terça-feira

O que é que as mulheres querem num homem?

Dinheiro? Segurança? Esqueçam. Nós queremos é que os gajos sejam giros. Aaazar.

Segundo um estudo britânico na New Scientist.

Agora olhem aí embaixo e vejam a referência, mas não fiquem muito deprimidos. Só um bocadinho. He he he... :-)

Wow



Este moço é muita giro. Tem piada, nunca me tinha apercebido nos filmes.

Deixa cá ver noutro ângulo.


Santíssimo... Estive a dormir no cinema?

segunda-feira

RE: Porquê (não) as velas no 19 de Abril?

Quero debruçar-me melhor sobre o apelo (desafio) do Nuno Guerreiro que o Lutz Brückelmann agora chama à discussão. A minha opinião é a favor, ainda que esteja demasiadamente longe para efectivamente por uma vela em Lisboa. Talvez a ponha por aqui e faça a minha própria reflexão. Conto o episódio aos meus amigos alemães. Eles vão-me ouvir e compreender. Vós ides dizer que os alemães mataram mais, foram piores, mas não foram estas pessoas de hoje e eu sinto que eu própria, como pessoa, tenho a aprender do processo deles de catarse histórica. Penso que é a consciencialização deles que nos falta e comparar brutalidades e crueldades é uma forma mesquinha de não querer analisar o fundo humano do sucedido. Nós somos todos humanos e capazes do melhor e do pior. O que despoleta este pior?

Dos olhos que passei pelos comentários no poste do Lutz e dos postes do Musaranho (cocanha) e do Miguel Silva (Tempo dos Assassinos) queria escrever isto:

Eu sou uma pessoa, dentro do meu circulo de relaçoes, bem informada. As minhas relaçoes metem de tudo um pouco (claro), mas na maioria sao pessoas que num inquérito se esperaria que soubessem os mínimos históricos (é verdade que não ponho a minha mão no fogo por eles). Desta lista: a data de chegada ao Brasil? e o mapa-cor-de-rosa? quando foi? e em que século aconteceu aquela cena da Inês e do D.Pedro? quem foi Egas Moniz e porque motivo se fala na corda ao pescoço? dada pela Zazie, não sei o último (se bem que desconfio: enforcamento de?). No liceu fui a menina que lia os livros de história, português e biologia de uma ponta à outra antes do período lectivo começar (por prazer). Porquê este reportório? Para dizer que eu soube deste episódio no dia 15 de Março de 2006 quando o Nuno Guerreiro postou o primeiro da série de crónicas sobre o morticínio.

Foi esta ignorância que me desnorteou. Quantos estão como eu? É nesta óptica que eu vejo com muito bons olhos esta iniciativa, independentemente das razoes do Nuno Guerreiro. Ainda que ele não se tenha dado ao trabalho de inserir o contexto desse desafio, esse posso ser eu a construir dentro da minha sensibilidade, ainda que ele não nos tenha primeiro escolarizado sobre o fundo sociológico, político, religioso, etc, da época, posso ser eu a pesquisar, mas que eu saiba os factos. O que me deixou com os cabelos em pé foi não saber que aconteceu e se não se sabe o facto não se procura os porquês.

Há outros factos históricos que nos devem envergonhar mais como portugueses? Eu não percebo isto. Vergonha? A história não devia ser para nos envergonhar ou glorificar. Devia ser para nos entendermos melhor como pessoas e nação e procurar não repetir os erros do passado. Conhecer o passado devia ser mais um processo dinâmico (sabermos melhor) do que passivo (sentir). Além disso, saber sobre a matança de 1506 não tira espaço de memória para sabermos sobre os factos do colonialismo, ou outros que se considerem mais fundamentais. O problema é que não sabemos nenhum deles. A culpa também está nos programas escolares de história. Amassaram-me duas vezes com os descobrimentos (a parte boa e glorificante) e o pós-1910 nem cheirá-lo. Colonialismo no séc. XX? 25 de Abril? Os retornados? O PREC? Que merda é essa? Guerra em África? Não me digas?! Eu quase tenho medo de pensar, quantos portugueses de idade inferior aos 35 saberiam da Revolução dos Cravos, se não fosse o feriado no dia 25 de Abril.

Nem que por mais nada, ir a um local e por velas na memória de pessoas que pereceram, pensar na nossa humanidade, nem que só por isto, parece-me que já vale a pena. Eu, já há muito, deixei de ser católica, mas ainda me toca o 1 de Novembro, o juntarmo-nos no cemitério no pensamento dos nossos antepassados e nas suas vidas e na minha vida e no tempo caminhado. Nem que seja só por isto. Porque, e isto dava para outro poste, já não existem dias para nos sentarmos e reflectir em conjunto. Agora os pontos quentes do nosso calendário social anual são o Natal e o dia dos namorados, com uma certa incursão do dia das bruxas... A reflexão fica para o dia de S. Nunca à tarde. Porque não no dia 19 de Abril, numa tarde lisboeta cheia de sol?

P.S.: Eu não vejo esta iniciativa como sendo institucional. Não sei se o Nuno Guerreiro tinha isso em mente, mas eu vejo-o como um movimento de pessoas, algumas, que se juntam para fazer um gesto simbólico de relembrança. Não me tinha dado conta que já era suposto ir também o Carmona, o Sócrates e mais uns tantos políticos a fazer pose para as televisoes, mais o Freitas do Amaral a fazer discursos em nome da nação. Talvez eu não devesse ficar admirada. A necessidade estado-paternalista é daqueles espinhos históricos na alminha portuguesa. Já avisaram o Sócrates que alguém quer queimar velas? Olhem que ele é capaz de também não gostar.

Estou apopléctica*

Só hoje é que soube (mesmo há pouquinho) que o Bandeira tem blogue!!!!

Porque é que ninguém me diz nada? Nunca ninguém me diz o que é importante. Sei dos putos todos que nasceram a gente que nem me lembra nessa porra de país e ninguém me diz que o Bandeira tem blogue?!?

* Já agora. Já não era tempo de porem esse acordo ortográfico a mexer? A ver se se tira, por exemplo, aquele "c" ali acima. Fica mesmo mal. Até as borbulhas me ficam melhor. Devem ter mais o que fazer! Como fazerem de fumo-pides.

P.S.: já devem ter dado conta, mas confirmo: hoje estou num daqueles dias...

Israel recusa contactos com o Governo Palestiniano

na Aljazeera.

A não ser que o Hamas renuncie à violência e reconheça a existência do estado de Israel. Nos entretantos, o estado de Israel vai também exercitando o dedo no gatilho.

Suspiremos em uníssono.

Comissao Europeia congela fundos para o Governo Palestiniano

no Haaretz.

Confirmação hoje após reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros.

domingo

Venus as a Boy

his wicked
sense of humour
suggests
exciting sex!

his fingers
they focus on her
touches
he's venus as a boy

he believes in a beauty
he's venus as a boy

he's exploring
the taste of her
arousal
so accurate

he sets off
the beauty in her
he's venus
venus as a boy

he believes in a beauty
he's venus as a boy

Bjork

Anúncio, actualização

Não têm chances. A pessoa espanhola em questão está a ler o meu poste As miradas do homem português. Peço desculpa pelo mau jeito.

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Há alguém em Saragoça, Espanha,
IP Address 217.127.187.# (Red de servicios IP);
ISP Telefonica de Espana

À procura de "homem português".

Boa sorte, rapazes.

sábado

Boa noite e boa sorte


O filme é de mensagem: as liberdades de pensamento e o papel do jornalismo em televisão como o quarto poder. Custou-me um bocado a concentrar com o fumo. Gostei? Pois, não sei. Mas tenho a impressão que quando não estava a pensar no ir comprar tabaco, que estava entediada.

P.S.: ex-fumadora tem destas recaídas. :-)

Paródia

In testimony before Congress today, the acting head of the Federal Emergency Management Agency (FEMA) said that the United States could handle both an outbreak of bird flu and a major hurricane as long as the hurricane successfully eradicated the bird population.

Acting FEMA Director R. David Paulison said that the agency was putting a series of plans in place to deal with a possible bird flu pandemic, but added, “We’re really counting on a major hurricane to do the heavy lifting for us, bird-killing-wise.”

Mr. Paulison outlined a series of scenarios his agency has been developing in which birds are wiped out by other natural disasters such as tornadoes, earthquakes and volcanic eruptions.

“These birds think they’re pretty tough, but just you wait,” he said. “They’re no match for molten lava.”

While some in Congress questioned the wisdom of relying on natural disasters of an almost biblical nature to destroy the nation’s birds and thus stave off a possible bird flu pandemic, Mr. Paulison called such skepticism “narrow-minded.”

“Disasters are our friend,” he said. “Look how good Iraq has been for Halliburton.”

Failing a major disaster to wipe out the bird population, Mr. Paulison said that every man, woman and child in America could do his or her share by killing one bird a day.

“Everyone in this country is capable of killing a bird, except Dick Cheney,” he said.


No Truthdig, por Andy Borowitz

quinta-feira

Everything is iluminated

They exchanged notes, like children. My grandfather made his out of newspaper clippings and dropped them in her woven baskets, into which he knew only she would dare stick a hand. Meet me under the wooden bridge, and I will show you things you have never, ever seen. The "M" was taken from the army that would take his mother's life: GERMAN FRONT ADVANCES ON SOVIET BORDER; the "eet" from their approaching warships: NAZI FLEET DEFEATS FRENCH AT LESACS; the "me" from the peninsula they were blue-eyeing: GERMANS SURROUND CRIMEA; the "und" from too little, too late: AMERICAN WAR FUNDS REACH ENGLAND; the "er" from the dog of dogs: HITLER RENDERS NONAGGRESSION PACT INOPERATIVE... and so on, and so on, each note a collage of love that could never be, and war that could.

In Everything is iluminated, Jonathan Safran Foer

Tudo é/está iluminado

Estou apaixonada por um livro. Mantas de retalhos postas umas em cima das outras. Dois jovens que fazem de conta o que sao. Velhos que fazem de conta um passado. Uma aldeia que faz de conta. Apaixonamentos, amores, casamentos, mortes. Em caixas. O fim do mundo que aconteceu mil vezes e há-de voltar a acontecer mil vezes mais. O amor, o amor pelo amor e não pela pessoa, o amor que já existe antes de o ser, o amor por quem há-de nascer, o amor por quem não se conhece. Mas ao mesmo tempo o amor que nao pode, mas poderia, se nao fosse quem amasse. Ser-se. Escolher-se. Escolher não ser cobarde, não poder não escolher não ser cobarde.

Este livro é magnífico e há tradução em português:

Está Tudo Iluminado
Jonathan Safran Foer

Colecção: Grafias
Editora: Temas & Debates

O formato, a própria escrita é importante, portanto a qualidade da tradução é essencial. Não tenho ideia disto...

Eu tinha traduzido o título para Tudo é iluminado. Eu continuo a preferir a minha visão. Tem optimismo. A luz existe sempre, temos de ser nós a encontrá-la. Como diz Alex (querido descobridor):

We all choose things, and we also all choose against things. I want to be the kind of person who chooses for more than chooses against, but like Safran, and like you, I discover myself choosing this time and the next time against what I am certain is good and correct, and against what I am certain is worthy. I choose that I will not, instead of that I will. None of this is effortless to say.

quarta-feira

Sr. Deus, anote aí

Eu quando reencarnar quero ser como ela.

Cá estou eu

Foi bom, muito bom, a conversa, os passeios, as risadas, as piadas sem piada, os livros que recebi, os cafés, tentarmos desenvencilhar a história de Budapeste e só termos conseguido chegar ao fim da dinastia do Árpád (tanta matança), confirmado que Lisboa foi conquistada aos mouros em 1147, desejarmos quota de entrada para os americanos, todas as fotografias em que tive de entrar (obrigado por não me atirarem ao rio, para um exclusivo), enfim... A Leste esteve, por uns dias, o Paraíso.

terça-feira

P.A.

Esteve sol. Budapeste continua a meter agua. Ao fim do dia, os nativos vao ate' ao Danubio e conversam, tiram fotografias, passeiam, miram os esforcos dos bombeiros a colocar sacos de areia e a bombear o melhor que podem. Eu faco o mesmo, sento-me e observo, enquanto o sol desce, ate ao momento em que atinjo o estado de enregelada.

Budapeste e' uma capital ordinaria. Contudo, ha' dois aspectos que a fazem especial para mim: os banhos turcos em edificios antigos e o saber do que e' cafe e todo o prazer que rodeia o acto de o consumir.

Vi livros em portugues numa livraria. Eram de autores brasileiros, sendo que um deles era Budapeste de Chico Buarque. Essa vaidade de capital.

segunda-feira

Por alto

Esta' sol.

O cronista historico mais famoso da Hungria chamava-se Anonymus. Na base da estatua que lhe e' dedicada esta' escrito: Anonymus = Gloriosissima Belae Regis Notarium.

Os americanos no meu apartamento (Budapest is friggin' beautiful!) passam o tempo a ver o Travel Chanel.

Os molhos hungaros estao-me a devastar a pele. Duas borbulhas vezuvianas de ponta amarela apareceram-me na cara. E eu sem a burqa...

domingo

Por alto:

Esta' sol, o Danubio transborda, arrasta pedacos de arvores, revolve-se de escombros e nas margens dezenas de fotografos realizam obras nao originais para a memoria.

Tanto Buda como Peste transbordam de sotaques americanos, que como sempre ribombam dentro da minha cabeca como aspiradores em dia de ressaca.

O blogger esta' em chines.

sábado

Cá vou eu

GET MILES
Gomez

I love this island but this island's killing me
Sitting here in silence, man I don't get no peace
The waves upon my shore take me away piece by piece
Gonna leave everything I know gonna head out towards the sea
Jump off this island gonna head out towards the sea

I love this city man but this city's killing me
Sitting here in all this noise man I don't get no peace
The cars below my street take me away piece by piece
Gonna leave everything I know gonna head out towards the sea
Gonna leave this city man, gonna head out towards the sea

Get miles away, get miles away, get miles away
Get miles

I love this planet but this planet's killin' me
Sitting here in all this grass man I don't get no weed
The sweat comin' from my pores take me away piece by piece
Gonna leave everything I know gonna head to the galaxy
Gonna leave this planet man, gonna head to the galaxy

Get miles away, get miles away, get miles away, get miles away, get miles away, get miles away, get miles away
Get miles