Meu Deus! Ele vai tornar-se alcoólico!, ouço gemer as duas velhinhas simpáticas que lêem este blogue e prefeririam que eu rezasse a algum santinho até que a irritação passasse e a dor se transformasse em prazer mórbido, como tantas vezes lhes acontece a elas quando tratam do buço. Mas não é em bebedeiras que eu estou a pensar, afinal sempre preciso de trabalhar daqui a pouco.
Parece que a vampira alemã escreve weltliteratur, que é traduzido em miúdos, todas aquelas histórias que emociona pseudo-intelectuais do mundo inteiro. Eu só gosto de cómicorealismo, que é traduzido em miúdos, pegar na vida e transformá-la num riso, se não no bom gosto de um sorriso. De resto, quero que vão todos para o caraças, incluindo o Roman Polanski, que vive numa cadeia perto de mim.
P.S.: Já agora, relativamente ao prémio nobel da paz, congratulo-me que o deêm a um gajo que não fez a guerra antes de tentar a paz. Este pelo menos não fez ainda nada, para lá de ser uma paixonite para adultos. Mas ó pra mim, eu tenho o potencial para ganhar um nóbel. Ó PRA MIM! Eu faço umas merdas na ciência! Alô ALÔ!
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quinta-feira
Os homossexuais deviam ganhar o prémio nobel da paz

Lembram-se desta fotografia? Ou da história, daquelas histórias que se pensa só podem ser inventadas por bons comediantes. Mas não, foi verdade, passou-se. Cabeças vindas de três religiões monoteístas juntaram-se todos em Jerusalém em 2005 para se pronunciarem contra a procissão flamejante que os homossexuais planeavam na cidade. Depois levantaram-se, cumprimentaram-se e desapareceram nas suas igrejas, templos, mesquitas e sinagogas para continuarem o discurso da desunião. Mas naquele momento histórico, os homossexuais uniram o que deus nunca uniu.
Continuando, que a minha vida meteu-se de permeio a este poste.
O que aconteceu foi um milagre. Um milagre sao fenómenos raros e incríveis. Era de toda a justiça que os homossexuais fossem honrados com ouro e mirra, que as medalhas olímpicas de ouro todas desde o início dos tempos lhes fossem dadas, mais o Mónaco e Andorra e títulos de sir expeddidos da Inglaterra. Mas quando dao a oportunidade a este pessoal de se pronunciar o que é que eles pedem: queremos casar pelo cívil e queremos criar crianças. O que? Como? Diga lá outra vez. Estao doidos? Uma pessoa começa a pensar que haverá algo mais que nos escapou e começamos a olhar para o namorado e os putos ranhosos na mesa do lado na esplanada com outros olhos. Mas nao. Por mais que se olhe, a ideia de pensar em fazer um contrato duradouro com o namorado começa a tornar o namorado muito pouco atrativo e depois de uma tarde a tentar ter uma conversa com uma amiga enquanto servimos de paraquedas ás suas crias, chega-se a casa derreado e pensa-se: aquele pessoal é doido! Mas no computo final é simplesmente a roda da história no seu movimento lento: pessoal que faz milagres é doido e passa muitos maus bocados ás maos das figuras governantes. Mas já acabamos com a cruz, certo?
terça-feira
Na Alemanha queima-se Guenter Grass
Holding hands
Skipping like a stone
On our way
To see what we have done
The first to speak
Is the first to lie
The children cross
Their hearts & hope to die
Bite your tongue
Swear to keep your mouth shut
Ask yourself
Will i burn in Hell?
Then write it down
& cast it in the well
There they are
The mob it cries for blood
To twist the tale
Into fire wood
Fan the flames
With a little lie
Then turn your cheek
Until the fire dies
The skin it peels
Like the truth, away
What it was
I will never say...
Bite your tongue, swear to keep
Keep your mouth shut
Make up something
Make up something good...
Holding hands
Skipping like a stone
Burn the witch
Burn to ash & bone
Burn the witch
Burn to ash & bone
Burn the witch
Burn to ash & bone
quinta-feira
Plano Nacional de Leitura
Eu desconfio que este seja um daqueles documentos com frases falhas de sentido prático, idealismos insuportáveis em quem governa e tem de definir prioridades, que tem de ser responsável na gestão de dinheiros públicos com eficiência.
Em vez de mirabolismos pirotécnicos de boas intenções eu gostava de saber algo muito simples, muito básico: as escolas têm livros? As escolas têm bibliotecas que os professores possam usar para estimular a leitura? Ou que um espírito mais curioso possa explorar? Como querem que as pessoas leiam, se os únicos livros que folhearam na sua vida têm títulos como: Bíblia, Salmos, Geografia, Língua Portuguesa, Lista telefónica, etc. As revistas e jornais chamam-se: Bola, Record, O Almanaque, a Maria, a Helena e a Vanessa?
Eu sei que agora com os hipermercados e os centros comerciais a situação melhorou. As pessoas vêem lojas que, maravilha das maravilhas, só vendem livros! Os hipermercados vendem livros em conta. As pessoas não lêem obras-primas da literatura, mas começaram a ler. O que é fantástico. Só que claro os intelectuais já se queixam que se lê porcaria. E o que é que os intelectuais fazem? Aceitam pertencer a uma comissão para o incentivo à literatura quando não acreditam minimamente no que estão a fazer. Dizendo algo assim:
Com intelectuais destes pode-se fazer um bom gaspacho. Neste ponto eu nem coloco em questão o que o José Saramago diz (acho que há mais disparate que acerto), mas a inconsequência e até irresponsabilidade de pensar assim e pertencer à comissão!
Usem o dinheiro para equipar escolas com livros. O meu liceu não tinha uma biblioteca! Bem, a minha cidade não tinha uma biblioteca. Bem, a minha cidade não tinha uma livraria! Acontece que existiam livros em minha casa. Foi a minha sorte na vida. Há casas sem livros e o outro local em que se pode descobrir o livro é na escola. Que os livros não estão só cheios de coisas para estudar e exercícios. Nem todos hão-de ter a paixão da leitura, mas não é preciso estarmos todos apaixonados. Muitos verão o livro como algo normal na sua vida e alguns poderão detestar ler. Eu penso que muitas pessoas não lêem porque nunca se habituaram a ver no livro algo mais que um compêndio.
Eu às vezes perco a esperança com estas elites alienadas. As que dizem que lêem (clássicos, obviamente) e as que dizem que governam.
P.S.: Podia-se pôr a comissão a fazer a revisão ortográfica dos jornais e revistas mais lidos. Para lhe dar uma verdadeira utilidade. Ah, pôr multas aos textozinhos que passam em rodapé na televisão. 10 Euros o erro. Ao fim de um mês dava para comprar uma data de livros. Livro a livro enche a biblioteca o papo. Este tipo de angariação de dinheiro para livros é ridículo? Ainda que fosse ridículo, provavelmente o meu plano teria mais hipóteses de efeitos práticos do que o proposto. Gato escaldado de água fria tem medo, ou seja, já tenho anos suficientes para não acreditar em planos baseados em boas intenções e coadjuvado por intelectuais.
Actualização:
Ora muito bem, assim por atacado parece que vão:
1) fazer publicidade
2) fazer promoções (não os saldos)
3) fazer formação
4) fazer um sítio da internet para ensinar os professores, os bibliotecários, educadores, mediadores, animadores e eventuais voluntários a publicitar, a promover e a formar.
No meio disto, presumo, andarão livros reais, com páginas, frases e letras. Se calhar a fase de equipar as escolas de livros já passou. Afinal, eu saí do liceu há treze anos. Mas duvido...
Já estou a imaginar o Figo de oculinhos, com um livro na mão e a dizer ao maralhal que ler faz bem aos ossos. E a Catarina Furtado de lábios rechonchudinhos a declamar um poeminha da Sophia de Mello Breyner Andersen entre a telenovela das 5 e das 6. Quantos livros se compram pelo preço de um spot de publicidade?
Ah, vão apoiar blogues sobre livros e leitura. Será que se eu me candidatar me pagam alguma coisinha? Há uns livros na minha lista que eu queria comprar. Eu comprava e depois publicitava aqui. Não sei se os iliteratos lêem o meu blogue, mas eu de certeza ficava a ganhar. Pelo menos eu, em vez de ser só os gandulas das agências de publicidade. Escrevi gandula porque acho que é uma palavra pouco utilizada para denegrir e quero começar a educar o povo iliterato que anda pelos blogues. A palavra de hoje é gandula. Querido iliterato, quando não se sabe o que uma palavra significa vai-se a um livro chamado dicionário. Como estamos na internet, eu dou-te a ligação a um dicionário on-line. Internet e on-line são palavras em inglês. Dou-te também a ligação para um dicionário de inglês. Não sabendo inglês és um analfabeto on-line e esse é outro programa. Este é só para iliteratos. Que segundo percebi, não percebem o que lêem, portanto não deves estar a perceber nada e já te bazaste. Vou fazer o mesmo.
P.S.: Acho até uma injustiça irónica que os senhores da publicidade e da informática fiquem a ganhar com isto. Essas duas tribos que escrevem textos que nem são português nem inglês. Deviam ser flagelados no Terreiro do Paço quando escrevem para pessoas de bem como eu. Esses selvagens fazem-me sentir uma iliterata, só que eu sei que a culpa não é minha. Há também iliteracia de expressão. Selvagens!
Actualização 2:
No "A Razão das Coisas", a experiência de outros nobres Planos Nacionais de Leitura.
Em vez de mirabolismos pirotécnicos de boas intenções eu gostava de saber algo muito simples, muito básico: as escolas têm livros? As escolas têm bibliotecas que os professores possam usar para estimular a leitura? Ou que um espírito mais curioso possa explorar? Como querem que as pessoas leiam, se os únicos livros que folhearam na sua vida têm títulos como: Bíblia, Salmos, Geografia, Língua Portuguesa, Lista telefónica, etc. As revistas e jornais chamam-se: Bola, Record, O Almanaque, a Maria, a Helena e a Vanessa?
Eu sei que agora com os hipermercados e os centros comerciais a situação melhorou. As pessoas vêem lojas que, maravilha das maravilhas, só vendem livros! Os hipermercados vendem livros em conta. As pessoas não lêem obras-primas da literatura, mas começaram a ler. O que é fantástico. Só que claro os intelectuais já se queixam que se lê porcaria. E o que é que os intelectuais fazem? Aceitam pertencer a uma comissão para o incentivo à literatura quando não acreditam minimamente no que estão a fazer. Dizendo algo assim:
"Não vale a pena o voluntarismo, é inútil, ler sempre foi e sempre será coisa de uma minoria. Não vamos exigir a todo o mundo a paixão pela leitura", afirmou, caracterizando o facto de pertencer à comissão de honra do plano como "uma fatalidade, como as bexigas", decorrente do seu estatuto como vencedor do prémio Nobel.
Com intelectuais destes pode-se fazer um bom gaspacho. Neste ponto eu nem coloco em questão o que o José Saramago diz (acho que há mais disparate que acerto), mas a inconsequência e até irresponsabilidade de pensar assim e pertencer à comissão!
Usem o dinheiro para equipar escolas com livros. O meu liceu não tinha uma biblioteca! Bem, a minha cidade não tinha uma biblioteca. Bem, a minha cidade não tinha uma livraria! Acontece que existiam livros em minha casa. Foi a minha sorte na vida. Há casas sem livros e o outro local em que se pode descobrir o livro é na escola. Que os livros não estão só cheios de coisas para estudar e exercícios. Nem todos hão-de ter a paixão da leitura, mas não é preciso estarmos todos apaixonados. Muitos verão o livro como algo normal na sua vida e alguns poderão detestar ler. Eu penso que muitas pessoas não lêem porque nunca se habituaram a ver no livro algo mais que um compêndio.
Eu às vezes perco a esperança com estas elites alienadas. As que dizem que lêem (clássicos, obviamente) e as que dizem que governam.
P.S.: Podia-se pôr a comissão a fazer a revisão ortográfica dos jornais e revistas mais lidos. Para lhe dar uma verdadeira utilidade. Ah, pôr multas aos textozinhos que passam em rodapé na televisão. 10 Euros o erro. Ao fim de um mês dava para comprar uma data de livros. Livro a livro enche a biblioteca o papo. Este tipo de angariação de dinheiro para livros é ridículo? Ainda que fosse ridículo, provavelmente o meu plano teria mais hipóteses de efeitos práticos do que o proposto. Gato escaldado de água fria tem medo, ou seja, já tenho anos suficientes para não acreditar em planos baseados em boas intenções e coadjuvado por intelectuais.
Actualização:
Ora muito bem, assim por atacado parece que vão:
1) fazer publicidade
2) fazer promoções (não os saldos)
3) fazer formação
4) fazer um sítio da internet para ensinar os professores, os bibliotecários, educadores, mediadores, animadores e eventuais voluntários a publicitar, a promover e a formar.
No meio disto, presumo, andarão livros reais, com páginas, frases e letras. Se calhar a fase de equipar as escolas de livros já passou. Afinal, eu saí do liceu há treze anos. Mas duvido...
Já estou a imaginar o Figo de oculinhos, com um livro na mão e a dizer ao maralhal que ler faz bem aos ossos. E a Catarina Furtado de lábios rechonchudinhos a declamar um poeminha da Sophia de Mello Breyner Andersen entre a telenovela das 5 e das 6. Quantos livros se compram pelo preço de um spot de publicidade?
Ah, vão apoiar blogues sobre livros e leitura. Será que se eu me candidatar me pagam alguma coisinha? Há uns livros na minha lista que eu queria comprar. Eu comprava e depois publicitava aqui. Não sei se os iliteratos lêem o meu blogue, mas eu de certeza ficava a ganhar. Pelo menos eu, em vez de ser só os gandulas das agências de publicidade. Escrevi gandula porque acho que é uma palavra pouco utilizada para denegrir e quero começar a educar o povo iliterato que anda pelos blogues. A palavra de hoje é gandula. Querido iliterato, quando não se sabe o que uma palavra significa vai-se a um livro chamado dicionário. Como estamos na internet, eu dou-te a ligação a um dicionário on-line. Internet e on-line são palavras em inglês. Dou-te também a ligação para um dicionário de inglês. Não sabendo inglês és um analfabeto on-line e esse é outro programa. Este é só para iliteratos. Que segundo percebi, não percebem o que lêem, portanto não deves estar a perceber nada e já te bazaste. Vou fazer o mesmo.
P.S.: Acho até uma injustiça irónica que os senhores da publicidade e da informática fiquem a ganhar com isto. Essas duas tribos que escrevem textos que nem são português nem inglês. Deviam ser flagelados no Terreiro do Paço quando escrevem para pessoas de bem como eu. Esses selvagens fazem-me sentir uma iliterata, só que eu sei que a culpa não é minha. Há também iliteracia de expressão. Selvagens!
Actualização 2:
No "A Razão das Coisas", a experiência de outros nobres Planos Nacionais de Leitura.
Um revolucionário das estrelas

Não sei bem se esta ligação a um texto sobre Subrahmanyan Chandrasekhar (Chandra para os amigos) está disponível para quem não tem a assinatura da Nature. Um dos mais brilhantes astrónomos, calculou a massa crítica de uma estrela que separa uma morte calma de uma morte aparatosa. Massa crítica essa ligeiramente superior à da estrela que nos ilumina. Isto no início da sua carreira, que lhe rendeu o nobel quando ele já ia nos seus oitentas. Entre a descoberta e a recompensa
"He worked in each of six fields in turn: in his third decade, he worked on the structure of dying stars; in his fourth on the transport of radiation through stellar atmospheres; in his fifth on instabilities of fluid motions; in his sixth on Einstein's general theory of relativity; in his seventh on the theory of black holes; and in his eighth on a detailed historical study of Newton's Principia Mathematica."
P.S.: Ele rejuntou-se ao pó das estrelas faz uma década. A bem da poesia, presumo que tenha ido feliz.
sábado
A arte e a política (há um século)
Este é o caminho que os Homens Brancos percorrem
Quando vão limpar um território -
Ferro sob os pés e a vinha sobre a cabeça
E o abismo em cada mão.
Já trilhámos este caminho - húmido e ventoso -
Tendo por guia a nossa estrela escolhida.
Oh, que bom para o mundo quando os Homens Brancos trilham
O grande caminho lado a lado!
Rudyard Kipling, Verse
Rudyard Kipling foi considerado o poeta do Império Britânico. Ganhou o prémio nobel da literatura em 1907.
Quando vão limpar um território -
Ferro sob os pés e a vinha sobre a cabeça
E o abismo em cada mão.
Já trilhámos este caminho - húmido e ventoso -
Tendo por guia a nossa estrela escolhida.
Oh, que bom para o mundo quando os Homens Brancos trilham
O grande caminho lado a lado!
Rudyard Kipling, Verse
Rudyard Kipling foi considerado o poeta do Império Britânico. Ganhou o prémio nobel da literatura em 1907.
Discurso de Harold Pinter... (Actualização)
... para a cerimónia da entrega do Nobel da Literatura: Arte, Verdade e Política Actualização -> Versão em português!
Excertos:
In 1958 I wrote the following:
'There are no hard distinctions between what is real and what is unreal, nor between what is true and what is false. A thing is not necessarily either true or false; it can be both true and false.'
I believe that these assertions still make sense and do still apply to the exploration of reality through art. So as a writer I stand by them but as a citizen I cannot. As a citizen I must ask: What is true? What is false?
Truth in drama is forever elusive. You never quite find it but the search for it is compulsive. The search is clearly what drives the endeavour. The search is your task.
(...)
So language in art remains a highly ambiguous transaction, a quicksand, a trampoline, a frozen pool which might give way under you, the author, at any time.
But as I have said, the search for the truth can never stop. It cannot be adjourned, it cannot be postponed. It has to be faced, right there, on the spot.
(...)
Political language, as used by politicians, does not venture into any of this territory since the majority of politicians, on the evidence available to us, are interested not in truth but in power and in the maintenance of that power.
(...)
Look at Guantanamo Bay. Hundreds of people detained without charge for over three years, with no legal representation or due process, technically detained forever. This totally illegitimate structure is maintained in defiance of the Geneva Convention. It is not only tolerated but hardly thought about by what's called the 'international community'. This criminal outrage is being committed by a country, which declares itself to be 'the leader of the free world'. Do we think about the inhabitants of Guantanamo Bay? What does the media say about them? They pop up occasionally – a small item on page six. They have been consigned to a no man's land from which indeed they may never return.
(...)
Early in the invasion [of Iraq] there was a photograph published on the front page of British newspapers of Tony Blair kissing the cheek of a little Iraqi boy. 'A grateful child,' said the caption. A few days later there was a story and photograph, on an inside page, of another four-year-old boy with no arms. His family had been blown up by a missile. He was the only survivor. 'When do I get my arms back?' he asked. The story was dropped. Well, Tony Blair wasn't holding him in his arms, nor the body of any other mutilated child, nor the body of any bloody corpse. Blood is dirty. It dirties your shirt and tie when you're making a sincere speech on television.
(...)
I know that President Bush has many extremely competent speech writers but I would like to volunteer for the job myself. I propose the following short address which he can make on television to the nation. I see him grave, hair carefully combed, serious, winning, sincere, often beguiling, sometimes employing a wry smile, curiously attractive, a man's man.
'God is good. God is great. God is good. My God is good. Bin Laden's God is bad. His is a bad God. Saddam's God was bad, except he didn't have one. He was a barbarian. We are not barbarians. We don't chop people's heads off. We believe in freedom. So does God. I am not a barbarian. I am the democratically elected leader of a freedom-loving democracy. We are a compassionate society. We give compassionate electrocution and compassionate lethal injection. We are a great nation. I am not a dictator. He is. I am not a barbarian. He is. And he is. They all are. I possess moral authority. You see this fist? This is my moral authority. And don't you forget it.'
(...)
When we look into a mirror we think the image that confronts us is accurate. But move a millimetre and the image changes. We are actually looking at a never-ending range of reflections. But sometimes a writer has to smash the mirror – for it is on the other side of that mirror that the truth stares at us.
I believe that despite the enormous odds which exist, unflinching, unswerving, fierce intellectual determination, as citizens, to define the real truth of our lives and our societies is a crucial obligation which devolves upon us all. It is in fact mandatory.
If such a determination is not embodied in our political vision we have no hope of restoring what is so nearly lost to us – the dignity of man.
Excertos:
In 1958 I wrote the following:
'There are no hard distinctions between what is real and what is unreal, nor between what is true and what is false. A thing is not necessarily either true or false; it can be both true and false.'
I believe that these assertions still make sense and do still apply to the exploration of reality through art. So as a writer I stand by them but as a citizen I cannot. As a citizen I must ask: What is true? What is false?
Truth in drama is forever elusive. You never quite find it but the search for it is compulsive. The search is clearly what drives the endeavour. The search is your task.
(...)
So language in art remains a highly ambiguous transaction, a quicksand, a trampoline, a frozen pool which might give way under you, the author, at any time.
But as I have said, the search for the truth can never stop. It cannot be adjourned, it cannot be postponed. It has to be faced, right there, on the spot.
(...)
Political language, as used by politicians, does not venture into any of this territory since the majority of politicians, on the evidence available to us, are interested not in truth but in power and in the maintenance of that power.
(...)
Look at Guantanamo Bay. Hundreds of people detained without charge for over three years, with no legal representation or due process, technically detained forever. This totally illegitimate structure is maintained in defiance of the Geneva Convention. It is not only tolerated but hardly thought about by what's called the 'international community'. This criminal outrage is being committed by a country, which declares itself to be 'the leader of the free world'. Do we think about the inhabitants of Guantanamo Bay? What does the media say about them? They pop up occasionally – a small item on page six. They have been consigned to a no man's land from which indeed they may never return.
(...)
Early in the invasion [of Iraq] there was a photograph published on the front page of British newspapers of Tony Blair kissing the cheek of a little Iraqi boy. 'A grateful child,' said the caption. A few days later there was a story and photograph, on an inside page, of another four-year-old boy with no arms. His family had been blown up by a missile. He was the only survivor. 'When do I get my arms back?' he asked. The story was dropped. Well, Tony Blair wasn't holding him in his arms, nor the body of any other mutilated child, nor the body of any bloody corpse. Blood is dirty. It dirties your shirt and tie when you're making a sincere speech on television.
(...)
I know that President Bush has many extremely competent speech writers but I would like to volunteer for the job myself. I propose the following short address which he can make on television to the nation. I see him grave, hair carefully combed, serious, winning, sincere, often beguiling, sometimes employing a wry smile, curiously attractive, a man's man.
'God is good. God is great. God is good. My God is good. Bin Laden's God is bad. His is a bad God. Saddam's God was bad, except he didn't have one. He was a barbarian. We are not barbarians. We don't chop people's heads off. We believe in freedom. So does God. I am not a barbarian. I am the democratically elected leader of a freedom-loving democracy. We are a compassionate society. We give compassionate electrocution and compassionate lethal injection. We are a great nation. I am not a dictator. He is. I am not a barbarian. He is. And he is. They all are. I possess moral authority. You see this fist? This is my moral authority. And don't you forget it.'
(...)
When we look into a mirror we think the image that confronts us is accurate. But move a millimetre and the image changes. We are actually looking at a never-ending range of reflections. But sometimes a writer has to smash the mirror – for it is on the other side of that mirror that the truth stares at us.
I believe that despite the enormous odds which exist, unflinching, unswerving, fierce intellectual determination, as citizens, to define the real truth of our lives and our societies is a crucial obligation which devolves upon us all. It is in fact mandatory.
If such a determination is not embodied in our political vision we have no hope of restoring what is so nearly lost to us – the dignity of man.
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