terça-feira

Faxina

Eu, a partir deste momento, irei começar a usar as novas regras do acordo ortográfico. Esta aplicação será realizada pacatamente à medida que vou aprendendo as regras. Começo o fácil deleite de chutar as consoantes mudas. Assim, aqui me lanço na feliz limpeza ortográfica.

8 comentários:

Helena disse...

Eu, a partir deste momento, irei comessar a uzar as novas regras do acordo ortográfico. Esta aplicassão será realizada pacatamente...
;-)

abrunho disse...

Isso é muito perigoso: é anarquia... :)

underadio disse...

Eu vou continuar a dar erros, LOLLLLL e tou nem aí, né?

abrunho disse...

Não á probrema

Helena disse...

Anarquia?

Anarqia!!!

Ouvi dizer que também vão suprimir as vogais mudas...

:-)

Não li o acordo. Eles que se decidam, e eu depois leio. Mas já me disseram que ia melhorar a questão de nunca se saber se é c, ç, ss ou s.
Também gostava que me esclaressessem aquela coisa da tigela ou tijela.

Na realidade, estou com o Pennac em "chagrin d'école" (estou a ler e a gostar imenso): se tens medo da gramática, atira-te à gramática!

abrunho disse...

"Eles que se decidam, e eu depois leio. Mas já me disseram que ia melhorar a questão de nunca se saber se é c, ç, ss ou s.
Também gostava que me esclaressessem aquela coisa da tigela ou tijela."

Vai? Nao li nada sobre mudanças a essas letras. Penso que os exemplos que dás sao diferenças etimológicas. Se calhar deviamos ficar zangados com os nossos antepassados por nao terem feito acordos ortográficos mais cedo. Mas se há tantas vozes discordantes acerca das mudanças agora previstas, entao andar a por regras arranjadinhas nos c, ç, ss, g, j, ia levar a uma guerra civil entre doutores e velhos do Restelo a suicidarem-se da ponte 25 de Abril.

Nao conhecia o livro. Estive a ler o resumo. Vai haver postes?

Helena disse...

A ver se nos entendemos: eu dou-me muitíssimo bem com o que está. Não gosto da ideia de tirarem as consoantes mudas.
E, a ser verdade, também não gosto nada da simplificação dos ç e ss.

O livro é óptimo. Ando a tentar "vendê-lo" a um editor português. Não é que seja preciso muita publicidade - o que eu queria é que fosse este editor a ficar com os direitos.
Depois - acho que é uma questão de dias - começo a contar o quanto gostei de o ler.

Ou seja: sim, vai haver posts.
(leste o "como um romance"?)

abrunho disse...

Quando era muito jovem (os anos noventa em que a primeira celeuma se derramou), eu também era contra que se mudasse algo, nem que fosse um acento. Ainda por cima se fosse acordos com os brasileiros (enfim, tonta, parva, gaiata).

Agora, com anos a gramar a internet e as mensagens no telemóvel, nos seus esplendorosos erros e liberdades ortográficas, nas impossibilidades muitas vezes de escrever com acentos, um acordo ortográfico em 2000 palavras simplesmente nao me afecta a sensibilidade. Além disso, perdi o nacionalismo serodio. Assim, o que resta é uma higienizaçao do escrever, um pequeno reajustamento que pessoalmente me agrada. Isto para também ficar bem clara a minha posiçao.

Nope, nao li.