blogue em blogue e pareceu-me que os blogues masculinos que se acusam de ganhar uma posiçao na votaçao do Geraçao Rasca disseram todos a mesma piada: pró ano algo na na secçao feminina, sff. Será que ganhar encarquilha a originalidade? Será que sao todos escritos pelo mesmo transsexual? Aquilo é suposto ser um cumprimento?
P.S.: agora que fui tratar de fazer ligaçoes dei-me conta que sao só dois. Nota mental: nao escrever postes quando estou entediadíssima. Fico rabugenta.
P.S.: agora que fui tratar de fazer ligaçoes dei-me conta que sao só dois. Nota mental: nao escrever postes quando estou entediadíssima. Fico rabugenta.
terça-feira
Lei para enfeitar
Os defensores do sim à criminalização da IVG sabem bem que o estatuto de pessoa que dão ao embrião tem um mero valor argumentativo e retórico. Se assim não fosse, e sabendo-se que está em causa uma oportunidade de alteração legislativa, provavelmente não teríamos hoje uma querela entre os que entendem que a IVG deve ser descriminalizada e legalizada, e aqueles que entendem que ela deve ser uma prática condenada criminalmente, para passarmos a ter uma oposição entre os primeiros e aqueles que defendem um agravamento da pena, qualificando a IVG com uma moldura penal de um homicidio. Ora se os defensores do sim à criminalização são defensores de que o embrião é uma pessoa e mesmo assim aceitam que a moldura penal para a IVG seja diferente daquela que resulta da morte de um recém-nascido, também, continuando a achar que é uma pessoa, poderão aceitar que não tem sentido nenhum dizer-se que os oponentes da criminalização IVG entendem que há pessoas de primeira ou de segunda.
A incoerencia, como sabemos, é ainda pior: num certo desrespeito pelo que é a justiça e para que servem os juízes, os defensores do nao pretendem que os juízes esqueçam a lei e sejam uma espécie de agentes sermoneantes 'as prevaricadoras, que, segundo eles, mataram pessoas, mas taditas. Li, de um senhor que defende o nao, que a lei é reflexo de quem somos como uma sociedade. Concordo: uma sociedade que quer as leis só pra enfeitar, é mesmo nós. Porque, e esta já ouço há muito, Portugal tem da melhor legislaçao no mundo!... Para por na árvore de Natal.
A incoerencia, como sabemos, é ainda pior: num certo desrespeito pelo que é a justiça e para que servem os juízes, os defensores do nao pretendem que os juízes esqueçam a lei e sejam uma espécie de agentes sermoneantes 'as prevaricadoras, que, segundo eles, mataram pessoas, mas taditas. Li, de um senhor que defende o nao, que a lei é reflexo de quem somos como uma sociedade. Concordo: uma sociedade que quer as leis só pra enfeitar, é mesmo nós. Porque, e esta já ouço há muito, Portugal tem da melhor legislaçao no mundo!... Para por na árvore de Natal.
desilusao
fiquei à espera do meu amor
e a tristeza foi-me cobrindo como noite
ao adormecer estava fria
ao acordar estava morta
e a tristeza foi-me cobrindo como noite
ao adormecer estava fria
ao acordar estava morta
segunda-feira
domingo
sem piadinha nenhuma, 1, 2 e 3
sem opçoes 1
sem opçoes 2
mas há sempre uma luz no fundo do túnel
Traduçoes:
haie = tubarao
tiger = tigre
--------------------------
já tou morto por dentro {os lemingues sao aqueles bichos com a mania do suicidio em grupo}
----------------------------
uma lampada e um rolo de papel higiénico vazio?
um kit "luz no fundo do tunel". feliz natal.
obrigado?
---------------------------
Nicht Lustig {o nome dos livros} = Sem piada
sem opçoes 2
mas há sempre uma luz no fundo do túnel
Traduçoes:
haie = tubarao
tiger = tigre
--------------------------
já tou morto por dentro {os lemingues sao aqueles bichos com a mania do suicidio em grupo}
----------------------------
uma lampada e um rolo de papel higiénico vazio?
um kit "luz no fundo do tunel". feliz natal.
obrigado?
---------------------------
Nicht Lustig {o nome dos livros} = Sem piada
sábado
sexta-feira
There’s a beauty here I cannot deny
Orpheus de David Sylvian
Standing firm on this stoney ground
The wind blows hard
Pulls these clothes around
I harbour all the same worries as most
The temptations to leave or to give up the ghost
I wrestle with an outlook on life
That shifts between darkness and shadowy light
I struggle with words for fear that they’ll hear
But Orpheus sleeps on his back still dead to the world
Sunlight falls, my wings open wide
There’s a beauty here I cannot deny
And bottles that tumble and crash on the stairs
Are just so many people I knew never cared
Down below on the wreck on the ship
Are a stronghold of pleasures I couldn’t regret
But the baggage is swallowed up by the tide
As Orpheus keeps to his promise and stays by my side
Tell me, I’ve still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Believe me, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing
Sleepers sleep as we row the boat
Just you the weather and I gave up hope
But all of the hurdles that fell in our laps
Were fuel for the fire and straw for our backs
Still the voices have stories to tell
Of the power struggles in heaven and hell
But we feel secure against such mighty dreams
As Orpheus sings of the promise tomorrow may bring
Tell me, I’ve still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Please believe me, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing
quinta-feira
sonhei com deus
ele estava sentado num terraço noruegues
o fiorde a espraiar-se
tinha na mao um charuto
e conversava com anjos
eu estava de fora da cerca
tentei chamar-lhe a atençao
eu esbracejei
gritei baixinho
a medo
eu saltei
fiz caretas
cantarolei
os anjos olhavam-me pelo canto do olho
aborrecidos
esperando que eu desistisse
deus foi muito melhor a ignorar-me
ele estava sentado num terraço noruegues
o fiorde a espraiar-se
tinha na mao um charuto
e conversava com anjos
eu estava de fora da cerca
tentei chamar-lhe a atençao
eu esbracejei
gritei baixinho
a medo
eu saltei
fiz caretas
cantarolei
os anjos olhavam-me pelo canto do olho
aborrecidos
esperando que eu desistisse
deus foi muito melhor a ignorar-me
quarta-feira
terça-feira
sábado
O Curdistao iraquiano em fotos movimento
Belíssimo. A nao perder. Se possível, com as colunas a funcionar.
P.S.: também adorei o de Cuba.
P.S.2: quase chorei no "Friends for Life".
P.S.: também adorei o de Cuba.
P.S.2: quase chorei no "Friends for Life".
Desaire
um amigo sem dinheiro foi a uma festa católica polaca pela comida gratuita
ia bebado, vomitou na sacristia e foi expulso em eternidade
agora, diz ele pesaroso, vou ter que continuar ateu
ia bebado, vomitou na sacristia e foi expulso em eternidade
agora, diz ele pesaroso, vou ter que continuar ateu
sexta-feira
naufragou
perdeu-se no mar alto
e aportou na areia
ignoram-lhe os mastros
quebrados, rasgados
a dor que se cheira
a léguas
de vez em quando um suspiro
uma angústia estrebucha
debaixo das vagas mágoas
o choro sangra devagar
ignoram-lhe o desespero
o mar adoça o amargar
ignoram
e aportou na areia
ignoram-lhe os mastros
quebrados, rasgados
a dor que se cheira
a léguas
de vez em quando um suspiro
uma angústia estrebucha
debaixo das vagas mágoas
o choro sangra devagar
ignoram-lhe o desespero
o mar adoça o amargar
ignoram
quinta-feira
quarta-feira
Brüno
Sacha Baron Cohen é o actor que faz de Borat. Outra das suas personagens é Bruno (ou Brüno), um jornalista de moda austríaco e muito obviamente gay. Parece que o próximo filme é com Brüno e começam a sair pela net conselhos para que ninguém se veja na desfortuna de se encontrar num filme em que se faça papel de asno.
Os conselhos sao:
1. Mantenha uma fotografia do Brüno sempre consigo.
2. Se alguém lhe pedir para assinar uma declaraçao dando permissao para entrar num filme, pense.
3. Por exemplo, pense em dizer nao.
4. Nao se embebede com estranhos.
5. Se for racista, homofóbico ou sexista tente mante-lo só pra si.
Ha ha ha ha ha...
Os conselhos sao:
1. Mantenha uma fotografia do Brüno sempre consigo.
2. Se alguém lhe pedir para assinar uma declaraçao dando permissao para entrar num filme, pense.
3. Por exemplo, pense em dizer nao.
4. Nao se embebede com estranhos.
5. Se for racista, homofóbico ou sexista tente mante-lo só pra si.
Ha ha ha ha ha...
Ide ver
terça-feira
Esta cena do aborto
Nas estranjas já se viraram para mim com aquele ar compadecido de quem olha para uma refugiada de uma terra controlada pelas batinas negras, cérebros conservadores e viúvas vestidas de negro, felizes pelo falecido ter ido desta pra melhor e já nao lhes espalhar nódoas negras pelo corpo (pensam que eu estou a fazer só jogos de palavras?). Eu eriço-me e minto. Acho que é nestes momentos que eu vejo que gosto de Portugal. Pode ser mau, mas é meu, carago e nao se amerdem a pensar mal, seus estranjeirotes.
Bem, continuando, eu digo-lhes que ser pelo aborto nao é necessariamente ser avançado. Que há motivos contrários completa e totalmente respeitáveis de humanismo. Nisto eu acredito, mas minto quando faço entender que é este o motivo principal em Portugal. Os portugueses sao maioritariamente contra o aborto por hipocrisia. Fina, doente, repelente. O que mais chateia um portugues é que alguem possa ser feliz sem castigo. O que mais chateia um portugues é nao poder moralizar, nem que seja indirectamente. O que mais chateia um portugues é nao poder por o indicador no ar e dizer "estava mesmo a pedi-las."
Bem, continuando, eu digo-lhes que ser pelo aborto nao é necessariamente ser avançado. Que há motivos contrários completa e totalmente respeitáveis de humanismo. Nisto eu acredito, mas minto quando faço entender que é este o motivo principal em Portugal. Os portugueses sao maioritariamente contra o aborto por hipocrisia. Fina, doente, repelente. O que mais chateia um portugues é que alguem possa ser feliz sem castigo. O que mais chateia um portugues é nao poder moralizar, nem que seja indirectamente. O que mais chateia um portugues é nao poder por o indicador no ar e dizer "estava mesmo a pedi-las."
segunda-feira
domingo
Extrapolar
Penso que todos temos a mania de extrapolar. Temos a fraqueza mental de a partir de uma característica fazermos o tipo. É desta forma que eu mostro a minha surpresa porque alguém vegan é também materialista e o meu interlocutor mostra estranheza que um gay seja de direita. Ele era um polaco ateu e eu sou uma portuguesa liberal. Nao há tipos.
Põe sempre os nomes aos bois
Nas histórias que contares.
Ou logo os burros depois
Se queixam de os retratares:
“Mas são as minhas orelhas!
Este azurrar é o meu!
Se estas são minhas guedelhas!
Ai este burro sou eu!
Não me nomeie ele embora,
Toda a Pátria vai agora
Saber-me por burro, hin-hã!
Ai que eu, hin-hã, hin-hã!”
- Quiseste a um burro poupar…
Logo doze hão-de zurrar.
Heine Heine (1797-1856) -> X
Nas histórias que contares.
Ou logo os burros depois
Se queixam de os retratares:
“Mas são as minhas orelhas!
Este azurrar é o meu!
Se estas são minhas guedelhas!
Ai este burro sou eu!
Não me nomeie ele embora,
Toda a Pátria vai agora
Saber-me por burro, hin-hã!
Ai que eu, hin-hã, hin-hã!”
- Quiseste a um burro poupar…
Logo doze hão-de zurrar.
Heine Heine (1797-1856) -> X
sábado
Violencia Doméstica - nao há que preocupar que estamos na frente da Palestina
O problema, argumenta Dulce Rocha, vice-presidente da Associação Portuguesa das Mulheres Juristas (APMJ) , é que "são raras as condenações", acrescentando: "Quer no crime de violência doméstica, quer no de maus-tratos a crianças, há uma impunidade manifesta deste tipo de comportamentos. É mais fácil uma pessoa ser presa devido a um crime de furto do que de maus-tratos. A prática judicial não tem acompanhado a evolução da situação em Portugal. Bater na mulher é um comportamento que é tolerado na sociedade e isso não favorece a defesa dos direitos humanos."
The chief of police told Human Rights Watch that “a woman in Hebron could get her eye gouged out but be too afraid of society to report the abuse.”
(...) discriminatory legislation in force in the West Bank and Gaza, described in the subsections below, does not act as a deterrent to violence, nor does it provide victims with adequate redress for the abuse they have suffered. In fact, the penal laws in particular and the way in which they have been interpreted and applied in practice have led to virtual impunity for perpetrators of violence against Palestinian women and girls.
A falta de provas é a principal justificação para que estes processos não cheguem à fase final de julgamento. E o novo Código Penal ainda vai tornar a prova mais difícil, segundo Dulce Rocha: "Com a redacção actual já é difícil ver o agressor no banco dos réus, mas no futuro será pior. A proposta de alteração refere que os maus tratos têm de ser reiterados e praticados de forma intensa", explica.
Palestinian women in violent or life-threatening marriages have two legal options available to them: pressing charges for spousal abuse or initiating a divorce on the basis of physical harm. Both require evidence of extreme violence and impose a high evidentiary burden on the victim.
Because there is no specific domestic violence legislation in the OPT [Occupied Palestinian Territories], adult victims of violence must rely on general penal provisions on assault when they seek to press charges. These laws provide little remedy to victims unless they have suffered the most extreme forms of injury. Article 33 of the Jordanian penal code (applied in the West Bank) outlines the penalties for violence based on the number of days the victim is hospitalized. As is the situation with all assault cases, if the victim requires less than 10 days of hospitalization, a judge has the authority to dismiss the case at his own discretion as a “minor offense.” In such cases, public prosecutors also try to reconcile the parties rather than pressing charges. The law permits a judge to impose a slightly higher sentence when the victim is hospitalized between 10 and 20 days. According to the law, mandatory prosecution is required only in cases where the victim is hospitalized for more than 20 days. Since victims of domestic violence may go to the hospital several times to treat their injuries with no intention of pressing formal charges, they may have no medical records to support claims of long-term abuse should they later decide to press charges or seek a divorce.
The chief of police told Human Rights Watch that “a woman in Hebron could get her eye gouged out but be too afraid of society to report the abuse.”
(...) discriminatory legislation in force in the West Bank and Gaza, described in the subsections below, does not act as a deterrent to violence, nor does it provide victims with adequate redress for the abuse they have suffered. In fact, the penal laws in particular and the way in which they have been interpreted and applied in practice have led to virtual impunity for perpetrators of violence against Palestinian women and girls.
A falta de provas é a principal justificação para que estes processos não cheguem à fase final de julgamento. E o novo Código Penal ainda vai tornar a prova mais difícil, segundo Dulce Rocha: "Com a redacção actual já é difícil ver o agressor no banco dos réus, mas no futuro será pior. A proposta de alteração refere que os maus tratos têm de ser reiterados e praticados de forma intensa", explica.
Palestinian women in violent or life-threatening marriages have two legal options available to them: pressing charges for spousal abuse or initiating a divorce on the basis of physical harm. Both require evidence of extreme violence and impose a high evidentiary burden on the victim.
Because there is no specific domestic violence legislation in the OPT [Occupied Palestinian Territories], adult victims of violence must rely on general penal provisions on assault when they seek to press charges. These laws provide little remedy to victims unless they have suffered the most extreme forms of injury. Article 33 of the Jordanian penal code (applied in the West Bank) outlines the penalties for violence based on the number of days the victim is hospitalized. As is the situation with all assault cases, if the victim requires less than 10 days of hospitalization, a judge has the authority to dismiss the case at his own discretion as a “minor offense.” In such cases, public prosecutors also try to reconcile the parties rather than pressing charges. The law permits a judge to impose a slightly higher sentence when the victim is hospitalized between 10 and 20 days. According to the law, mandatory prosecution is required only in cases where the victim is hospitalized for more than 20 days. Since victims of domestic violence may go to the hospital several times to treat their injuries with no intention of pressing formal charges, they may have no medical records to support claims of long-term abuse should they later decide to press charges or seek a divorce.
sexta-feira
quarta-feira
I'm Going To Stop Pretending That I Didn't Break Your Heart
EEls, do Album Blinking Lights and Other Revelations
terça-feira
Por razao nenhuma
Ela acordou e sentiu-se feliz. O alarme regurgitava música dos Coldplay e ela sorriu. Os olhos brincavam-lhe com os raios de sol que se surripiavam por entre as cortinas grossas. Ouviu os passos sobre si, de quem já andava a labutar os dias sempre iguais. Era mais um dia de uma série de dias, mas hoje ela sentiu-se feliz por razao nenhuma. Os olhos brincavam com o sol e ela sentia-se feliz. Por razao nenhuma. Por razao nenhuma, ela pensava, por razao nenhuma, o que significa algo, significa pela nossa razao, porque nao há razao nenhuma para nada.
P.S.: tenho a sensaçao que plagio o título do poste, mas nao sei de onde.
P.S.: tenho a sensaçao que plagio o título do poste, mas nao sei de onde.
segunda-feira
domingo
sexta-feira
It’s Not Just the War, Stupid
More fundamentally, the election appears to be a widespread rejection of the Republican Party’s performance in the past several years—in areas that include Katrina, Iraq, torture, corruption, scandals, the economy, energy, the environment and the federal budget. To bill the election as antiwar is to miss the significance of the electoral rout.
F***s, se nao se pode confiar nos media em quem e' que se pode confiar? <-- isto e' ironia, *st*p*d*.
F***s, se nao se pode confiar nos media em quem e' que se pode confiar? <-- isto e' ironia, *st*p*d*.
Consensus: science is friggin' hard
Oh random, para ti:
The National Science Foundation's annual symposium concluded Monday, with the 1,500 scientists in attendance reaching the consensus that science is hard.
"For centuries, we have embraced the pursuit of scientific knowledge as one of the noblest and worthiest of human endeavors, one leading to the enrichment of mankind both today and for future generations," said keynote speaker and NSF chairman Louis Farian. "However, a breakthrough discovery is challenging our long-held perceptions about our discipline—the discovery that science is really, really hard."
"My area of expertise is the totally impossible science of particle physics," Farian continued, "but, indeed, this newly discovered 'Law of Difficulty' holds true for all branches of science, from astronomy to molecular biology and everything in between."
The science-is-hard theorem, first posited by a team of MIT professors in 1990, was slow to gain acceptance within the science community. It gathered momentum following the 1997 publication of physicist Stephen Hawking's breakthrough paper, "Lorentz Variation And Gravitation Is Just About The Hardest Friggin' Thing In The Known Universe."
This weekend's conference, featuring symposia on how hard the Earth sciences are, how confusing medical science is, and how ridiculously un-gettable quantum physics is, represented a major step forward for the science-is-hard theorem.
"We now believe that the theorem is 99.999% likely to be true, after applying these incredibly complex statistical techniques that gave me a splitting headache," Farian said. "A theorem is like a theory, but, I don't know, it's different."
Members of the scientific establishment were quick to affirm the NSF discovery.
"To be a scientist, you have to learn all this weird stuff, like how many molecules are in a proton," University of Chicago physicist Dr. Erno Heidegger said. "While it is true that I have become an acclaimed physicist and reaped great rewards from my career, one must not lose sight of the fact that these blessings came only after studying all of this completely impossible, egghead stuff for years."
Dr. Ahmed Zewail, a Caltech chemist whose spectroscopic studies of the transition states of chemical reactions earned him the Nobel Prize in 1999, explained in layman's terms just how hard the discipline of chemistry is, using the periodic table of the elements as a model.
"Take the element of tungsten and work to memorize its place in the periodic table, its atomic symbol, its atomic number and weight, what it looks like, where it's found, and its uses to humanity, if any," Zewail said. "Now, imagine memorizing the other 100-plus elements making up the periodic table. You'd have to be, like, some kind of total brain to do that."
As hard as chemistry and other traditional sciences may be, scientists say such newer disciplines as quantum physics are even more difficult.
"Quantum physics has always been a particularly tough branch of science," UCLA physicist Dr. Hideki Watanabe said. "But in addition to being some of the smartest Einstein-y stuff around, it is undeniably a really stupid, pointless thing to study, something you could never actually use in the real world. This paradoxical dual state may one day lead to a new understanding of physics as a way to confuse and bore people."
"I guess there's cool stuff about science," Watanabe continued, "like space travel and bombs. But that stuff is so hard, it's honestly not even worth the effort."
P.S.: penso que desisti de assassinar este blogue. So' se eu simplesmente deixar de vir ver o que o resto da malta escreve. Uma despedida tao linda... {que vergonha... suspiro}
The National Science Foundation's annual symposium concluded Monday, with the 1,500 scientists in attendance reaching the consensus that science is hard.
"For centuries, we have embraced the pursuit of scientific knowledge as one of the noblest and worthiest of human endeavors, one leading to the enrichment of mankind both today and for future generations," said keynote speaker and NSF chairman Louis Farian. "However, a breakthrough discovery is challenging our long-held perceptions about our discipline—the discovery that science is really, really hard."
"My area of expertise is the totally impossible science of particle physics," Farian continued, "but, indeed, this newly discovered 'Law of Difficulty' holds true for all branches of science, from astronomy to molecular biology and everything in between."
The science-is-hard theorem, first posited by a team of MIT professors in 1990, was slow to gain acceptance within the science community. It gathered momentum following the 1997 publication of physicist Stephen Hawking's breakthrough paper, "Lorentz Variation And Gravitation Is Just About The Hardest Friggin' Thing In The Known Universe."
This weekend's conference, featuring symposia on how hard the Earth sciences are, how confusing medical science is, and how ridiculously un-gettable quantum physics is, represented a major step forward for the science-is-hard theorem.
"We now believe that the theorem is 99.999% likely to be true, after applying these incredibly complex statistical techniques that gave me a splitting headache," Farian said. "A theorem is like a theory, but, I don't know, it's different."
Members of the scientific establishment were quick to affirm the NSF discovery.
"To be a scientist, you have to learn all this weird stuff, like how many molecules are in a proton," University of Chicago physicist Dr. Erno Heidegger said. "While it is true that I have become an acclaimed physicist and reaped great rewards from my career, one must not lose sight of the fact that these blessings came only after studying all of this completely impossible, egghead stuff for years."
Dr. Ahmed Zewail, a Caltech chemist whose spectroscopic studies of the transition states of chemical reactions earned him the Nobel Prize in 1999, explained in layman's terms just how hard the discipline of chemistry is, using the periodic table of the elements as a model.
"Take the element of tungsten and work to memorize its place in the periodic table, its atomic symbol, its atomic number and weight, what it looks like, where it's found, and its uses to humanity, if any," Zewail said. "Now, imagine memorizing the other 100-plus elements making up the periodic table. You'd have to be, like, some kind of total brain to do that."
As hard as chemistry and other traditional sciences may be, scientists say such newer disciplines as quantum physics are even more difficult.
"Quantum physics has always been a particularly tough branch of science," UCLA physicist Dr. Hideki Watanabe said. "But in addition to being some of the smartest Einstein-y stuff around, it is undeniably a really stupid, pointless thing to study, something you could never actually use in the real world. This paradoxical dual state may one day lead to a new understanding of physics as a way to confuse and bore people."
"I guess there's cool stuff about science," Watanabe continued, "like space travel and bombs. But that stuff is so hard, it's honestly not even worth the effort."
P.S.: penso que desisti de assassinar este blogue. So' se eu simplesmente deixar de vir ver o que o resto da malta escreve. Uma despedida tao linda... {que vergonha... suspiro}
quarta-feira
Reabertura temporaria...
... para perguntar ao sr. Pitta qual e' o seu espanto?
O facto de em Portugal nao haver a carreira de cientista? O facto do trabalho cientifico em Portugal ser feito todo por bolseiros, sem direito a subsidio de ferias, decimo terceiro, baixa medica, subsidio de desemprego, de maternidade (para simplificar, recebe-se a seco o que se recebe e trabalha-se e mai nada) e ate' ha' poucos anos nem possibilidade de descontar para a seguranca social? Sabe quanto recebe um bolseiro? Sabe o que e' andar assim ate' se desistir de ciencia? Ou acha que oito mil pessoas a trabalhar em ciencia e' um desperdicio? E' o jogo seguinte na blogosfera? Nomear profissoes que porque nao percebemos achamos que nao prestam? E' democratico. Todos podemos entrar na ignorancia e jogar.
O facto de em Portugal nao haver a carreira de cientista? O facto do trabalho cientifico em Portugal ser feito todo por bolseiros, sem direito a subsidio de ferias, decimo terceiro, baixa medica, subsidio de desemprego, de maternidade (para simplificar, recebe-se a seco o que se recebe e trabalha-se e mai nada) e ate' ha' poucos anos nem possibilidade de descontar para a seguranca social? Sabe quanto recebe um bolseiro? Sabe o que e' andar assim ate' se desistir de ciencia? Ou acha que oito mil pessoas a trabalhar em ciencia e' um desperdicio? E' o jogo seguinte na blogosfera? Nomear profissoes que porque nao percebemos achamos que nao prestam? E' democratico. Todos podemos entrar na ignorancia e jogar.
quinta-feira
I've seen what I was - I know what I'll be
"I've Seen It All", Bjork e Thom Yorke
I've seen it all, I have seen the trees,
I've seen the willow leaves dancing in the breeze
I've seen a man killed by his best friend,
And lives that were over before they were spent.
I've seen what I was - I know what I'll be
I've seen it all - there is no more to see!
You haven't seen elephants, kings or Peru!
I'm happy to say I had better to do
What about China? Have you seen the Great Wall?
All walls are great, if the roof doesn't fall!
And the man you will marry?
The home you will share?
To be honest, I really don't care...
You've never been to Niagara Falls?
I have seen water, its water, that's all...
The Eiffel Tower, the Empire State?
My pulse was as high on my very first date!
Your grandson's hand as he plays with your hair?
To be honest, I really don't care...
I've seen it all, I've seen the dark
I've seen the brightness in one little spark.
I've seen what I chose and I've seen what I need,
And that is enough, to want more would be greed.
I've seen what I was and I know what I'll be
I've seen it all - there is no more to see!
You've seen it all and all you have seen
You can always review on your own little screen
The light and the dark, the big and the small
Just keep in mind - you need no more at all
You've seen what you were and know what you'll be
You've seen it all - there is no more to see!
Iraque: 655 000
Uma equipa de epidemiologistas americanos e iraquianos estimou que, desde que as forças de coalição invadiram o Iraque, morreram mais 655 mil pessoas do que se a invasão não tivesse ocorrido. Destas, 601 mil pessoas morreram de causas violentas.
Esta estimativa foi feita com base num inquérito feito por oito médicos iraquianos. Eles visitaram 1849 casas seleccionadas ao acaso, que tinham um agregado familiar de, em média, sete membros. Das 629 mortes reportadas durante o inquérito, 87% aconteceram depois da invasão. 56% das mortes violentas deveram-se a ferimentos provocados por tiros, 14% devido a bombas em carros e outras explosões. Das mortes violentas ocorridas depois da invasão, 31% foram causadas por forças de coalição ou ataques aéreos.
Fonte da informação neste poste: Study Claims Iraq's 'Excess' Death Toll Has Reached 655,000, Washington Post.
Esta estimativa foi feita com base num inquérito feito por oito médicos iraquianos. Eles visitaram 1849 casas seleccionadas ao acaso, que tinham um agregado familiar de, em média, sete membros. Das 629 mortes reportadas durante o inquérito, 87% aconteceram depois da invasão. 56% das mortes violentas deveram-se a ferimentos provocados por tiros, 14% devido a bombas em carros e outras explosões. Das mortes violentas ocorridas depois da invasão, 31% foram causadas por forças de coalição ou ataques aéreos.
Fonte da informação neste poste: Study Claims Iraq's 'Excess' Death Toll Has Reached 655,000, Washington Post.
terça-feira
Pena de morte em Portugal
Portugal foi o país pioneiro na abolição da pena de morte. A última execução por crimes civis foi praticada em 1846 em Lagos.
Seis anos depois, durante o reinado de D.Maria II, a pena de morte foi abolida para os crimes políticos.
Em 1863 foi apresentada em debate parlamentar uma proposta que defendia a abolição da pena de morte, a extinção do ofício de carrasco, assim como a extinção da verba inscrita no Orçamento de Estado de 49,200 reis para o executor.
Quatro anos depois desta proposta ter sido apresentada, a pena de morte foi abolida para todos os tipos de crimes, com excepção dos militares, mas em 1 911 também estas ficam abrangidos pela abolição.
Contudo, em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, a pena de morte foi readmitida e só voltou a ser abolida definitivamente para todos crimes em 1976, há 30 anos.
Não sabia do último paragrafo. Estou um pouco combalida. Estão a imaginar os carrascos a fazer manifestacoes em 1863? Aniquilacao de toda uma classe profissional! Com tanto material para um filme...
Seis anos depois, durante o reinado de D.Maria II, a pena de morte foi abolida para os crimes políticos.
Em 1863 foi apresentada em debate parlamentar uma proposta que defendia a abolição da pena de morte, a extinção do ofício de carrasco, assim como a extinção da verba inscrita no Orçamento de Estado de 49,200 reis para o executor.
Quatro anos depois desta proposta ter sido apresentada, a pena de morte foi abolida para todos os tipos de crimes, com excepção dos militares, mas em 1 911 também estas ficam abrangidos pela abolição.
Contudo, em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, a pena de morte foi readmitida e só voltou a ser abolida definitivamente para todos crimes em 1976, há 30 anos.
Não sabia do último paragrafo. Estou um pouco combalida. Estão a imaginar os carrascos a fazer manifestacoes em 1863? Aniquilacao de toda uma classe profissional! Com tanto material para um filme...
Censura
The French Embassy on Monday canceled a New York party for a book about Vichy France's collaboration with Nazi Germany because of the author's postscript that says Israel has oppressed Palestinians. (...)
"The French Cultural Attache read it and he was incredibly complimentary," said Callil, who was born in Australia and moved to London where she founded feminist publisher Virago Press and ran publisher Chatto i Windus.
But Callil said Tuesday's party was canceled after "a series of letters from various Jewish fundamentalists complaining. They take a view that that no one can say anything about Jews that is not 100 percent complimentary." She did not identify the letter writers by name. (...)
“A razão da decisão foi, simplesmente, para não chocar a população do bairro de Whitechapel, a maioria muçulmana”, explicou.(...)
Entre as obras de Bellmer (1902-1975), figuram bonecas de jovens raparigas nuas, em poses degeneradas, em protesto contra os ideais da raça ariana promovidos pelos nazis. (...)
"The French Cultural Attache read it and he was incredibly complimentary," said Callil, who was born in Australia and moved to London where she founded feminist publisher Virago Press and ran publisher Chatto i Windus.
But Callil said Tuesday's party was canceled after "a series of letters from various Jewish fundamentalists complaining. They take a view that that no one can say anything about Jews that is not 100 percent complimentary." She did not identify the letter writers by name. (...)
“A razão da decisão foi, simplesmente, para não chocar a população do bairro de Whitechapel, a maioria muçulmana”, explicou.(...)
Entre as obras de Bellmer (1902-1975), figuram bonecas de jovens raparigas nuas, em poses degeneradas, em protesto contra os ideais da raça ariana promovidos pelos nazis. (...)
segunda-feira
domingo
Cadernos-estafeta
Cadernos a passar de mão-em-mão.
Cada um a adicionar
pensamentos
sentimentos
imagens
garatujens
depressões
ilusões
presunções
digitais impressões
esperanças
andanças
olhares ao longe.
Cada um a adicionar
pensamentos
sentimentos
imagens
garatujens
depressões
ilusões
presunções
digitais impressões
esperanças
andanças
olhares ao longe.
A tristeza
Lembro-me daquela tarde encostada à janela da varanda a ver a chuva nas folhas e a ouvir dido. As poças de água acumulavam-se nos vasos gigantescos e eu enrolada em lençois caminhava pelos corredores sentindo-me sem essência. A tristeza ela própria parecia sem essência, como se estivesse entretecida em mim. Nada de desespero, só a tristeza e nem passado nem futuro, mas só a luz cinzenta de um dia de Outono em que eu não percebia como era possível sobreviver assim, sem qualquer vontade de viver. Contudo, o prosaico de eu ir mudando os CDs na aparelhagem, enchendo a casa de passos de música e silêncio, que eu executava sem sossego, demonstravam que eu não estava morta, eu era morta. A minha sobrevivência é a colecção da vida por entre a morte.
sábado
Oh, je sombre
Fleur de Saison de Emilie Simon
Album: Végétal
Dès les premières luers
Je sombre
Il me paraît bien loin l'été
Je ne l'ai pas oublié
Mais j'ai perdu la raison
Et le temps peut bien s'arrêter
Peut bien me confisquer
Toute notion des saisons
Dès les premières lueurs d'octobre
En tout bien tout honneur
Je sombre
Je sens comme un odeur de lys
Mes muscles se raidissent
Et j'attends la floraison
Mais qu'a-t-il pu bien arriver
Entre septembre et mai
j'en ai oublié mon nom
Dès les premières lueurs d'octobre
en tout bien tout honneur
Je sombre
Oh le temps a tourné je compte les pousses
des autres fleurs de saison
Je ne sortirai pas encore de la mousse,
pas plus qu'une autre fleur de saison
Il me paraît bien loin l'été
Mes feuilles desséchées
Ne font plus la connexion
Mais qu'a-t-il pu bien arriver
Entre septembre et mai
Je ne fais plus la distinction
Dès les premières lueurs d'octobre
En tout bien tout honneur
Je sombre
Oh le temps a tourné je compte les pousses
des autres fleurs de saison
Je ne sortirai pas encore de la mousse,
pas plus qu'une autre fleur de saison.
sexta-feira
Continuidade
Não peçam a um assistente social que defina dignidade.
Não peçam a uma psicóloga que defina sanidade.
Não peçam a um construtor civil que defina verticalidade.
Não peçam a uma psicóloga que defina sanidade.
Não peçam a um construtor civil que defina verticalidade.
quinta-feira
O ferreiro sabe que sabe que o espeto é pra espetar
Não peçam a um advogado que defina justiça.
Não peçam a uma pintora que defina arte.
Não peçam a um padre que defina santidade.
Não peçam a uma modelo que defina beleza.
Não peçam a um coveiro que defina morte.
Não peçam a um cientista que defina ciência.
Não peçam a uma pintora que defina arte.
Não peçam a um padre que defina santidade.
Não peçam a uma modelo que defina beleza.
Não peçam a um coveiro que defina morte.
Não peçam a um cientista que defina ciência.
quarta-feira
Como se seringa em África
Injection, um documentário sobre a reutilização de seringas em África, com o inevitável encontro com os calamitosos cuidados de saúde. Incluindo baixas colaterais: a situação aflitiva dos Seis de Tripoli! Lembram-se daquele meu poste copiado da Nature: Libia: 5 enfermeiras bulgaras e um medico palestiniano em risco de irem desta pra melhor?Será que a blogosfera poderá acordar para os Seis de Tripoli? Um apanhado. Na lusosfera: o brazuca Yuri há 53 dias e a Ana Gomes há um ano (de tangente na crítica ao Sócrates e confundindo a nacionalidade do médico, mas a mostrar as cumplicidades escusadas da nossa governância).
terça-feira
aLembra Portugal
As pessoas acham piada quando digo isto, mas e' verdade. Vinda de Hamburgo para esta terrinha dos EUA, ha' coisas que alembram-me Portugal. Em que?
A extrema dependencia do carro, uma literal extensao das pessoas, nem que se viva a 10 minutos a pe' do trabalho, numa cidade plana e com um sol radioso la' fora. Um desperdicio.
No supermercado, pela variedade estonteante de artigos e a quantidade absurda de sacos de plastico que nos dao no fim, com o pormenor hilariante da recusa de colocar um sabonete no mesmo saco da manteiga, ou o pao com os pensos higienicos. E' a contaminacao funcional!
O "How're you!" sem significado, atirado em corrida ao qual e' suposto re-atirar "Fine" e vem-me a acotovelar-se 'a presenca da consciencia os inumeros "Tudo bem?" que tive de engolir irritada em Portugal. "Bom dia", digam simplesmente "Bom dia".
A extrema dependencia do carro, uma literal extensao das pessoas, nem que se viva a 10 minutos a pe' do trabalho, numa cidade plana e com um sol radioso la' fora. Um desperdicio.
No supermercado, pela variedade estonteante de artigos e a quantidade absurda de sacos de plastico que nos dao no fim, com o pormenor hilariante da recusa de colocar um sabonete no mesmo saco da manteiga, ou o pao com os pensos higienicos. E' a contaminacao funcional!
O "How're you!" sem significado, atirado em corrida ao qual e' suposto re-atirar "Fine" e vem-me a acotovelar-se 'a presenca da consciencia os inumeros "Tudo bem?" que tive de engolir irritada em Portugal. "Bom dia", digam simplesmente "Bom dia".
Indulgenciar
Informacoes aleatorias sobre mim:
1. Custa-me a apaixonar e a desapaixonar
2. Custa-me a adormecer e a acordar
3. Geralmente gosto de pessoas
4. Sou temperalmente como a lua
5. Detesto o uso desnecessario de estrangeirismos
6. O meu vicio e' procrastinar
ProntoS.
Custou, mas consegui. Indulgenciei-te, Joao.
Eu nao vou etiquetar ninguem, porque me aborrece que os outros me contem coisas sobre eles. Gosto de ser eu a descobrir.
1. Custa-me a apaixonar e a desapaixonar
2. Custa-me a adormecer e a acordar
3. Geralmente gosto de pessoas
4. Sou temperalmente como a lua
5. Detesto o uso desnecessario de estrangeirismos
6. O meu vicio e' procrastinar
ProntoS.
Custou, mas consegui. Indulgenciei-te, Joao.
Eu nao vou etiquetar ninguem, porque me aborrece que os outros me contem coisas sobre eles. Gosto de ser eu a descobrir.
segunda-feira
Mathematical Surfaces
Clicar para aumentar.To most of us, a surface is something we can touch and attribute a shape to--the spherical surface of a ball or the toroidal surface of a doughnut. But there are innumerable surfaces that we cannot touch, or see, or even know of, because they are representations of mathematical functions. Mathematicians have long relied on their own powers of imagination to picture these abstract surfaces. Now, mathematicians such as Richard Palais of the University of California, Irvine, and graphic artists such as Luc Benard are exploiting the magic of computer graphics to recreate these abstract mathematical surfaces in familiar yet intriguing settings.
This illustration presents five well-known mathematical surfaces, rendered as glass objects in a highly realistic "Still Life." To create their chosen surfaces, Benard relied on the computer program 3D-XplorMath, developed by Palais for visualizing many of the most famous mathematical surfaces. He then exported these surfaces into a 3D-rendering program, using it to give the objects a glassy texture and place them on a virtual glass-covered wooden tabletop.
ILLUSTRATION: FIRST PLACE
Still Life: Five Glass Surfaces on a Tabletop
Richard Palais* and Luc Benard
*University of California, Irvine, USA
Muito mais, varios instrumentos e formas de visualizacao que permitem compreender melhor o que se aprendeu: a pintura da Mona Lisa, o uso do Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci para o estudo da anatomia humana, visualizacao das maiores montanhas do mundo no Hawaii, etc. aqui-> 2006 Visualization Challenge Winners
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