segunda-feira

Os defensores do feto (*adenda)

Dizia a Maria José Nogueira Pinto, citada numa notícia, que os do Sim sao só pela mulher, enquanto que os do Nao sao pela mulher e pelo feto (de notar que antes das dez semanas nem se usa a palavra feto, mas embriao, já que estamos numa fase muito inicial do seu desenvolvimento).

Depois do Marcelo Rebelo de Sousa, já outros, que fazem campanha pelo "Nao", vem a terreiro pela despenalizaçao do aborto, mas como nao dizem limites, parece que será por toda a gravidez.

Assim, os do Nao, que sao pelo feto, pretendem abrir as portas para a sua morte quando já sentirá que o matam. A mulher sai livre e descomprometida* mesmo que o que tenha feito já possa ser descrito por infanticídio. Depois do mal feito vamos ser muito compreensivos e tolerantes, prometemos. Pelo prisma da mulher, ela pode continuar a fazer abortos, desde que nao haja a possibilidade dela ter acompanhamento na decisao, desde que sejam clandestinos e ela arrisque a vida e a saúde. O que interessa é que seja longe da nossa vista. Notem bem: estes sao os que defendem o FETO e a mulher.

Eu neste momento sinto um grande nojo por esta gente. É só.


* Esperem. Nao é descomprometida. O dr. Villas Boas aplicava-lhe sançoes psicológicas (ele tem formaçao de psicologia), o dr. Daniel Serrao: "Para mim, seria suficiente chamar a mulher, fazer-lhe um discurso que a obrigasse a ponderar. Bastava que pedisse desculpa à sociedade para arrumar o assunto." ; os do Movimento "Nao obrigado" querem obrigar 'a ressocializaçao. Nota-se logo quando uma mulher vai abortar. Anda sempre tao dessocializada...

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