quarta-feira

the sting of poverty

IMAGINE GETTING A bee sting; then imagine getting six more. You are now in a position to think about what it means to be poor, according to Charles Karelis, a philosopher and former president of Colgate University.

In the community of people dedicated to analyzing poverty, one of the sharpest debates is over why some poor people act in ways that ensure their continued indigence. Compared with the middle class or the wealthy, the poor are disproportionately likely to drop out of school, to have children while in their teens, to abuse drugs, to commit crimes, to not save when extra money comes their way, to not work.

To an economist, this is irrational behavior. It might make sense for a wealthy person to quit his job, or to eschew education or develop a costly drug habit. But a poor person, having little money, would seem to have the strongest incentive to subscribe to the Puritan work ethic, since each dollar earned would be worth more to him than to someone higher on the income scale. Social conservatives have tended to argue that poor people lack the smarts or willpower to make the right choices. Social liberals have countered by blaming racial prejudice and the crippling conditions of the ghetto for denying the poor any choice in their fate. Neoconservatives have argued that antipoverty programs themselves are to blame for essentially bribing people to stay poor.

Karelis, a professor at George Washington University, has a simpler but far more radical argument to make: traditional economics just doesn't apply to the poor. When we're poor, Karelis argues, our economic worldview is shaped by deprivation, and we see the world around us not in terms of goods to be consumed but as problems to be alleviated. This is where the bee stings come in: A person with one bee sting is highly motivated to get it treated. But a person with multiple bee stings does not have much incentive to get one sting treated, because the others will still throb. The more of a painful or undesirable thing one has (i.e. the poorer one is) the less likely one is to do anything about any one problem. Poverty is less a matter of having few goods than having lots of problems.

Poverty and wealth, by this logic, don't just fall along a continuum the way hot and cold or short and tall do. They are instead fundamentally different experiences, each working on the human psyche in its own way. At some point between the two, people stop thinking in terms of goods and start thinking in terms of problems, and that shift has enormous consequences. Perhaps because economists, by and large, are well-off, he suggests, they've failed to see the shift at all.

6 comentários:

Helena disse...

Sim, mas...
Estou a pensar na minha vizinha em Portugal, que tem um tear em casa e faz tapetes a 80 cêntimos cada um. Tem uma pensão de viuvez que não chega a 100 euros. De facto, não tem onde cair morta.
Mas dá-me muitas lições de dignidade e de generosidade.
E até parece de bem com a sua vida.

O problema dos pobres deste artigo não deve ser só a pobreza, deve ser mais a miséria, a falta de redes sociais e a falta de um sentido - e talvez seja isso que os faz diferentes da minha paupérrima vizinha.

Esses pobres e esses ricos de que falam no artigo devem ser todos americanos. Acreditam no one man show, e na culpa isolada, é o que é.

Na Europa, segundo me parece (e antes de termos deixado o Arroja voltar para cá com aquelas teorias malucas) está-se mais atento ao contexto social da pobreza e a todas essas tretas sociais...

abrunho disse...

Sim, mas...

o que mais me interessou nesta tese foi a diferente experiencia e visao da vida e, novo para mim, exposto ao nível da análise económica. Como os economistas teorizam num mundo para explicar outro mundo cujas regras sao diferentes SEM SE DAREM CONTA. O homem que apresenta esta perspectiva é um inovador!

Obviamente, os economistas nao veem cinema. Foi este aspecto de esferas humanas sobrepostas e exclusas que também me interessou sumamente no filme Babel.

Helena disse...

Bem, quer-se dezere...
Parece-me que o que mais há é economistas a teorizar sobre uma mundo que não conhecem, sem se darem conta.
Conheces a lei da oferta e da procura?...

abrunho disse...

Ok, mas isto é um pouco diferente e para mim mais interessante. Nao sou muito conhecedora de teses ou termos económicos, mas para descrever a economia em termos matemáticos é necessário a parameterizaçao da realidade como seja a lei da oferta e da procura. Tens razao, é verdade que os economistas costumam ser obtusos e displicentes na definiçao da aplicabilidade das suas equaçoes. Mas nao sao só eles. Eles tem o azar, por assim dizer, de estarem numa área muito subjectiva.

Mas o que a mim me interessa neste texto é a SURPRESA, o estranho eureca na hipótese de que para pobres e para acima-de-pobres, a teoria que os economistas desenvolveram nao se aplica, simplesmente porque estas pessoas veem o mundo em termos de problemas uns e coisas outros.

abrunho disse...

Ok, isto é uma surpresa só minha e deve-me vir da minha formaçao.

Anónimo disse...

A mim já me fizeste ganhar o dia, q é como quem diz, uh, puseste-me a pensar sobre o assunto.Obrigada pela tua surpresa.
Ainda no outro dia falava com um amigo sobre pobreza e numa relaçãode 3 anos q,até à data, nunca tido um precalço deparámo-nos com uma enorme discussão q teve berros e tudo...
Tb não percebo nada de economias mas isto vai ter de levar uma reviravolta grande, vai, vai.E creio q começam a aparecer "economias", tipos de, a moer os calos da "Economia", quer dizer das suas regras, enfim...vamos andando e vendo e q n nos falte a nós ou seja q não sejamos "picados", nem por uma só vez pq às vezes uma só vez basta...
Isto tem de levar uma reviravolta vai ser a minha frase do dia.