quarta-feira

O peixe-miúdo da ciencia é muito miúdinho

Há situaçoes na lei alema, em que apesar de nao se fazer descontos para a segurança social, o tempo é contado para definir o momento em que uma pessoa se pode reformar. Assim, na Alemanha, o tempo passado numa prisao conta, mas o tempo passado com uma bolsa, nao. Isto vai sem expletivos. A minha indignaçao está muda.

4 comentários:

Helena disse...

Será que ainda vais ler este comentário?
Bem, cá vai a resposta näo séria: um gajo que está na cadeia, está impedido de trabalhar; um gajo que tem uma bolsa, só näo trabalha porque näo quer...
;-)
Será que consideram isso como tempo de formacäo?
Há muita gente na Alemanha que vive vários anos como bolseiro, ou arranjam rapidamente um emprego estável na universidade?

abrunho disse...

Eu diria que um gajo que está na cadeia, está lá por uma razao, que implica um maleficio para a sociedade, a mesma sociedade que lhe dá um beneficio que só deveria ser dado a alguém que no tempo em discussao beneficiou essa mesma sociedade. Se o prisioneiro trabalhou na cadeia, entao penso que merece que lhe contem esse tempo, mas mesmo assim, com reservas. Afinal, houve algum crime ou estamos a discutir pessoas que vao erroneamente para a prisao?
Eu usei duas realidades comparativas: numa alguém produz, nao cometeu qualquer acto contra a sociedade e nao recebe um beneficio que comparativamente deveria receber, em termos morais e de input economico.
Quanto ás bolsas, digamos que tem originado injusticas. Em Portugal, há pessoas com bolsas que nao estao em formacao, pelo que as bolsas sao formas baratas de ter trabalhadores sem regalias sociais. Na Alemanha, há bolseiros e contratados a fazer a mesma formacao. O mais sintomatico é quando os bolseiros sao os estrangeiros e os contratados sao os alemaes.

Helena disse...

A ver se nos entendemos: eu estava a brincar com aquela do prisioneiro.

E concordo, obviamente, que há situações muito injustas na vida dos bolseiros.

Mas, em termos da pura burocracia alemã: os bolseiros estrangeiros não recebem reforma na Alemanha, ou recebem? Residem na Alemanha em situação provisória, não é?
Quer dizer: o problema não é contarem o tempo da bolsa como tempo de trabalho ou não. O problema é mascararem uma coisa com o nome de outra.
Quanto tempo é suposto ficares na Alemanha a fazer um trabalho que devia ter um contrato normal?
E quantos alemães conheces que se sujeitam a ficar anos a viver da bolsa?

Um outro problema: porque é que os países mais pobres pagam bolsas a investigadores que vão trabalhar de graça nos países mais ricos? Pior: os países ricos têm oportunidade de ver quem é realmente bom, e convidá-lo para ficar para sempre a trabalhar lá.
Não percebo nada dessas lógicas.

abrunho disse...

A ultima parte do meu comentario foi resposta 'a formacao. Concordo contigo.

Presumo que nos paises pobres esperem que as pessoas retornem aos paises de origem. Mas ninguem as pode obrigar. Alem disso, ha' bolsas dos paises ricos abertas a nivel internacional. A logica e' de quem poe o dinheiro e as condicoes para montar centros de pesquisa, que por sua vez tornam-se magnetes de cerebros. Ha' muita gente da Alemanha a emigrar para os EUA. Isto obedece 'a lei da oferta e da procura.